Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Dark Lord!

 

 

>>> I <<<

 

 

Na terra, me lembro de uma vez ter ouvido um padre falando sobre uma passagem da escritura sagrada:Ao que te bate numa face, oferece-lhe igualmente a outra. É uma belo ensinamento, pensei em até seguir o exemplo, até no dia seguinte um colega de trabalho tentar sabotar meu trabalho. Eu considerei esse ato como um tapa dado na minha face.

Descobrir naquele dia que se alguém me ter um tapa na cara, eu vou dar um soco bem dado na fuça.

O acampamento estava um caos, metade das tendas estavam em chamas e aqueles que escaparam estavam sendo abatido como porcos em um abatedouro. Não era possível ver a quantidade exata de inimigos, mas a identidade do inimigo era claro: Raed e seus 800 Orc.

Eu havia demonstrado piedade, alimentei e o tratei como um irmão, o fiz muito rico, dei bons equipamentos e mulheres. É como ele me paga minha benevolência? Com uma maldita apunhalada pelas costas!

Oferecer a outra face? Eu vou é estripar esse desgraçado e joga-lo para meus cães de caça o comerem vivo.

Eu havia sido traído, Raed, um maldito desgraçado traidor.

– Estamos cercado – disse Ania agora equipada com seu Armamento Demoníaco. – São muitos, senhor. Será difícil quebrar o cerco.

– Meus Argonautas e os Caçadores de elite não caíram tão facilmente – eu disse a ela. – Primeiro precisamos deter esses malditos traidores e organizar as tropas. Ania conto com você….É tenha cuidado.

– Como ordenar, senhor.

Ania saltou paras as sombras entre as tendas e desapareceu.

Observei metade do acampamento queimar, o fogo rugia e cuspia fagulhas para o céu noturno. O rio era iluminado pelas chamas dos incêndios. Ouvi os gritos de meus homens sendo perfurados por lanças Orc. Dois Orc nos viram, correram lado a lado em nossa direção, com as lanças apontadas para nos.

Eles gritavam, sorriam, revelando uma fileira completa de dentes pontiagudos.

Lhachar deu um passo a frente pronta para derrubar os dois Orc.

– Não – eu disse a ela. – Eles são meus.

Corri em frente, cada passo dava mais impulso, mais velocidade, saltei entre os dois Orc, desembainhei Sanguinário, girando meu corpo, descrevi um golpe giratório. O fio da lâmina da espada encontrou o pescoço dos Orc, decapitando-os, suas cabeças rodopiaram no ar e aos poucos, assim como seu robusto corpo, viraram cinzas.

Era uma das habilidades especiais da espada Sanguinário, se um inimigo for muito fraco, um único corte poderá transformar o inimigo em cinzas.

– Lhachar, Mia, Sofie protejam a rainha! – ordenei ao ver mais dez Orc correndo em nossa direção.

Peguei uma das lanças caídas e atirei como um dardo, perfurando o peito de um dos cavaleiros Orc. Shia pulou em cima de outro Orc, estraçalhando sua garganta, salpicando seu pelo dourado com sangue Orc.

– Invocação tripla: 【Relâmpago】!

Eos, Teia e Hipérion liberaram flashes de relâmpago branco que iluminavam o ambiente escuro e foram na direção dos Orc que os três Solis miravam. Não havia como fugir do ataque. O relâmpago branco atingiu o corpo dos Orc liberando clarões brancos, fazendo as garotas tamparem seus olhos com as mãos devido a forte luminosidade.

Ao cessar do clarão branco, os Orc desabou no chão, seus corpos estavam carbonizados, soltando um terrível cheiro de carne queimada.

Os cinco Orc restante hesitaram em atacar ao ver o estado lamentável de seus companheiros. Shia, com seu focinho sujo de sangue, avançou lentamente em direção aos Orc. Encarando-os com seus olhos ferozes, suas seis caudas se agitaram e ela abriu a boca, concentrado um vórtice de fogo, que girava e girava, transformando-se em uma bola de fogo.

– Corram! – grunhiu um dos Orc.

Viraram e correram. Fizeram seu maior erro. A bola de fogo disparada por Shia, atingiu os cinco Orc e explodiu, engolfando em um mar de chamas quentes, queimando-os até a morte.

