Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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Reencontro é uma luta épica!

>>> I <<<

 

 

– Você não parece muito confiante – disse a princesa Susana. – Ele é tão forte assim?

Do outro lado do campo, observei meu adversário se preparando, colocando uma elegante bainha branca presa ao seu cinturão. A lâmina da espada que estava embainhada era de cristal, verde como esmeraldas, me fazendo me lembrar da minha espada roubada, Solitária.

– Se fosse outro mago, não importando o tamanho de seu poder mágico, eu venceria sem dúvida nenhuma – eu disse a ela enquanto prendia a bainha do Sanguinário na correia do meu cinturão, do lado oposto estava um coldre com o revólver espiritual Gungnir. Susana arqueou sua elegante sobrancelha ao ver Gungnir. Pensando bem nunca a usei desde que despertei. – Uma garantia – eu disse apontando para o revólver espiritual. – Quero ver se ele é mais rápido o que uma bala. Se não for, vai acabar sem uma das pernas se eu não explodir sua cabeça. Mas, não acho que será tão fácil. Meu oponente é um ex-aventureiro rank S+ e tem o Armamento Fantasma Godsword. Não posso levá-lo de ânimo leve.

– Agora entendo o motivo para não estar muito confiante – disse ela com sua típica expressão indiferente. Apesar que posso muito bem ver uma pitada de preocupação naqueles belos olhos verdes pálido. – É o que vai acontecer se você perder?

– Não vou perder – esboçei um sorriso confiante. – Tenho muitos truques na manga.

– Aposto que sim – suspirou. Me encarou de cima para baixo, franziu a testa e perguntou: – Não vai usar seu cajado?

– O cajado é só um enfeite – eu disse entre os ombros. – Posso usar Hipérion como catalisador para conjuração da magia. Júlio é um guerreiro baseado em velocidade, o cajado irá apenas me atrapalhar. Preciso das duas mãos livres para usar a espada e o revólver.

Caminhei lentamente até a barreira. Sinceramente eu estava um pouco nervoso. Seria vergonhoso perder diante minhas tropas.

– Me da a honra? – perguntei oferecendo o braço para princesa que caminhava ao meu lado.

– Tenho escolha? – ela esboçou um sorriso indiferente e pegou meu braço. Pude sentir seus seios encostado meu braço.

houve alguns assobios animados atrás de mim.

– Sempre temos uma escolha, princesa – respondi. – Você poderia ter recusado, mas aceitou, chamo esse ato de escolher. Da mesma forma que escolheu me acompanhar até a barreira. Às vezes, princesa, eu a escuto resmungando que não tem escolha, que é um fantoche, resmunga isso é aquilo – não falou nada e manteve uma expressão indiferente. Ela era boa em esconder suas verdadeiras emoções. No entanto seus olhos eram como um livro aberto para mim. Eu nunca quis admitir, mas ela me temia, me amava, todas mulheres me amam, mas seu medo era um pouco maior. Por que não teria medo? Eu agia de acordo com meus desejos, executava sem pestanejar nobres que considerava inúteis. – Não sou mais um deus, muito menos um dragão, mas eu posso sentir os aromas únicos do medo, desconfiança, raiva, ódio, ganância, metade de Alba me teme, a outra metade me adora. Metade me mataria se eu baixar minha guarda, outra metade daria sua vida por mim. Nós humanos somos criaturas estranhas, o ponto de vista sobre uma situação pode mudar dependendo de quem você perguntar.

– Aonde você quer chegar? – perguntou ela com cautela. – Por quê está me falando tudo isso?

– Não tem nenhum motivo em especial – eu disse. – Apenas sou um idiota que fala demais quando está nervoso. Enfim, princesa, todos nos temos uma escolha. Você está aqui, nesse instante de braços dado ao homem que ama e teme, pelas escolhas que tomou. No meu ponto de vista, você vê correntes aonde elas não existem. Você escraviza a si mesma sem perceber. Para uma mulher tão inteligente, às vezes você é bem idiota.

Seus olhos verdes pálidos brilharam e lágrimas começaram a escorrer por seu rosto. Odiava ver uma mulher bonita chorar. Mulheres bonitas eram minha fraqueza, sempre foram. Não sabia bem o por quê eu havia falado tudo aquilo pra ela, mas por algum motivo tinha um péssimo pressentimento que não voltaria a vê-la.

