iLivro

Conselho de guerra!(2 Parte)

No salão de banhos do palácio. Mãos femininas, um pouco áspera por manejar adagas, esfregava minha costa nua, limpando meu corpo suado do intenso treinamento matinal. Dispensei as outras servas, ficando sozinho com Ania. Entrei na piscina de água quente, relaxando os músculos do meu corpo cansado.

Timidamente, Ania, entrou na piscina com uma toalha enrolada em seu corpo.

“Não devemos demorar muito” disse Ania, aproximando-se lentamente, causando ondulações na água. Se aconchegou em meus braços, descansando sua cabeça em meu peito.”O conselho de guerra está aguardando sua presença.”

“Que esperem o tempo que for necessário” respondi, envolvendo-a em um abraço carinhoso, retirando a toalha de seu corpo, revelando seios farto e um corpo curvilíneo.

“Não devia ter feito isso, Lyam” virou-se, ficando de frente comigo, esmagando seus seios contra meu peito de aço. Analisei seu rosto em forma de cunha, as bochechas vermelha, envergonhada por estar nua, cabelos cor de chocolate e belas orelhas de coelho que balançavam de um lado para o outro.

“O que eu não devia ter feito? perguntei fingindo inocência. Minhas mãos em em seu quadril desceram até sua nádega, apertando-as suavemente e puxando-a para mais perto de mim.”Agora, me conte minha coelhinha como vai as novatas?”

“Vão bem” disse dando os ombros.”São rápidas como um raio, fortes como um touro e tão perspicaz quando uma doninha. São o que você desejava ao cria-las: assassinas perfeitas” fez uma pausa e continuou num tom amargo:“Logo não serei mais necessária.”

“Não diga bobagem! Você não é uma ferramenta descartável, ninguém do meu ducado é uma ferramenta descartável” falei com firmeza, fitando seus olhos escuros.”Eu as criei para te ajudar, compartilhar o peso que venho colocando ultimamente em seus ombros.”

Havia se passado três meses desde que perdi meus poderes. Dois meses atrás, quando consegui mover perfeitamente meu novo corpo, fui até meu laboratório. Usando aparelhos e os tanques de criação e desenvolvimento de vida do laboratório, criei mais cinco humanos geneticamente melhorados, com o proposito de diminuir a carga de trabalho de Ania.

Felizmente, graças aos aparelhos do laboratório, não preciso utilizar habilidades de criação quais não tenho mais. Tornando minha vida um pouco mais fácil.

Não eram os únicos humanos geneticamente modificados que eu criei. Haviam muitos outros. Eu já não era um deus, era um mortal, para minha segurança e do Ducado de Alba. Meus super soldados era apenas uma das camadas de segurança e ataque criada. Mesmo no inverno, fumaça das chaminés das grandes metalúrgicas não cessavam um dia se quer – forjando armaduras e armas com novas ligas de metal.

“Me desculpe” disse Ania, abaixando sua cabeça, envergonhada, com suas mãos sobre meu peito, trêmulas.

“Saiba, minha coelhinha, que nunca te abandonarei. Nunca” falei, acariciando seu rosto, lentamente aproximei meus lábios dos dela, beijando-a, saboreando o gosto de pêssego de seus lábios carnudo. Em resposta, ela envolveu meu pescoço com seus braços, me beijando com vigor. Nossas línguas se entrelaçaram, movendo-se ritmicamente com paixão.

Depois de longos minutos, nossos lábios se separaram, deixando um fio de prata entre nós.

“Eu nunca sairei do seu lado, Lyam” falou com um sorriso charmoso.

Ficamos lá, parados na piscina de água quente, abraçados, imergidos naquela rara oportunidade de paz. Nos últimos meses ando muito ocupado, treinando meu corpo de manhã, verificando as novas armas criadas no laboratório e depois cuidando de assuntos do Ducado até a tarde da noite.

Quem pensou que eu só me divertia, estava muito enganado. Mesmo quando eu era um deus, eu trabalhava duro para tornar o ducado de Alba uma terra dos sonhos e oportunidades, de paz e ordem.

O manto da responsabilidade que reside em meus ombros é pesado demais.

“Seu braço está bem?” perguntou, acariciou o local que fui atingido pela lança.

“Sinto um pouco de formigamento na área atingida, mas estou bem” falei despreocupadamente. Ania me encarou com seus grandes olhos escuros, parecia ter uma pergunta em mente. Eu sabia o que, mesmo assim perguntei:“O que foi, Ania? Pode perguntar.”

“Humm….Por que recebeu o golpe de proposito?”

“Então você percebeu” falei fingido surpresa.

Ela meneou com a cabeça.

“Sim, em todos treinos você nunca foi atingido uma única vez. Seus movimentos e reações foram mais lento do que o habitual, para mim era proposital, só não sei para qual objetivo você está fingindo fraqueza.”

“É uma simples armadilha” falei com seriedade.”Certos abutres a espreita podem ver uma oportunidade de se livrar de mim. Não sei quem, mas tenho certeza que existe alguém vazando informações. Bom, resumindo, no momento que tentarem me matar, você e as outras musas vão capturar os assassinos e eu vou descobrir quem está vazando as informações.”

“Então a busca se limita ao palácio, servos e nobres do palácio sabem sobre as novas armas. Existe a possibilidade dos trabalhadores envolvido nas forjas estarem vazando informações. Existe muitos trabalhadores envolvido nas forjas de armas, tornando mais fácil um espião infiltrar-se.”

Ania tem razão. As forjas estavam em pleno vapor, sempre contatando novas pessoas e aprendizes de ferreiros para ajudar.