– Bom trabalho garota! – eu elogiei. Fechei meus olhos, através do link mental, localizei os Argonautas sobreviventes e ordenei que seguisse para o ponto de encontro que havia marcado. Me virei para as garotas e falei: – Me sigam!

Avançamos pelo mar de tendas, derrubando todo Orc que entrasse em nosso caminho e ajudando os cavaleiros sobreviventes. A cada passo e a cada feitiço, meu rosto se tornava mais pálido. Na luta mais cedo eu havia usado grandes reservas de poder mágico e precisaria de alguns dias para recuperar 100% do meu poder mágico.

Na melhor das hipóteses eu tenho 5% do meu poder mágico.

– Deixe o restante comigo! – disse Lhachar piscando para mim. Shia transmutou-se na enorme espada sagrada de duas mãos. Vinte Orc surgiram bloqueando nosso caminho. Lhachar plantou-se com as pernas bem abertas e girou seu quadril. Segurando a enorme espada com as duas mãos, a lâmina liberou chamas infernais, criando uma meia lua de fogo incandescente, incinerando os vinte Orc com um único golpe. – como eu disse, pode deixar o resto comigo.

– Lhachar você ainda é uma humana?

Ela meneou negativamente enquanto cortava no meio um Orc.

– Para ser mais exata eu me tornei uma Demigod do Fogo. Não posso ter me tornado um enorme dragão, como você podia quando era um Demigod, mas me tornei muito forte.

– Tão forte como a Dragon Lord Ellena e Arian? – perguntei curioso.

– Aquelas duas estão em um outro nível – disse ela com um sorriso amargo. – Após a luta com o rei demônio, a rainha Ellena se tornou uma poderosa Dragon King, é Arian, eu suspeito que ele está perto de se tornar uma Deusa das Águas.

Senti um arrepio na nuca ao ouvir as palavras de Lhachar. Minha rainha loli já era aterrorizante como Dragon Lord e nem quero imaginar o quão forte ela se tornou.

Quando eu havia lutado com Arian em sua forma de Demigod da Água, Elfidríade. Ela havia conseguido perfurar minhas escamas com facilidade. Se ela realmente se tornar uma Deusa das Águas o quão forte ela vai se tornar?

Pensei em perguntar sobre outras coisas, mas não era o momento adequado. De todos lados, como um rio sem fim, Orc surgiam, correndo furiosamente, caretas distorcidas em ódio. Mia usava seus poderosos socos e chutes para esmagar seus inimigos. Sofie, lançava rajadas de ventos cortantes, que transformava o inimigo em um picado sangrento de carne e ossos. A rainha brandia uma lança, com sua força equivalente de uma semideusa, derrotava seus inimigos facilmente.

A cada segundo a terra era regado com o sangue de inúmeros Orc.

 

>>> II <<<

 
O ar era preenchido pelo cheiro de sangue e as cortinas de fumaça flutuavam acima do acampamento. Sobre uma elevação, que dava uma boa visão dos arredores, estávamos reorganizando as tropas sobreviventes.

Para enfrentar as forças de Sungard, eu havia marchado com 2.000 homens e deixado a maior parte das minhas forças em Alba. Raed nos traiu e com seus 800 Orc, de modo covarde e desonesto, matou metade de minhas tropas enquanto dormia.

De 500 Argonautas, 300 havia sobrevivido as chamas e ao ataque surpresa dos Orc. Da cavalaria pesada comandada por Ivo, apenas 200 sobreviveram. Dos 200 caçadores de elite, 50 sobreviveram. Sem contar os serviçais, escudeiros e sacerdotes que nos acompanha.

– Raed, aquele covarde! – gritou Ivo enfurecido. – Quando eu encontrar ele, vou corta-lo peça por peça!

Meus homens estavam com rostos sombrios e olhos cheios de ódio.

– Nada disso faz sentindo – disse Abhi com uma voz sombria. – Por quê Raed nos traiu? Por quê logo agora?

– Por quê ele é um maldito de um traidor! – rosnou Ivo para Abhi. Sua voz estava cheio de raiva e ressentimento. Ivo e Raed eram amigos, ou pelo menos pareciam ser.

– É tudo minha culpa por ter confiado em Raed – eu disse num tom amargo. Ninguém confirmou ou negou nada. Havia apenas silêncio e um clima tenso no ar. – Eu devia ter previsto uma possível traição vinda dele.