Abracei-a com força e afaguei carinhosamente sua cabeça. Encarei minhas tropas conversando animadamente e fazendo suas apostas. No horizonte, uma grossa nuvem negra de tempestade avançava em direção ao sul, trazendo consigo uma forte chuva.

– Você sabe como fazer uma mulher chorar – disse uma voz masculina atrás de mim.

Não precisava me virar para saber quem era. Jamais esqueceria a voz daquele desgraçado, cara de fuinha. Rapidamente saquei Gungnir e me virei, disparando contra Arthur, a bala trovão, acertou sua cabeça, explodindo-a como se fosse uma melancia, seu corpo desabou sem vida no chão.

Então, seu corpo se tornou uma névoa negra e dispersou no ar. Ele reapareceu novamente, eu explodi sua cabeça com outro disparo do revólver espiritual. Então a mesma coisa aconteceu e o desgraçado reapareceu novamente, então soube que seria inútil tentar matar ele, mas não pude evitar o prazer de estourar sua cabeça mais uma vez.

– Não precisa ser tão hostil – disse ele reaparecendo novamente. Apontei Gungnir para sua cabeça e estava pronto para explodi-lá novamente por diversão. – É inútil. Não estou aqui, o que está vendo é apenas uma projeção da minha mente.

– Tch – guardei Gungnir e perguntei num tom áspero: – O que você está fazendo aqui, desgraçado?

Diferente da primeira vez que ele apareceu para mim. Arthur tinha uma aparência jovem, entre os 10 e 13 anos, cabelos escuros como as penas de um corvo e olhos cinzentos como os de uma tempestade. Havia poucas pessoas que me deixavam nervoso, Arthur, sem dúvidas nenhuma estava no topo da lista.

– Hum….Como posso dizer sem ofender seu orgulho tolo…. – ele fazia uma expressão idiota enquanto segurava seu queixo. – Bem, vamos dizer, que as coisas vão ficar feias em breve, é vou te devolver essa criança.

Arthur jogou no ar uma espada com uma safira adornando o punho. Sua bainha era branca com o símbolo da lua. Peguei a espada com aproximadamente um 1.20 cm de comprimento e a desembainhei, revelando sua lâmina azul, como um cristal de gelo, gravado com glifos mágicos.

Era Solitária, uma espada mágica nível Deus.

Beijei a lâmina da espada como se fosse uma amante querida.

– Solitária! – eu disse com amor, em reposta, sua lâmina foi coberto pro chamas brancas. Euforicamente, ela falava em minha mente. – Prometo que nunca mais vamos nos separar. Ele te tocou?

…Mnn…, ela disse a mim.

– Tem certeza? – perguntei preocupado. – Ele não fez nada estranho com você? O quê?! Ele tocou o punho da espada! Seu cara de fuinha sem vergonha, como pode tratar uma garota frágil como Solitária de tal maneira? – com um olhar feroz encarei Arthur. – Se você abusou dela, jurou que vou te cortar da sua virilha até sua goela!

– Quanto eu penso que você não pode ser mais idiota, você sempre me surpreende – suspirou ele e com um olhar sério falou: – Não posso ficar muito tempo. Vou direto ao ponto: Lyam você criou algo bem perigoso e como idiota que é, nem deve ter percebido ameaça que representa sua criação.

– Vou te mostrar quem é o idiota! – eu rosnei de volta com a mão no punho da Solitária.

Ele me ignorou e continuou falando:

– Eu quero todas amostras de vírus e um juramento que você nunca mais voltará a pesquisar ou criá-los.

– Por quê eu faria isso? É o que você quis dizer ao chamar meu vírus de perigoso. É só um simples vírus que torna humanos mais fortes e ajuda outras raças subirem de hierarquia.

– Seu vírus força uma pequena evolução controlada no usuário – disse ele com paciência. – Mas, se por algum motivo esse vírus não tivesse essa evolução controlada? Você acredita que mataria o usuário, provavelmente sim, mas o problema é se o vírus sofrer uma auto-evolução.

Franzi a testa não sabia com o que ele estava tão preocupado.

– Por sua careta presumo que você não entendeu – suspirou. – O vírus que você criou pode acabar sofrendo uma auto-evolução. Se isso acontecer, você não terá o controle sobre a pequena evolução benéfica no usuário. Em poucas palavras o vírus causaria uma grande evolução, transformando o usuário num monstro sem consciência.

