Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Dois Contra Vinte!

 

 

 

>>> I <<<

 

 

 

Noventa dias se passaram em um piscar de olhos. Nesse tempo, aprimoramos nossas habilidades marciais e mágicas, chegando em um novo patamar. Lhachar se tornou mais poderosa, seus olhos brilhavam com desejo de batalha. Seus dedos tamborilavam o cabo da Espada Sagrada fincada no piso do corredor.

Era indisfarçável sua empolgação. Praticamente implorando para as “estátuas gigantes”, despertar. Para ser um sparring, para testar as novas habilidades adquiridas.

Atrás de nós, Eos, Teia e Hipérion, quebravam vedações uma atrás da outra. No último mês haviam quebrado mais de novecentos e noventa e nove vedações diferentes. As joias encravadas na porta, representando as folhas espirituais, explodiram, restando apenas uma folha.

Quando os três destruíram a última vedação na porta. A folha explodiu em uma névoa cintilante. Então a terra tremeu violentamente, o piso ondulou sobre nossos pés, é uma nova formação surgiu na porta contendo inúmeros Símbolos Mágicos.

O tremor continuou, pilares desabaram, junto com as escadarias do foço, bloqueando o caminho da saída.

– Estamos encurralados – comentou Lhachar despreocupadamente. – A única saída deve estar atrás daquelas portas.

– Sim – respondi. – É a chave para destrancar a porta são nossos vinte amigos dorminhocos…Opss…Acabaram de acordar.

A nova formação que surgiu na porta disparou feixes de luz, como um rio de símbolos mágicos, atingindo as vinte estátuas gigantes no corredor. Envoltos por uma energia dourada, centenas de símbolos mágicos fluíam em seus corpos. Dando vida as vinte estátuas gigantescas. Seus olhos brilharam com chamas douradas e lentamente se moveram em nossa direção com largos passos, fazendo o corredor tremer.

Me sentei no chão com as pernas cruzadas, encarando os vinte cavaleiros antigos caminhando em nossa direção, como montanhas contra pequenas formigas.

– Eu fico com os dez da esquerda – falei num tom sereno.

– Então os dez da direita são meus! – puxou a Espada Sagrada para cima, sua lâmina foi coberta por chamas carmesim dançantes. – Vamos fazer uma aposta – disse ela desenhando um sorriso selvagem. – Quem os derrotar em menor tempo, poderá fazer qualquer pedido.

– Até imagino seu pedido caso eu perder – soltei um longo suspiro deprimido. – Tudo bem – concordei com aposta. – Quem derrota os dez primeiro Golem Gigante vence a aposta.

Lhachar sorriu docemente. Seus olhos brilharam selvagemente, erguendo sua Espada Sagrada no alto, as chamas se expandiram. Emitindo o calor de mil fornalhas, formando uma lâmina com mais de duzentos metros de comprimento.

Quase engasguei ao ver a cena surreal.

O primeiro Golem Gigante que se aproximou de Lhachar, girou sua lança, golpeando-a com uma estocada feroz, provocando ventos de tempestade. Ao invés de recuar, ficou parada sem mover um centímetro, com seus cabelos chicoteando ferozmente por causa do vento.

Se fosse um guerreiro comum, acreditaria que estava paralisado pelo medo. No entanto era de Lhachar que estávamos falando, uma guerreira destemida de grande poder. Poderia ela ficar paralisada de medo, por estar diante de um ataque devastador de um mero Golem Gigante?

Obviamente a resposta é: não.

Como esperado, no último instante, Lhachar pulou, pousando sobre a colossal lança de pedra, correndo por sua superfície até chegar ao ombro do Golem Gigante. Prendi a respiração vendo a imensa mão de pedra fechando-se sobre a pequena figura de Lhachar em seu ombro.

O som de impacto reverberou pelo corredor, mas não foi do som da mão esmagando Lhachar. Mas, sim o som de sua imensa mão de pedra caindo sobre o piso do corredor, quebrando-se em inúmeros pedaços.

Lhachar havia cortado a mão do gigante de pedra com a imensa lâmina de chamas carmesim.

As chamas douradas do Golem Gigante piscou surpreso, balançou seu corpo com movimentos bruscos numa tentativa de jogar Lhachar para longe.