– Acredito que todos confiamos nele – disse a rainha Susana num tom neutro. – É por esse motivo todos estamos perplexos com sua traição. No entanto, precisamos compreender o por quê de sua traição e nos preparar para um possível ataque. Não creio que nos deixaram escapar com tanta facilidade.

Por algum motivo, Raed e seus Orc não nos perseguiram até a elevação. Estavam fora do acampamento, reorganizando suas forças e parecia estar aguardado por algo. Mas pelo que Raed estava esperando?

Fixei meu olhar nos Orc abaixo, preparando-se para a batalha, olhando para o leste. Sempre para o leste. Então levantaram seus estandartes. Quando eu vi aquele estandarte bizarro, tudo de repente vez sentindo.

– Droga! Precisamos retornar o mais rápido possível para Alba! – eu gritei com urgência.

– Por quê vamos recuar logo agora, quanto eles estão em poucos números? – perguntou Abhi.

– A Horda – respondi. Essas poucas palavras foram o suficiente para todos ficarem em silêncio e olhar com temor para o leste. – A Horda está vindo – continuei. – Sempre me perguntei por quê em todos esses anos a Horda nunca avançou para o oeste….

– Eles estavam esperando que o oeste fosse enfraquecido… – disse a rainha Susana completando minha linha de raciocínio. – Raed estava com a Horda desde o começo, aguardando o momento certo para nos trair. É não há melhor momento do que agora, quando o duque Lyam está enfraquecido e não há nenhuma força que possa deter o avanço da Horda.

– Homens! – eu gritei. – Montem seus cavalos e recuem para Alba! Não parem nem para comer ou dormir……

Então o mundo se tornou mais sombrio e acima de nosso acampamento, o ar se dobrou, surgiu um imenso portal espectral entalhado com diversas figuras monstruosas. Lentamente, com um ranger ruidoso, a porta se abriu liberando um ar nauseabundo e pura trevas. É o que saiu da escuridão assustadora foram milhares de orc, troll, ogros e outros poderosos monstros.

BUMMM! BUMMMM! BUMMMM! BUMMMM!

Batidas rítmicas de tambores de guerra acompanha a marcha junto com vários equipamentos bélicos. Centenas de jovens dragões negros saíram do portal, rugindo e lançando grandes labaredas de fogo negro, enquanto sobrevoavam acima da Horda monstruosa.

– Estamos perdidos….

Não havia como enfrentar aquela Horda. Nem como escapar. Estavam muito perto.

Fechei meus olhos, pensando em uma forma de escapar com daquela péssima situação. É havia uma forma, no entanto seria muito arriscado.

Suspirei fundo

– Álfar! – com o pouco de poder mágico restante, invoquei Álfar. Dos céus, uma porta dourada surgiu, por qual seu imenso corpanzil, coberto de penas brancas reluzente, surgiu e desceu como um raio dourado. Ao pousar ao meu lado, a terra tremeu levemente e alguns homens tombaram no chão. – Lhachar, Mia, Sofie recuem junto com a rainha. Eu vou atrasar a Horda.

– Eu vou lutar ao seu lado – disse Lhachar num tom que não permitia ser contrariado. – Sou uma Demigod e não irei ficar em seu caminho, caso achar que não sou digna de lutar ao seu lado – ela sorriu desafiadoramente para mim. – Podemos ter uma troca de ponteiros.

Não queria envolver-la nessa situação, mas seria impossível de impedir ela.

– Tudo bem – respondi. Prevendo que muitos queriam lutar ao meu lado, eu falei: – Vocês vão apenas me atrapalhar.

Álfar se abaixou permitindo que eu o montasse e Lhachar, com um super pulo, subiu também em seu dorso. Abriu suas imensas asas brancas, cintilantes, golpeou o ar, levantando voo, disparando em direção a Horda.

Eu odiava heróis, é lá estava eu prestes agir como um herói de merda.

 

 

>>> III <<<

 

 

– Algum plano em mente? – perguntou Lhachar. Ela estava segurando em mim, semicerrando seus olhos por causa do vento forte que feria seus olhos e bagunçava seu cabelo. – Ei senhor mago, não existe nenhum encantamento que pode nos proteger contra esse vento?