– Entendo – foi a única palavra que consegui falar. Estava confiante que nada disso aconteceria, mas, não poderia saber se depois de várias centenas de anos o vírus sofreria mutação e transformaria todo mundo em monstros. – Tal coisa não acontecerá tão cedo. Nada que eu criei sai do controle.

– Oh! – disse ele com um maldito sorriso convencido nos lábios. – Tem certeza Lyam? Acho que aquelas coisas lá no leste não parece nem um pouco sobre seu controle – olhei ferozmente para ele. – Não precisa me encarar com tanta ferocidade. Não vou contar para ninguém.

– O vírus não irá sair do controle….

– Não agora, mas no futuro sim – disse ele me interrompendo. – Lyam, meus olhos podem ver centenas de anos no futuro. Claro o futuro não é certo, existem variáveis, mas uma coisa é certa: seu vírus vai ser uma grande dor de cabeça para centenas de dimensões no futuro.

Sinceramente pouco me importava com o que aconteceria daqui centenas de anos. Pesquisar e criar o vírus levou muito tempo e eu estava relutante jogar fora minha pesquisa, ainda mais por causa das palavras desse Deus cara de fuinha.

– Vejo que você não abri-lá mão de suas pesquisas tão facilmente – Arthur acenou, e duas garotas que conhecia muito bem surgiram atrás dele, com dois Solis flutuando acima de seus ombros. – A pesquisa por elas e tudo que peguei anos atrás……

Não ouvia mais nada. O mundo havia tornado-se silencioso e tudo que eu via eram aquelas duas mulheres na minha frente.

Alta e magra, cabelo loiro escuro, amarrado em uma única trança, em sua cabeça orelhas felpudas de lobo. Seus olhos verdes claros fixaram no meu e transbordaram em lágrimas, sem se conter correu em minha direção. Esbocei um sorriso, deixei a princesa Susana que tinha um olhar confuso para trás, e abracei minha amada Mia.

– Lyam! – gritou ela em lágrimas. Seu abraço era tão forte que pensei que teria as costelas quebradas. – Senti muito sua falta!

– Eu também – respondi de volta, por algum motivo eu estava chorando. No fundo estava aliviado por ter ela ao meu lado. Desde o primeiro momento que fui jogado em Aayós, Mia foi a primeira mulher que vi ao abrir os olhos e a que me ajudou quando eu não sabia quem eu era. – Senti tanta saudade…– não conseguia falar, minha voz estava embargada de emoções que eu vinha reprimindo todo esse tempo.

Senti uma leve dor no meu pé e percebi que ao meu lado, estava uma meia-elfa nada honesta golpeando repetidamente meu pé com seu cajado. Seus olhos âmbar estavam úmidos, ela abriu a boca para falar algo, mas começou a chorar e eu a puxei para meus braços.

– Sofie! – exclamei em júbilo.

Não me importava com minhas tropas ao meu redor, nem o que estavam pensando ao me ver naquele estado. Provavelmente estavam surpresos, por me ver chorando com aquelas duas desconhecidas.

– Esses grandes seios pesados que mal cabem na minhão mão! – minha mão direita apalpava gentilmente os volumosos seios dela, havia sentindo muita saudades. – Essas pequenas e incomparáveis colinas! – minha mão esquerda apalpava os pequenos seios de Sofie. – Senti tantas saudades!

– Garoto pervertido! – bufou Sofie.

Teia, reluzindo como o próprio sol, e Eos como sua forma espectral, aproximaram-se e falaram ao mesmo tempo:

[Mestre, é bom estar de volta!] (Teia e Eos)

Fungando, Hipérion juntou-se aos dois:

[Eos, Teia, senti tanta a falta de vocês queridos irmãos. Eu venho trabalhando igual um escravo sem folga ou férias desde que vocês partiram. Por favor nunca mais saia do lado do mestre! Não sem me levar junto com vocês!] (Hipérion)

[Vejo que o tempo não curou sua idiotice, Hipérion](Teia)

[Ah, senti tanta falta dessas palavras frias! Por favor continue!] (Hipérion)

– É bom ter todos vocês de volta! – eu disse limpando uma lágrima no rosto. Materializei uma maleta contendo vários tipos de vírus e joguei para Arthur. Se esse era o preço a se pagar, eu pagaria sem pensar duas vezes. – Está tudo ai. Juro nunca mais voltar a criá-los e nem fazer pesquisas sobre o vírus.