Lhachar não era nenhuma tola. Nem parecia que era primeira vez que havia enfrentado criaturas gigantescas. Ela reduziu o tamanho da lâmina carmesim para o comprimento original e fincou no ombro do Golem Gigante, agarrando-se no cabo da Espada com todas suas forças. Veias surgiram em seus braços e rosto pelo força descomunal que estava fazendo para manter-se no lugar e não ser jogada para fora.

Minutos depois, Golem Gigante, parou seus movimentos como estivesse ficando sem energia. Aproveitando a parada, Lhachar retirou a espada fincada no ombro do Golem Gigante. Com um super Salto, pousou sobre a cabeça do Golem Gigante, fincando a espada no meio de sua cabeça.

– Haaaaaaaaa!!!!!!!

Com um gritou selvagem. A lâmina da Espada Sagrada eclodiu em chamas selvagens, gradualmente a lâmina carmesim cresceu….

……10 metros de comprimento…

……50 metros de comprimento…

……90 metros de comprimento……

– Não é o suficiente! – Lhachar soltou outro grito selvagem e seu corpo eclodiu em chamas carmesim. Seus cabelos chicoteavam violentamente para cima e o ar tremeluzia.

A cabeça do Golem Gigante começou adquirir um leve brilho avermelhado, como ferro em brasa.

A lâmina de chamas carmesim continuou aumentar seu comprimento….

…120 metros de comprimento…

…160 metros de comprimento…

…199 metros de comprimento……

O Golem Gigante balançou sua cabeça violentamente de um lado para o outro, tentando se livrar de Lhachar. Com o mar infernal de chamas no topo de sua cabeça. As rochas do topo da cabeça começou a se liquefazer, transformando-se em lava.

A temperatura continuou a subir até a lâmina de chamas atingir 200 metros de comprimento. A cabeça do Golem Gigante explodiu, lançando destroços de rocha incandescente para todo lado. O colossal corpo do Golem Gigante foi dividido ao meio pela lâmina de chamas carmesim, desmoronando-se em uma pilha de escombros de pedra derretida.

– Três minutos para derrotar um Golem Gigante – murmurei após calcular o tempo que Lhachar levou para derrotar o Golem Gigante. – Nada mal.

Um pedaço de rocha incandescente se dirigia em minha direção.

Essendi a mão direita, apontando o dedo para rocha incandescente. Meu dedo irrompeu uma densa energia mágica, que girou ao seu redor como um redemoinho, com um pensamento, disparou, um feixe de luz azulada em direção a rocha incandescente, explodindo-a em milhares de fragmentos menores.

A terra começou a tremer cada vez mais, com um dos Golem Gigante se aproximando de minha localização.

– Acho que agora é minha vez! – eu disse com um olhar cheio de determinação.

Antes de fazer meu movimento. Olhei para figura de Lhachar saltando para o Golem Gigante mais próximo, empunhando uma lança contra ela. Lhachar contorceu seu corpo de maneira bizarra, girando, tornando-se uma roda de fogo incandescente, cortando o braço direito do Golem gigante.

Suspirei emocionalmente.

Lhachar era como um vulcão em erupção, destruindo tudo ao seu redor. Não havia movimentos elegantes, apenas pura força primordial de destruição. Não estaria surpreso se a estrutura do corredor entrar em colapso por causa de seus golpes fulminantes.

– Ela é um perigo – suspirei novamente.

Fissuras surgiram com os passos do Golem Gigante que se aproximava. Ele brandia uma grande espada de pedra de suas mãos. Erguendo-a bem alto, pronto para me esmagar, como se esmaga um inseto.

Não pisquei, não recuei, continuei sentado com as pernas cruzadas esperando pelo golpe. As chamas douradas brilharam e como um trovão poderoso, a lâmina da grande espada de duas mãos desceu rasgando o ar em minha direção, provocando um som sibilante.

Um largo sorriso surgiu em meus lábios.

Na minha mão esquerda surgiu um relógio de bolso aparentemente comum. Encarei o Golem Gigante atrás do Golem Gigante que me golpeava.

– Translocação temporal!

O relógio aparentemente comum, de repente emitiu uma aura temporal. Envolvendo eu e o Golem que eu olhava, com vários símbolos mágicos temporais, trocando nossas posições. Eu reapareci atrás do Golem Gigante, enquanto o Golem Gigante qual troquei de lugar, reapareceu no meu lugar recebendo o poderoso golpe de espada.

Não houve tempo para reagir. Tudo aconteceu em uma fração de segundo. A lâmina causou um dano devastador no Golem Gigante que troquei de lugar, lançando detritos para todos lados. As pernas do Golem Gigante entrou em colapso, caindo para trás. Ao cair no piso, todo corredor balançou violentamente.