Murmurei um encantado e lancei sobre Lhachar protegendo-a do vento.

– Precisamos fechar aquele portal – eu disse apontando com o queixo para o imenso portal qual centenas de monstros passavam.

– Como?

– Destruindo-o com a boa e velha força bruta? – respondi meio que fazendo uma pergunta. Não conhecia muitas magias de selamento e as que eu conhecia precisava de muito poder mágico. O que no momento eu não tinha e nem era certo que iria funcionar. – Enfim, vamos causar o máximo de dano que puder e depois recuar.

Ela gargalhou.

– O que foi? – perguntei.

– Eu sempre imaginei como seria o dia em que nos reencontraríamos – disse ela meio sonhadora. – Mas nunca passou por minha cabeça, que o primeiro dia e nosso encontro, fosse tão agitado. Lyam, você sempre está envolvido em confusões.

– Bom, vamos terminar logo com isso e continuar de onde paramos!

– Estou ansiosa por isso! – disse ela esboçando um sorriso sedutor. Lhachar levantou-se e com uma das mãos ergueu bem alto sua espada e gritou: 【Tempestade de Luas Flamejantes】!

Sobre a Horda centenas de luas flamejantes surgiram, caindo consecutivamente sobre a Horda, como uma chuva de fogo, transformando o campo abaixo em um mar de chamas abrasadoras, torrando centenas de monstros da Horda, preenchendo o ar com o cheiro de carne queimada.

Eu desembainhei Sanguinário, mentalmente defini uma área de ataque que envolvia toda Horda e o portal e ativei sua habilidade especial: 【Tempestade de Meteoros】. Um colossal círculo mágico escarlate surgiu nos céus, dele, centenas de pedras incandescentes riscavam os céus, deixando um rastro de fumaça negra e ao atingir o solo, explodia com um grande estrondo, chacoalhando a terra, criando poderosas ondas de choque.

As centenas de jovens dragões negros foram vaporizados e esmagados pelas rochas incandescentes.

A tempestade de meteoros, com meu poder mágico atual, durou apenas cinco segundos e seu poder destrutivo havia sido reduzido bastante. Mas era o suficiente para causar um grande estrago nas forças da Horda. Todo campo estava coberto por crateras de impacto e os que sobreviveram ao bombardeio, tinham em seus rostos um forte sentimento de medo e pavor.

– Parece que o portal tem uma poderosa barreira ao redor – disse Lhachar ao ver o portal incólume após a violenta tempestade de meteoros. – Mas que infernos é aquilo….

Da escuridão insondável do portal uma colossal mão delgada surgiu, coberto por uma carapaça insectoide, suas garras tentaram nos capturar. Álfar inclinou seu corpanzil, desviando da enorme garra. Suspiramos aliviados e voamos para longe do braço insectoide, mas em seguida, três outros braços insectoides, magros e longos cobertor por uma carapaça surgiram, golpeando em nossa direção, com uma série de movimentos acrobáticos, Álfar evitou as garras monstruosas e voou para longe do portal aonde mais quatros braços surgiram da escuridão.

Três olhos vermelhos-sangue demoníacos surgiu na escuridão nos encarando.

– Grande Pai! – rugiu a criatura ao fixar seus olhos no meu. – Senhor supremo das Hordas – continuou com sua voz desagradável, que me lembrava o som de um exame de abelhas. – Por quê entra no caminho te seu filho?

– Belzebuth-kun, vejo que cresceu bastante! – disse com um sorriso irônico e com uma expressão sombria falei: – É parece que ao contrário de sua altura, sua inteligência não cresceu em nada. Acha que sou tolo, Belzebuth-kun, filho ingrato! Me atacando pelas costas!

– Não me chame por Kun! – rugiu a criatura furiosa, uma das suas garras cavou a terra, impregnando com magia das trevas, atirou contra mim. – Sou o grande Dark Lord Belzebuth, senhor da terceira horda!

Álfar desviou sem muito esforço e ao meu comando disparou uma grande raio de luz, destruindo a carapaça de um de seus colossais braços, ferindo diretamente sua carne. A criatura atacou outras rochas cobertas por chamas negras, que ao tocar qualquer coisa viva apodrecia até a morte.