– Ótimo! – disse ele e jogou um anel prata com uma esmeralda encrustada. – Todo seu tesouro está ai e alguns milhares de moedas de ouro a mais como compensação. A ilha e os semideuses, vou devolver quando se tornar mais forte, com sua força atual eles não vão te obedecer. Gostaria de ficar, mas infelizmente meu tempo é curto.

– O que você quis dizer com as coisas ficaram feias em breve? – perguntei ao relembrar suas palavras. Arthur esboçou um sorriso e desapareceu. – Esse cara de fuinha sabe como me irritar.

Ivo, Raysa, Abhy e outros sobreviventes da guilda correram até as garotas, saudando em lágrimas Mia e Sofie.

Gostaria de ficar conversando com elas, mas eu tinha uma luta para vencer. Primeiro acabaria com Júlio depois aproveitaria da companhia de Mia e Sofie.

 
>>> II <<<

 
Prendi a bainha da Solitária ao lado da bainha do Sanguinário, do lado oposto estava o coldre com o revólver espiritual Gungnir. Eos, Teia flutuavam ao meu redor atualizando-se com Hipérion através de um link de sincronização.

Mia e Sofie me levaram até a borda da barreira, beijei cada uma, aproveitando seus lábios cremosos.

– Boa sorte, Lyam! – disse Mia acariciando meu rosto e num muito baixo sussurrou em meus ouvidos: – Vamos passar a noite juntos.

Assenti positivamente com a cabeça. Estava salivando só de imaginar com o corpo voluptuoso se contorcendo na cama.

– Não vá perder garoto! – disse Sofie após me dar um beijo rápido.

Era engraçado como eu estava me sentindo nada maduro naquele dia. Estar ao lado daquelas duas me faz me sentir como antigamente. Antes de me tornar um duque e ter toda essa responsabilidade.

– Quando tudo isso acabar vamos partir para uma aventura – eu disse a elas.

Não esperei por uma reposta. Entrei na barreira sorrindo de ponta a ponta. Eu estava muito feliz com o retorno das duas. Meu coração e corpo estavam leves e relaxados. Podia está parecendo um idiota. Mas eu era um idiota feliz.

– Está me zombando? – perguntou Júlio relâmpago santo, encarando minhas duas espadas. – Você é um mago, não um guerreiro.

– Na verdade eu sou um guerreiro mágico – disse a ele com seriedade. – Não estou zombando de você. Você é um oponente forte, que não posso subestimar. Vou lutar com todos meus poderes e capacidades.

Ele não falou nada e colocou a mão sobre o punho de sua espada.

Nos posicionamos 100 passos de distância entre nós.

O bispo Adonias levantou a mão e gritou:

– Que comece o duelo!

Júlio não avançou e sacou sua espada e gritou bem alto:

– Armamento Fantasma Godsword! 「Gear Up」!

A espada emanou um poderoso fulgor branco que engolfou braços e pernas de Júlio. Depois que o fulgor desapareceu, suas pernas e braços estavam cobertos por pesas de uma armadura de cristal verde. Ao redor de seu corpo outras seis espadas parecidas com a que ele brandia flutuava ao seu redor.

– Um Armamento Fantasma incompleto? – perguntei para mim mesmo. Não me parecia um Armamento completo, o que significava que ele não poderia manifestar 100% de seu poder. Mesmo assim não posso subestima-lo. Ele me encarou então sua imagem tremeluziu, com meus sentidos afiados, sabia que ele reapareceria próximo de mim e atacaria em meu ponto seco. – Eos, Teia, Hipérion! 【Sincronizar】!

Nossas mentes tornou-se uma só e todo mundo perdeu sua cor e tornou mais lento. Júlio reapareceu com uma explosão de vento ao meu lado, golpeando com sete espadas afiadas. Desembainhei Solitária, minha mão se moveu como um borrão indistinto, criando sete flashes azulados, aparando cada golpe de espada de Júlio e com a mão livre saquei Gungnir e disparei três vezes consecutivas.

Baaang! Baaang! Baaang!

Suas imagem tremeluziu, como um borrão indistinto, correndo em ziguezague, evitando todos disparos. Ele era rápido demais. Para um humano normal sem um Armamento do mesmo nível ou superior seria impossível acompanhar sua movimentação. Eu não sou exceção. Se não fosse por estar com a mente sincronizada com Eos, Teia, Hipérion, que acelerava meu fluxo de pensamento três vezes, não conseguiria ter evitado seu ataque e muito menos ter contra atacado.