Fissuras surgiram em seu corpo, transformando-se em um monte de entulho.

O primeiro Golem que derrotei levou menos de um segundo.

– Usar uma Relíquia Antiga é trapaça! – gritou Lhachar.

Sorrindo falei:

– Não me lembro de definir nenhuma regra proibindo uso de uma Relíquia Antiga!

O relógio de bolso é uma Relíquia Antiga que contém poder temporal. Encontramos ao derrotar um dos monstros em uma das salas do poço abismal meses atrás. Era um ótimo item, contendo magia de translocação Temporal qual não possuo.

Infelizmente posso usá-lo apenas mais quatro vezes antes de perder seu poder.

– Idiota! Trapaceiro! – gritou ela em resposta.

Por eu ter usado uma relíquia antiga. Lhachar materializou uma berrante entalhado com várias runas mágicas. Ela saltou para trás, ficando uma boa distância do Golem sem braço.

Lhachar soprou o berrante.

Uuuuuuuuuuoooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!

O som do berrante reverberou por todo corredor fazendo o ar vibrar. Fissuras surgiu no piso e o Golem Gigante sem braço começou a entrar em colapso, fissuras surgiu em corpo e de repente seu corpo explodiu em inúmeros pedaços.

Tudo levou menos de um minuto.

Fissuras surgiu no berrante e depois quebrou, transformando-se em inúmeras partículas de luz.

As Relíquias Antigas contém poderes extremamente poderosos, quanto comparado com itens mágicos comuns. Em contra partida, uma Relíquia Antigas pode ser usada apenas algumas vezes.

Lhachar materializou um segundo berrante pronto para sopra-lo novamente.

– Sua idiota! Está tentando no soterrar vivos?! – gritei.

O corredor parecia a beira do colapso. Se Lhachar soprar mais uma vez o berrante é bastante provável que todo corredor vai desmoronar.

Lhachar revirou os olhos e guardou o berrante.

– Perdedor! – resmungou ela.

Voltei minha atenção para o Golem Gigante a minha frente, confuso, virando a cabeça de um lado para o outro.

Ergui a mão bem alto e gritei:

– Trovão!

No teto do corredor surgiu um círculo mágico disparando um trovão. Agarrei o trovão azulado, moldando-o em uma enorme lança trovão.

– Fogo Santo!

Meus braço liberou chamas brancas santas douradas, fluindo para lança, aumentando seu tamanho e poder de destruição.

O crepitar de energia reverberava por todo corredor, liberando clarões luminosos e vertentes de eletricidade menores.

O Golem Gigante virou-se em minha direção brandindo sua espada……

….Mas era tarde demais.

– Matadora de Deuses!

Lancei a lança contra o Golem Gigante perfurando seu enorme corpo, criando um buraco fumegante. Matadora de Deuses explodiu em um vórtice de energia violenta, devorando tudo ao redor, desintegrando o Golem Gigante, criando um cratera colossal no corredor.

Encarei os oito Golem Gigante.

– Voar!

Disparei como um feixe de luz em direção aos Golem Gigante restantes.

Meus olhos brilhavam com o desejo intenso de batalha.

 

 

>>> II <<<

 

 

Um dos Golem Gigante segurando uma alabarda correu em minha direção. Descreveu um arco, produzindo lâminas de vento, cortando tudo no caminho. Mesmo com meu corpo resistente, viraria picadinho de carne ao entrar em contado com uma unica lâmina de vento.

Segurando o relógio de bolso olhei para um dos Golem Gigante.

– Translocação Temporal!

Troquei de lugar com um dos Golem Gigante. O Golem Gigante que troquei de lugar foi feito em pedaços pelas inúmeras lâminas de vento. Desembainhei Solitária, disparei em direção ao Golem Gigante que segurava alabarda, enterrando a Lâmina da Solitária em sua cabeça.

Ele se virou, descrevendo inúmeros golpes com sua Alabarda. Voando em ziguezague, continuei fazendo acrobacias áreas, evitando seus golpes e as lâminas de vento mortais que explodiram no piso. criando ravinas. Seu golpes continuaram poderosos e mortais, mas, gradualmente se tornaram mais lentos, e mais lentos, e mais lentos….

….Camadas de gelo se formou sobre o Golem Gigante, até seus movimentos pararem completamente, se tornando uma estátua de gelo.

