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Intermissão

Territória de Alba, fronteira oeste……

Meses se passaram, era o começo do verão. Uma equipe de Argonautas, trajando armaduras negras, observava do topo de um morro o vale amplo, verdejante ao sol do verão.

O líder da equipe, Rick, um humano geneticamente melhorado, conectou sua mente com a do seu Solis, vendo o amplo vale verdejante por cima, aonde seu Solis flutuava. No lado mais distante havia montanhas e bosques. A terra tremeu levemente, sua equipe foi atingida por uma rajada de vento vindo do horizonte distante, aonde surgiu uma gigantesca coluna de fumaça negra.

“Guardians-001. Relatando ao Comandante supremo. Forças hostis vindas da fronteira sul foram obliteradas” relatou o líder da equipe de Argonautas, Guardians-002, na fronteira sul, aonde se erguia a colossal coluna de fumaça negra.

Os Solis de todos Argonautas formavam um link mental entre todos Argonautas, permitindo a troca de informações em tempo real.

“Pelo visto nossos irmãos começaram a operação ragnarok” disse o líder, enquanto procurava seu alvo no vale amplo.

Não demorou muito para encontrar. Poucos quilômetro de distância, estava as tropas do autoproclamado rei de Rygarden – um velho guerreiro ex-mestre de guilda.

Verificou as tropas inimigas, por sua contagem, havia 4.858 mil soldados. 2.300 a cavalos, o restante seguia a pé. Seus números eram impressionantes, mas, um olhar bem treinado perceberia que no máximo mil usavam cotas de malhas e armas mágicas, enquanto o restante estava mal equipado.

“Guardians-003 para Comandante Supremo. Alvo localizado. Encaminhado coordenadas do ataque….” relatou Rick através o link mental.

“Comandante Supremo para Guardians-003″ respondeu seu criador após alguns minutos.”Coordenadas de ataque recebidas. Lançarei um ataque, tire seus homens do perímetro.”

Rick recolheu seu Solis e virou-se para seus homens e gritou:

“Em breve essa área se tornará cinzas, protejam-se atrás da rocha!”

Rick e seus homens desceram o morro se escondendo em uma grande rocha. Se agacharam aguardando o ataque de seu Comandante Supremo. Acima das tropas inimigas, o ar tremulou e o sol se tornou mais brilhante, Hipérion surgiu envolto por chamas e sua forma se expandiu até ficar tão imenso a ponto de bloquear o sol no céus. Seu núcleo vermelho mirou nas tropas, fazendo as tropas inimigas caírem no caos e abandonarem seus postos.

Um zunido baixo tornou-se cada vez maior, e as chamas giraram como um redemoinho, e disparou uma gigantesca bola de fogo, um segundo sol na terra, caindo sobre as tropas inimigas, incinerando tudo próximo, evaporando rios e lagos, árvores mais da área do ataque pegaram fogo, transformando em árvores tochas.

Rick agachado, atrás da pedra, aguardou o fim do bombardeio. Quando tudo ficou silencioso, pensou que havia terminado. Mas estava enganado, muito enganado. A terra tremeu violentamente, a rocha qual estava escondido ardeu como ferro em brasa e todas árvores próximas foram arrancadas pela onda de choque e lançada centenas de metros para longe.

Assim que terminou o ataque do Hipérion, pediu para seu Solis verificar a área em busca de sobreviventes. Recebendo as imagens em tempo real, o que era um amplo vale verdejante, agora era uma cratera com rochas liquefazendo aonde se erguia uma colossal coluna negra de fumaça.

O que via era o inferno na terra.

“Guardians-003. Relatando ao Comandante supremo. Forças hostis vindas da fronteira oeste foram obliteradas!” relatou Rick vendo o amplo vale destruído.

“Relato recebido Guardians-003. Retirem-se para a fronteira norte.”

“Roger!” gritou o líder.

Rick e seus homens retiraram-se da área destruída. Seguiram para uma pequena aldeia, aonde deixaram seus cavalos. Seguiram sentido a fronteira norte aonde aconteceria a batalha principal do comandante supremo e contra as forças hostil do autoproclamado rei de Sungard, Júlio relâmpago santo, ex-aventureiro rank S+ detentor do armamento fantasma Godsword.

A guerra estava apenas começando.

 

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Em algum lugar do oeste……

Em uma vasta planície verdejante, existe ruínas de uma antiga cidade anterior a grande geada. Era um lugar sombrio, lembrando antiga glória do passado, evitado pelos moradores do oeste. Consideram aquelas ruínas lar de fantasmas e outras assombrações, um lugar amaldiçoado pelos deuses como dizem os camponeses.

No interior das ruínas, um pátio rodeado por monólitos de granito e estátuas de gigantes cobertos por muscos. No piso do pátio surgiu um circulo mágico complexo, abrindo um portal dimensional com outro mundo.

Do portal, surgiu uma mulher montada em uma magnifica raposa de pelo dourado com seis caudas em chamas. A criatura ergueu o longo focinho para o alto, farejando o ar, em busca de qualquer ser vivo.