– Uma boa reposta – disse ele para mim. – Mas não ache que essa é toda velocidade que eu posso alcançar! 【Movimento Nulo】!

[Mestre, Cuidado!] (Teia)

Ele sumiu completamente do meu campo de visão. Uma explosão de vento agitou meu cabelo, senti uma dor pungente no meu ombro esquerdo e vi que uma de suas espadas estava penetrando meu ombro, cortando através do manto do imperador místico e robe imperador das chamas sagradas, estraçalhando músculos e ossos.

Sangue jorrava do meu ombro, ensaguentado meu robe e Gungnir em minha mão esquerda.

As outras seis espadas foram bloqueadas por barreiras que formavam um diagrama geométrico único, uma mandala, que usava magia pura para bloquear ataques mágicos, magia de luz para ataques físicos e magia espiritual para proteger de ataques mentais.

Ao me sincronizar com os três conseguia conjurar esse tipo de barreira poderosa que eu dei o nome: 【Mandala dos Três Céus】.

– Impossível……– olhei incrédulo para sua espada em meu ombro, o sangue escorrendo por meu braço esquerdo. – Passar pelo Mandala dos Três Céus e conseguir cortar através do meus equipamentos nível Sagrado!

Júlio recuou rapidamente.

– Teia usar【Curar Maior】no meu ombro – ordenei a Teia. Emitindo brancura, em poucos segundo ela restaurou meu ombro ferido.

– Você tem uma poderosa barreira – disse ele analisando meu ombro ferido sendo restaurado. –Agora eu entendo por quê você não parecia nenhum pouco preocupado quando enfrentava Britta. Mesmo se ela conseguisse te acertar com um de seus feitiços, não teria o menor efeito com essa poderosa barreira ao seu redor. Contra um mago você é praticamente invencível.

Não falei nada. Deixei ele acreditando que eu vivia com aquela barreira ao meu redor. No entanto a verdade era que eu só poderia usá-la quando eu estiver sincronizado com os três é por no máximo uma hora. Por quê para manter o Mandala dos Três Céus era necessário controlar três tipos de magia ao mesmo tempo, o que causa uma grande degaste mental.

– Na luta anterior você brincou com ela – disse ele para mim. Sua voz era tensa e de certa forma raivosa. Mudou sua posição de combate apontando as sete espadas para mim, emanando uma terrível pressão. – Está na hora de provar do seu próprio veneno! Arte Marcial: 【Dança das Espadas do Imperador Trovão】!

Seu corpo e as setes espadas foram coberto por um fulgor branco, um manto de eletricidade. Ele lançou suas sete espadas, reverberando como trovões pela planície. Meu mandala dos três céus bloqueou as quatro primeiras espadas trovões. Porém foi quebrada com as três espadas seguintes, uma das espadas perfurou minha perna direita, as outras duas acertaram meu braço.

– Sua barreira é extremamente poderosa, mas tem uma falha mortal – disse ele reaparecendo acima de mim. Fechou seu punho, concentrando um vórtice de raios e trovões. – Quando você recebe um ataque, uma das áreas da barreira é fortalecida para suportar o ataque. Quando você recebe mais de um ataque, acontece a mesma coisa, porém isso cria áreas mais fracas, uma brecha em certas partes na barreira.

O punho cheio de energia golpeou com tudo meu mandala dos três céus. A barreira oscilou, rachaduras surgiram ao longo do mandala e com o som de vidro se quebrando, minha barreira foi destruída e seu punho acertou em cheio meu rosto. Minha visão se tornou turva, soltei um grunhido de dor, cambaleei para trás sentindo o gosto de sangue na boca.

– Você nunca enfrentou alguém do mesmo nível que o seu não é? – gritou Júlio, ele agarrou meu braço e com uma força monstruosa arremessando-me contra o solo, criando várias rachaduras na terra. Arquejei de dor, cuspindo sangue, havia fraturados vários ossos. Sangue escorria por minha cabeça, cobrindo um dos meus olhos. Ele parou diante de mim, me encarando de cima. – Eu vivi enfrentando pessoas muito mais fortes do que eu. Apanhei muito, voltava com o corpo cheio de hematomas e ossos quebrados. Descobri que ferimentos podem cicatrizar e te tornar mais forte – as sete espadas flutuavam acima de mim. – Eu era fraco e sei o que é ser intimidado por pessoas mais fortes, o mesmo que você fez com Britta, brincou com ela, não levou a sério o duelo e pisou em cima de seu orgulho.