“Por esse motivo levei o golpe. Se houver uma tentativa de assassinato significa que o espião está no palácio…”

“Pode haver vários espiões” disse ela interrompendo-me.

“Sim” admiti.

Antes, minha maior preocupação era lutar contra outros deuses. Agora, minha maior preocupação são assassinos e espiões. Precisava encontrar o desgraçado que está vazando informações. Preciso descobrir rápido. Em meno de dois meses o inverno termina, dando inicio ao verão. Momento em que as maiores potências do oeste vão marchar em nossa direção, desejando nosso poder e riquezas e a princesa que pode tornar um homem no rei de toda Midgard – ou do que sobrou dela.

“Lyam, eu não entendo bem por quê anda forjando tantas armas magicas, mas sei que é poderosa demais. Não estamos prontos para tamanho poder. Não acha que está exagerando?”

Pode parecer um exagero, mas, alguns de nossos inimigos são ex-aventureiros rank S+ com armamentos. Posso exterminar suas tropas, porém tenho certeza que não será tão fácil se livrar de alguém com um armamento nível épico acima.

Entre todos autoproclamados rei do oeste que conheço, Júlio com seu armamento fantasma Godsword, vai ser a maior dor de cabeça lidar.

“Os autoproclamados rei do oeste esperam uma guerra no verão” falei abraçando-a gentilmente.”É tudo que vão ter será uma completa obliteração. Agora, vamos deixar esses assuntos desagradáveis de lado” apalpei seus seios, provocando alguns gemidos eróticos.”Não temos muito tempo, vamos aproveitar da melhor forma possível, minha coelhinha.”

Beijei-a novamente, com ardor, iniciando nossa diversão na sala de banhos.

********

Ponto de vista Princesa Susana

 

“Desculpem o atraso” disse a voz jovial ao entrar no salão. Era alto, ombros largos, cabelo loiro, como ouro reluzente, curto e bem arrumado emoldurando um rosto de traços élficos, sobrancelhas arqueadas sob grande olhos azuis como safiras celestiais. Sempre com um sorriso afável – e com o mesmo sorriso poderia condenar um homem a forca.”Houve um assunto urgente que não pode ser ignorado.”

Atras dele, seguindo com passos silenciosos, estava suas musas. Vestiam-se com uniformes de empregadas, luvas negras com os dedos em forma de garra e tamanco alto que as tornava maior do realmente são, e sempre com máscaras de animais demoníacos escondendo suas identidades.

“Vossa Alteza” disse ele num tom de provocação, abaixou a cabeça alguns centímetros, deixando claro que era tudo que eu poderia esperar de uma reverência. Sentou-se na cadeira á minha direita – ficando entre mim e sua amante irritada.

Suas musas assumiram posições em locais estratégicos do salão.

Discretamente estudei suas roupas: vestia uma túnica preta com bordados de fio de ouro formando o brasão da casa nobre de Alba – percebi com o longo dos meses que ele sempre usava as cores preto, vermelho e azul. Seu pescoço era envolto por grossas correntes de ouro e cada movimento de seu braços fazia tilintar os braceletes de ouro cravejados com rubis e safiras que reluziam magicamente sob as luzes do salão.

É lá estava o homem, provavelmente, o mais rico e poderoso do oeste. Duque Lyam Marwe Nótus Alba, um jovem aparentemente de dezesseis anos de idade – sua verdadeira idade nunca fiquei sabendo.

Lady Desy franziu o nariz em desgosto.

“Você fede á uma certa coelha e coisas obscenas” acusou, fuzilando uma das musas presente no salão.

“Depois conversamos” falou Lyam num tom apaziguador.

“Depois conversamos” repetiu Lady Desy com sarcasmo.”Mais tarde, meu amor, espero ouvir em detalhes quais foram esses “assuntos” tão urgentes.”

Lyam meneou com a cabeça.

Todos presentes ficaram em silêncio – caso alguém estava escutando a conversa, fingiu que nada estava acontecendo.

Lyam pigarreou chamando atenção de todos.

“Senhores e senhoras presentes, temos algo importante a discutir hoje: o futuro da humanidade em Midgard” sua fala era bem articulada e seu olhar cheio de seriedade.

É aqui começa o show, pensei com ironia.Duque Lyam vai propor alguma ideia inovadora. Vai fingir nos ouvir e se importar com nossa opinião. Sim, fingir, por que verdade seja dita: ele não se importa nem um pouco e com ou sem aprovação dos nobres presentes irá fazer o que bem entende.

Toquei as safiras do colar de ouro cintilante que enfeitava meu pescoço, analisava o vestuário dos nobres presentes e os elegantes uniformes de empregada das musas de Apollo – movendo-se pelo salão como fantasmas, desaparecendo e aparecendo entre as sombras, sem fazer qualquer ruído no piso de pedra.

Meu olhar vagou discretamente pelo salão, fixando-se no estandarte com a cabeça de um lobo branco sobre um campo metade vermelho e metade azul.Fogo e gelo, pensei.Os sacerdotes de Freyr pregavam em Sidon que o mundo terminará em um mar de fogo. Nunca acreditei, se o mundo fosse acabar, prefiro que seja no inverno eterno de Hati. Mas, talvez tivessem razão. As ideias do Duque Lyam vão atear chamas que incendiaram o mundo, trazendo uma nova era.

Humanos geneticamente melhorados, mechas-antideuses, armas de fogo capaz de perfurar armaduras, fortalezas flutuantes, pássaros de metal que podem fazer chover fogo. Sim, os loucos sacerdotes estavam certos, o mundo terminará em um mar de fogo.

É eu sei quem vai atear fogo no mundo.

Comentarios em HDUM arco 3: Capítulo 17

Categorias