“Encontrou algo Shia?” perguntou a mulher para raposa. A criatura balançou a cabeça em negativa.”Não é para se surpreender, visto que estamos em uma maldita ruína abandonada pelos deuses. Vamos sair daqui e procurar aquele bastardo nas cidades próximas.”

A raposa disparou em frente, passando pelos imponentes pilares caídos cobertos por musgos. Não demorou muito para sair das ruínas, correndo livremente pelas planícies. Shia captou o cheiro de humanos e de sangue, acelerou ao ouvir os gritos que ecoavam pela planície.

Metros adiante, em uma estrada de terra, havia uma caravana de humanos carregando seus bens, fugindo de um grupo de lobos gigantes cinzentos.

A mulher saltou de cima de sua montaria.

“Shia, transforme-se em espada!” gritou a mulher misteriosa.

A raposa de pelo dourado, transmutou-se em uma imensa espada de duas mãos com o pomo entalhado na forma de uma cabeça de raposa, lâmina rubro com uma fileira de runas mágicas.

A mulher pegou a grande espada com uma única mão, como se fosse uma pena, mão desnuda foi coberto por uma requintada manopla carmesim coberto por chamas.

Metros a frente uma garotinha que fugia, caiu no chão e estava á um passo de ser devorada pelos lobos. Ela semi-agachou, saltando como uma mola em direção ao lobo gigante cinzento. Passou pelos humanos que fugiam desesperados, com um simples manejo de sua espada, dividiu no meio o primeiro lobo, salvando a garotinha.

Sem parar, seguiu em frente, dançando, chutando e cortando lobos gigantes em dois sem o menor esforço.

Em poucos instantes, o grupo de lobos foi exterminado.

Se agachou ao lado dos lobos, retirou uma faca de caça bem afiada e começou a retirar a pele dos monstros abatidos.

“Eu sou Barg de Rygarden” apresentou-se o homem de cabelos grisalhos. Aproximou-se hesitante da mulher misteriosa vestida com uma pesada capa preta pesada e capuz que esconde seu rosto.”Em nome de todos, agradeço sua ajuda.”

Ela não respondeu.

“É claro que vamos te dar um recompensa adequada” acrescentou rapidamente.

“Não desejo uma recompensa, Barg de Rygarden” falou a mulher virando-se para ele. Não pode ver seus rosto. Mas o que viu o fez dar dois passos para traz. Seus olhos eram duas fendas douradas como a de uma fera.”Em troca da ajuda, desejo uma informação……”

Parou de falar ao receber uma lufada de ar no rosto. Virou seu rosto na direção do vento forte. No horizonte distante, surgiu uma imensa coluna de fumaça negra. Não era a única, sua visão apurada podia ver outra mais ao sul, e sua audição super humana podia ouvir os tremores de terra imperceptíveis.

“O que está acontecendo naquela direção?” perguntou com curiosidade.

“Uma guerra!” disse o homem com desgosto.”O rei idiota de Rygarden, levou todas suas tropas contra o ducado de Alba. É sabe o que vai acontecer quando todos forem exterminados? Aquele maldito demônio em pele de humano vai transformar toda Raygarden em uma segunda Elvebreed!”

“O que aconteceu em Elvebreed?” perguntou a mulher com grande interesse.

“Não ouviu falar de Elvebreed?” perguntou semicerrando os olhos. Não existia ninguém em todo oeste que não sabia sobre Elvebreed. A mulher não respondeu. Encarou-o com seus grandes olhos dourados esperando a resposta.”Um dragão incinerou toda Elvebreed. Não um dragão qualquer, era um rei dragão vermelho! Alguns idiotas dizem que era apenas um dragão selvagem longe de seu território procurando por donzelas virgens. Pura bobagem. Um dia na taverna, um dos soldados da cidade deixou escapar que o tolo rei de Elvebreed tramava com um lorde de Alba. Descobriram a tramoia, segundos algumas fontes seguras, irado pela traição, o duque de Alba praguejou aos céus em resposta seu deus demônio de seis faces mandou o dragão.”

A mulher franziu a testa.

“É por esse motivos estão fugindo? Para onde?”

“Para o único lugar seguro em Aayós! A terra santa Elegast, aonde os velhos deuses são adorados. Senhorita, agradeço sua ajuda, mas tenho que ir. Não quero ficar mais nenhum minuto nessa terra condenada.”

“Uma última pergunta” disse a mulher misteriosa.”Qual é o nome desse duque?”

“Duque Lyam Marwe Nótus Alba” disse o homem com temor, tocando o amuleto do deus freyr procurando proteção contra o nome maligno.

Dentro do capuz, a mulher misteriosa desenhou um largo sorriso revelando fileiras de dentes brancos e afiados. O homem recuou com rosto pálido. Ela o ignorou, ao seu comando, Shia voltou a ser uma enorme raposa de pelo dourado.

É como eu imaginava, pensou ela enquanto montava Shia.Aonde tiver uma trilha de corpos e fogo, lá vai estar ele.

Shia seguiu para aonde a guerra estava acontecendo.

“Eu finalmente te encontrei, seu bastardo!”

A mulher misteriosa ria sem parar enquanto seguia para o campo de guerra.

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