Eu estava em um péssimo estado. Suas palavras zunia na minha cabeça. Ele estava furioso comigo por pisar em cima do orgulho de sua companheira. Até que eu entendo como ele se sente, se fosse comigo, eu teria arrancando cada membro do filho da mãe e tirado sua pele centímetro por centímetro e esfregado com sal.

– É tão divertido fazer o que você fez com ela? – perguntou ele. Ele estalou o dedo e uma das espadas perfurou minha mão direita, cerrei os dentes. – Como se sente ao ser intimidado? – ele estalou seu dedo, outra espada perfurou minha mão esquerda, depois as duas pernas os dois ombros e a última flutuava acima do meu peito. – Você é orgulhoso demais, arrogante demais, olhando as pessoas de cima, subestimando-as. Você entrou nesse duelo como um pavão, confiante de sua vitória, mas agora está no chão em um péssimo estado e com sua vida em minhas mãos. Por que não fala nada?

Sinceramente eu de forma inconsciente, ainda estava subestimando-o. Eu era forte, nunca havia enfrentado alguém do meu nível e agora estava apanhando feio. No entanto eu jamais vou admitir.

Eu era orgulhoso demais.

Eu ri muito, mesmo com os pulmões doendo, encarei ele e esbocei um sorriso.

– Você fala demais seu maldito masoquista – eu disse lhe. – É está agindo todo convencido só por quê acertou alguns golpes em mim. Só existe uma pessoa que tem permissão para agir de tal maneira, essa pessoa obviamente sou eu. Diferente de você, eu nasci forte, abençoado com proteções e habilidades. Mas até eu tive que me esforçar, tive minhas próprias provações, quais me tornaram muito mais forte. Sou orgulhoso e arrogante por quê tenho força para agir de tal forma, Júlio relâmpago santo.

Eos conjurou【Teletransporte】me levando para 100 metros de distância dele. Teia conjurou【Curar Milagrosa】emitindo luzes coloridas, como o de um arco-iris, regenerando meu corpo ferido. Me levantei, cuspi sangue, e retirei meu robe e manto, revelando meus músculos delineados. Guardei Gungnir no coldre e desembainhei Sanguinário.

Solitária foi coberta por chamas brancas.

Sanguinário foi coberto por chamas escarlates.

– Está na hora de mostrar quem é que manda nesse lugar!

Eu avancei pronto para ensinar uma lição a ele.

>>> III <<<

 

 

Me agachei, impregnando poder mágico em minhas pernas, chutei o chão ativando Arte Marcial【Passo Trovão】transformando-me em um borrão indistinto, brandindo Solitária e Sanguinário, descrevendo arcos flamejantes e congelantes, colidindo contra suas espadas, fazendo o som de metal contra metal reverberar pela planície.

–Com essas espadas eu fatiei um Deus como se fosse um pernil! – gritei desferindo uma tempestade de golpes com as duas espadas nível Deus. Pulei para trás é ergui Sanguinário bem alto, em sua lâmina surgiu um vórtice de fogo que girava rápido e mais rápido, transformando-se em um tornado de fogo de 3 metros de largura e 8 de altura. – Veja. Sinta e alegre-se por receber o golpe de uma espada nível Deus!

Com um balanço de espada, o tornado de chamas incandescente foi liberado sobre Júlio, transformando tudo ao redor em um mar de chamas.

– Sabia que você não estava lutando com tudo – disse ele calmamente. – Eu também não estava, agora vamos lutar com tudo que temos! 【365 Espadas do Imperador Trovão】!

Do céu, uma chuva de espada de cristal verde coberta por um fulgor branco, caiu por todo campo, transformando-o em um campo de espadas. Uma gigantesca espada com mais de dez metro de altura e 6 de largura caiu sobre o furacão de fogo, dissipando suas chamas.

Usando【Mandala dos Três Céus】e【Aegis】me protegi da chuva de espadas trovão.

– Até o presente momento, acreditava que o poder do seu Armamento Fantasma permitia controlar as sete espadas. Mas, agora que entendo que seu poder e mais do que controlar, você pode conjurar novas espadas.