– Lyam, com o que você dormiu para gerar aquela coisa? – perguntou ela perplexa. Balancei a cabeça negativamente dizendo que não era meu filho. –Então por quê aquela coisa está te chamando de pai?

– Na verdade eu criei ele….– falei meio sem jeito.

Então contei uma versão resumida da história. A Horda que apareceu anos atrás conquistando todo leste. Na verdade são os monstros dos três labirintos que eu criei ao redor de Alva. É essa criatura me chamando de grande pai, é o último chefão do último andar do terceiro labirinto. Existem dois outros Dark Lord ainda mais poderosos do que Belzebuth-kun. Não compreendo o que exatamente aconteceu, mas depois da calamidade vermelha, quando eu estava em um estado de hibernação. Minha conexão com meus labirintos foram quebradas e essas coisas ganharam senciência, ou seja, ganharam a capacidade de pensar e escolher por si mesmo.

– Entendo….Tudo isso é incrível demais….– disse Lhachar pensativa. – Podemos ganhar uma fortuna criando labirintos em Argus!

Não falei nada e provavelmente nunca mais voltaria criar outro labirinto até eu descobrir o que fez as criaturas do labirinto adquirir senciência.

– Então, por que me atacaste? – perguntei para a criatura.

– Você é fraco e indigno de ser o Senhor Supremo da Horda! – respondeu a criatura numa voz desagradável e completou: – Deuses, não precisam de pais.

A criatura ergueu seus oito colossais braços, com as garras voltadas para cima, como se pedisse por algo e com som estridente, como o som de unhas arranhando o quadro negro, lançou um feitiço:

– Magia das Trevas: 【Sol Negro】!

O ar ao seu redor tremeluziu e a grande lua rachada, foi coberto por uma sombra sinistra, causando um eclipse Lunar. Escuridão de toda parte convergiu para um único ponto, transformando-se em um colossal Sol de chamas negras que bloqueava completamente a lua rachada.

– Que droga, Lyam! – gritou Lhachar.

– Álfar coloque tudo seu poder em uma barreira ao seu redor! – gritei e conjurei inúmeras barreiras sobre as barreiras conjuradas por Álfar.

Os braços colossais da criatura recuaram para a escuridão e o portal espectral se fechou, desaparecendo como se nunca tivesse existido. O colossal sol negro, lentamente caiu em direção á terra. Monstros da Horda que sobreviveram correram para todos lados. Álfar golpeou o ar com toda sua força, disparou com um raio, rumo á costa leste. Fugindo para o mais longe possível.

Antes do Sol Negro explodir, o tempo pareceu congelar e o mundo ficou em silêncio, como se todas criaturas do mundo tivesse prendido a respiração. Havia uma sensação sinistra e inquietante, depois, como a explosão de milhares de bolas de fogo. A terra estremeceu violentamente, como uma grande terremoto, e a onda de choque criou ventos com o poder de furacões, arrancando árvores pelas raízes e lançando para o céu.

– Álfar mais rápido! – gritei com urgência. – Mais rápido! Mais rápido! Mais rápido!

Por um tempo conseguimos evitar a onda de choque.

Mas logo fomos pegos pelos ventos da onda de choque e Álfar perdeu o controle, girando e girando, e atrás de nós uma escuridão assustadora avançava devorando tudo a sua frente. Ele foi lançando centenas de metros á frente, como eu estava muito fraco, quase sem poder mágico nenhum, cai do dorso de Álfar.

Meu braço direito foi pego pela escuridão e senti uma dor insuportável, como se minha carne estivesse sendo rasgada e meus ossos sendo triturados.

– Lyam!!! – gritou Lhachar.

Eu a vi saltando, esticando sua mão em minha direção. Fiz um último esforço e estiquei minha mão esquerda. Nossas mãos estavam poucos centímetros de distância um do outro, mas parecia que estávamos separados por milhas de distância. Não sei quando tempo passou, ou na verdade tempo nenhum passou. Gradualmente fui perdendo a consciência e senti algo quente segurar minhas mão, era um calor familiar, o calor de uma raposa gananciosa que amo. Antes de perder completamente a consciência, senti o calor vindo do abraço forte de Lhachar e depois caímos no rio Myrunanon e fomos arrastados pelas correntezas e depois……Escuridão…Frio….e….Dor……Mas em todo momento pude sentir o calor das mãos de Lhachar.

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