– Considerando seu tamanho e massa, o tempo levado para congelar-lo estava dentro dos meus cálculos.

.…Mestre perdoe essa humilde espada, disse Solitária mentalmente. Para congelar-lo de dentro para fora, requer muito tempo com meu poder atual.

Voei até a cabeça do Golem Gigante e retirei Solitária. Beijei a lâmina da espada com carinho, fazendo-a vibrar estranhamente e falei:

– Não se preocupe. Não existe espada no mundo capaz de congelar esse Golem Gigante no tempo que você levou. Talvez nem exista espada capaz de congela-los completamente. Sou muito feliz por ter você ao meu lado, Solitária, nada vai mudar esse sentimento.

….Mestre, sou indigna te receber tais elogios….Kyaaaa…Mestre pare de me beijar…

Beijei outras vezes a lâmina da espada, provocando gritos estranhos dela. Solitária era uma espada muito sensível.

– Mulherengo! – ouvi Lhachar gritar de longe.

Lhachar já havia destruído cinco Golem Gigantes. Enquanto eu havia destruído apenas quatro. Ela estava com a vantagem, mas, se for fazer uma analise detalhada da situação. Lhachar estava usando muita energia para destruir cada Golem Gigante. Enquanto eu estava lutando sem usar muito do meu poder mágico.

Nesse aspecto eu estou claramente na frente.

Dois Golem Gigante empunhando lanças saltou em minha direção. Usando magia de voo, disparei na direção aos dois Golem Gigantes. Troquei de lugar com o Golem Gigante da esquerda usando a magia de translocação temporal do relógio de bolso.

Os dois Golem Gigante golpeou um ao outro, causando grande danos um no outro.

– Chuva de Lança de Gelo!

Apontando Solitária para os dois Golem Gigante caídos. Na ponta da espada surgiu um grande círculo mágico ordenado com diversas runas mágicas. Consecutivamente, o círculo mágico disparou lanças de gelo, chovendo sem fim sobre os dois Golem Gigante danificados.

– Seis! – gritei após destruir os dois Golem Gigante. – Estou na frente!

– Não por muito tempo! Ahhhhhhhhh!!! – a lâmina gigante de chamas carmesim desceu sobre o sexto Golem Gigante, cortando-o transversalmente.

Ela não avançou para cima do próximo Golem Gigante. Seu peito subia e descia, respirando pesadamente. Sua testa estava encharcada de suor.

Se meus cálculos estiver correto, da forma que ela vem lutando, ela tem pouca energia a esquerda.

Se ela conseguir derrotar mais dois Golem Gigante estarei surpreso.

– Não ache que vou perder! – gritou ela com um sorriso zombador. Lhachar respirou fundo, fechou seus olhos adotando uma pose calma e gritou: – Liberar Selo!

Na testa de Lhachar surgiu uma runa divina contendo o caractere da palavra fogo. No mesmo instante que a runa divina surgiu, sua pele branca se tornou morena e seus olhos brancos. Sua cabeleireira ruiva transformou-se em chamas carmesim.

– Ahhhhhhhhhh!!!!!!

A terra tremeu com seu grito selvagem, lava irrompeu do piso, envolvendo Lhachar como uma armadura protetora de rocha negra e lava deixando visível apenas seu rosto com um sorriso demoníaco.

Ela chutou o chão, criando uma enorme cratera, reaparecendo de frente com um Golem Gigante. Ela fechou a mão esquerda, formando um punho mirando o peito do Golem Gigante. Rochas negras incandescentes surgiram do nada, fluindo em direção ao punho, aumentando seu tamanho.

O punho incandescente desceu como um meteoro em direção ao peito do Golem Gigante. Sem a menor chance de defesa, o punho explodiu no peito do Golem Gigante.

Boooooommmmmmmmmmmmmm!!!!

O explosão violenta transformou o Golem Gigante em uma pilha de destroços fumegantes. Sem perder velocidade, Lhachar seguiu em frente, entrando em combate com o sétimo Golem Gigante……Depois com o oitavo……

– Droga! Que porcaria de habilidade insana é essa?! – resmunguei.

Havia quatro Golem Gigante a esquerda para eu derrotar. Enquanto Lhachar tem dois a esquerda. Da maneira que eu venho lutando, sem usar muita energia, não vou conseguir derrotar todos antes de Lhachar.

Se eu desejava vencer aposta precisava correr riscos.