– Sim, Godsword me permite conjurar as mil e uma espadas do imperador trovão, mas no presente momento consigo invocar e controlar apenas 372 espadas. O suficiente para derrotar um jovem arrogante como você.

– Um maldito masoquista irritante – praguejei. Não seria fácil derrotar ele apenas com minhas espadas. Talvez eu realmente pudesse perder para ele. No entanto eu tinha minha carta na manga também, mas se possível prefiro evitar de usá-lo. O estresse que seria colocado em meu corpo seria grande demais. Por enquanto tentaria vencer a luta somente com as espadas e minha magia. – Teia conjurar feitiço【Asas do Senhor da Luz】, Hipérion usar【Campo de Areia Movediça】, Eos usar【Triplicada】!

Gloriosas e reluzentes asas de luz surgiram em minhas costas, chutei o chão, voando para o céu. Ao usar【Duplicada】meu corpo emitiu luzes roxas e azuis, criando dois clones idênticos meus, Joguei Sanguinário para um deles e Gungnir para o outro, fiquei somente com Solitária, segurando-a com as duas mãos.

Toda área abaixo transformou-se em um campo de areia movediça. Os pés de Júlio afundava na areia movediça. Aproveitei o momento e ataquei, com um simples balanço de Solitária, criei uma explosão de ar gélido, que rapidamente transformou-se em uma tempestade de gelo implacável. Congelando tudo pela frente.

Meus clones avançaram junto com a tempestade, atacando, criando onde fogo infernal é uma saraivada de disparos da Gungnir.

–【Tempestade de Espadas】! – gritou Júlio iniciando atacando com suas 372 espadas, iniciando uma tempestade violenta de espadas.

A tempestade espadas colidiu fortemente contra a tempestade de gelo e o ataque dos meus clones.

Bamm! Bamm! Bamm! Bamm! Bamm!

O choque violento lançou onda de choque após onda de choque deformando o campo de batalha. Em meio a tempestade de espadas, Júlio estava em pé sobre uma grande espada de duas mãos, como se fosse uma prancha de surf. Seu ataque estava sendo empurrada por meu ataque incomparavelmente forte.

Em meio ao turbilhão de energia, ele avançou como um relâmpago em ziguezague. Minhas asas de luz cintilaram e eu disparei como um raio de luz ao seu encontro, brandido Solitária criando rajadas de ar congelante.

Júlio sobre a imensa espada, moveu-se para o lado, evitando todo golpes e avançando. Ele segurava suas espadas longas em cada mão e as brandia, criando centenas de silhuetas de espadas.

– Preciso acabar com isso logo – eu disse bloqueando seus golpes e contra-atacando. Nessa batalha estava usando muito poder mágico e logo ficaria tão esgotado que não conseguiria mover um dedo se quer. Não queria vencer dessa maneira, mas uma vitória é uma vitória. – Eos lance o feitiço【Parar Tempo】!

Eos lançou um pulso de energia, eventualmente, tudo começou a se mover lentamente. Eu podia ver nitidamente cada espada da tempestade de espadas e cada floco de neve da minha tempestade de gelo e as balas e chamas lançadas por meus clones.

Era uma cena caótica, de poderes se colidindo, destruindo-se mutuamente.

Naquela paisagem congelada eu vi a beleza do caos e da destruição.

Eu tinha dez segundo antes que da magia【Parar Tempo】dissipar. Era o suficiente para mim. Com o fio da lâmina da espada nível Deus, Solitária. Desenhei um círculo ao redor de Júlio e outras centenas de diagramas e formas geométricas que reluziam uma luz pálida. Desenhei doze linhas que ligavam as outras doze formações iguais ao redor de Júlio. Rapidamente desenhei uma décima terceira formação acima de Júlio e finquei Solitária na décima terceira formação.

– Invocação Especial: 【Doze Reis do Inverno】!

Doze Reis do Inverno é uma magia especial da Solitária, que adquiriu quando se tornou uma espada nível Deus. É uma poderosa magia, porém leva tempo e requer uma vasta quantidade de poder mágico.

Solitária eclodiu chamas brancas ativando as doze formações ao redor do Júlio, invocando espectros fantasmagóricos de doze reis segurando espadas idênticas a Solitária. Nesse momento o tempo retornou ao normal e Júlio, com uma expressão confusa, percebeu que estava preso na minha formação.

– Reis do Inverno! Levante sua espadas e tragam a grande serpente celeste que traz a grande geada branca sobre o mundo! – eu disse num tom imperioso.

Os doze reis do inverno ergueram suas espadas, cuja lâminas foram envolvidas por um vórtice de chamas brancas congelantes que giraram rapidamente transformando-se em imensos furacões de chamas brancas. Meu poder mágico estava sendo drenado em uma velocidade muito rápida.

– Contemple! – gritei com minha voz sendo magicamente reforçada. – Contemple! Contemple meus caros amigos e inimigos! Contemple um poder que vocês nunca mais voltaram a ver sobre a terra e nem seus filhos e os filhos de seus filhos um dia testemunharam tamanha glória como o do dia de hoje!

Os doze tornados de chamas brancas congelantes uniram-se em um só dando a forma á uma longa serpente que contorcia seu corpo pelos céus e abriu sua enorme bocarra em direção ao Júlio que poderia apenas olhar de forma impotente a grande geada branca.

A grande geada branca atingiu Júlio, causando danos graves e o congelando-o, junto com todo campo dentro da barreira, transformando em uma imensa montanha de gelo, qual no topo eu estava com a Solitária fincada no topo da montanha de gelo.

– Acho que exagerei um pouco – olhei para baixo vendo a imponente montanha de gelo azul cristalino sobre meus pés. A barreira ao redor oscilou e se desfez em milhares de fragmentos de partículas de luz. – Espero que ele não tenha morrido. Não quero desperdiçar meu poder mágico ressuscitando ele.

Felizmente não precisei usar minha carta na manga.

Retirei Solitária e a montanha de gelo se fragmentou em milhares de pedaços de gelos, sob a luz do sol cintilavam como pequenos diamantes. Encontrei Júlio e verifique se estava vivo, felizmente estava apenas inconsciente. Suspirei aliviado por não precisar desperdiçar meu poder mágico.

– Aqui Bispo, trate ele! – entreguei Júlio para o Bispo que tinha o rosto pálido, incrédulo por eu ter derrotado um dos mais poderosos ex-aventureiros rank S. – Feche a boca e trate-o! Rápido se não quiser que seu companheiro morra. Depois que ele despertar diga para ele que nossa digníssima rainha em toda sua benevolência lhe da o título nobre Duque de Sungard.

O bispo arregalou seus olhos e seus companheiros e todo exército ajoelhou-se diante de mim.

– Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno! Viva o Rei do Inverno!

Seus gritos ecoavam por toda planície fazendo a terra tremer.

Título adquirido: 【Rei do Inverno】!
Você conquistou todo Oeste com exceção da terra santa! Deseja receber a coroa de rei do oeste?

Eu era o duque de Alba, se eu aceitasse a coroa do oeste, aumentaria meu território e poder militar. Se fosse antes eu teria aceitado duas vezes sem pensar, mas, eu estava com outros planos em mente. Planos que vão me manter afastados do oeste por um longo tempo.

Suspirei.

– Vou me arrepender, mas é o melhor e o certo a se fazer – disse para mim mesmo. – Recuso a coroa do oeste. Por favor transfira a coroa do oeste para herdeira legítima dos Pendragon, princesa Susana Sidon Pendragon.

Coroa do oeste foi recusada e o direito transferido para herdeira legítima dos Pendragon!

Princesa Susana Sidon Pendragon aceitou a coroa do oeste! Por direito agora é Rainha Susana Sidon Pendragon, conquistadora do oeste!

– Conquistadora do oeste ein….– estava começando a me arrepender da minha decisão. No entanto bastou ver Mia e Sofie para mudar de ideia. – O amor transformar as pessoas em idiotas – suspirei e acenei para as duas do outro lado do campo e corri até elas. – Sinto que eu mudei completamente de personagem após vê-las.

Naquele momento não poderia me importar de menos com títulos e coroas.

Queria apenas uma cama quentinha e sentir o calor do corpo das duas mulheres que amo.

Quando estava estava pensando por quê Arthur havia dito que as coisas ficariam feias. Eu senti uma grande pressão esmagadora sobre mim, como se eu tivesse sido jogado no fundo do mar, uma sensação sufocante, quase me fazendo perder a consciência.

Vindo de longe, uma voz poderosa ecoou por toda planície:

– Finalmente te encontrei desgraçado!

Sua voz fez todos pelos da minha nuca se arrepiar.

Eu tinha uma leve sensação de que já havia ouvido aquela voz e se eu estivesse certo, eu estava morto.

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