– Não queria ter que usar essa habilidade – murmurei para mim mesmo. – Mas se eu desejo vencer essa aposta, não há outra escolha – respirei fundo me preparando mentalmente e gritei: – Remover Limitadores Mágicos!

Aura mágica explodiu violentamente ao meu redor, emanando pressão ilimitada.

….Mas não era o suficiente!

– Remover Limitadores Físicos! – soltei um rugido selvagem.

Meus músculos se expandiram e veias surgiram por todo meu corpo. Minha pele adquiriu uma cor avermelhada, como ferro em brasa, liberando uma pressão opressora.

Um corpo humano comum é programado para poder usar 50% de seu poder mágico total. Demônios e outras criaturas mais próximos da magia podem usar até 80% de seu poder mágico total.

O mesmo vale para o poder físico que podemos exercer – claro existe exceções e o limite pode variar de pessoa para pessoa.

No meu caso, meu corpo foi criado para usar 70% do meu poder Mágico e Físico – mais que isso colocaria um grande estresse em meu corpo.

Mas agora eu havia removido ambos Limitadores Mágico e Físico. Permitindo usar 100% do meu poder total.

– Voar!

Ativei magia de voo, disparando como uma bala ao Golem Gigante segurando um machado de guerra. Descreveu uma varredura horizontal com seu enorme machado de guerra visando me dividir no meio.

Mantive a trajetória do voo, brandindo Solitária para interceptar o golpe do Golem Gigante. Normalmente seria uma loucura. Era claro que a força contida por trás do golpe era muitas vezes maior do que minha força. O resultado natural seria a lâmina da espada quebrar e eu ser lançando para trás – caso não seja cortado no meio.

No entanto, Solitária era a espada das espadas e sua lâmina jamais quebraria. Fora que eu era um poderoso mago e também um poderoso guerreiro – não o melhor guerreiro de todos, mas, sem duvidas era bastante forte.

Antes que o machado colidisse com a lâmina da espada. Segurei Solitária com as duas mãos, derramei todo meu poder na espada ativando a mais poderosa Arte Marcial Divina de Contra-ataque.

– Última Revolução!

Solitária irrompeu uma poderosa aura, transformando-se em uma muralha de espelho prismático.

Claaaang!!!!

O machado de guerra atingiu a muralha de espelho prismático, provocando um som ensurdecedor, seguido por uma onda de choque violenta.

A muralha de espelho prismático conteve o poderoso ataque do Golem Gigante. Então, fissuras surgiram, estilhaçando em milhares de pedaços liberando todo poder do Golem Gigante usado no ataque contra ele mesmo.

Recebendo seu ataque de volta, sua arma se estilhaçou e seu colossal corpo foi jogado vários metros para trás, colidindo contra outro Golem Gigante levando grandes danos.

Após usar a poderosa Arte Marcial Divina cuspi um bocado de sangue e fui dominado por uma onda de cansaço.

Última Revolução era uma Arte Marcial Divina de contra-ataque usada pelo Deus Rei dos Asgardianos. Era uma técnica marcial divina muito poderosa, mas, exigia muito poder, além de colocar um grande estresse sobre o corpo do usuário. No meu estado atual, na melhor das hipóteses com ambos limitadores removidos, posso usar apenas duas vezes por dia.

O que me espantava nas Artes Marciais Divina usada pelos Asgardianos. Era seu poder absurdo, praticamente irracional. Além da Arte Marcial Divina Última Revolução eu havia analisado outras técnicas marciais. Mas não importa o quanto eu analisava, mesmo com ajuda de meus Solis, não conseguia descobrir a partir de qual principio a técnica funcionava.

De acordo com livros antigos, mesmo na Era Asgardiana, existia poucos guerreiros qualificados que tinham sucesso em usar as artes marciais Divina. Outro fato interessante. A partir de uma analise profunda sobre todas Artes Marciais atuais. Descobri que grande parte das artes marciais utilizadas pelos guerreiros atuais são derivadas a partir da Artes Marciais Divina usada pelo Deus Rei Asgardiano.

Desy havia me falado sobre suas proezas de combate anormais. Acreditava que estava exagerando, mas, usando uma de suas técnicas fui capaz de perceber o quão aterrorizante era Freyr Pendragon.

Fui retirado do meu devaneio com o som de poderosas explosões. Lhachar havia derrotado o nono Golem Gigante. Ela ofegava pensadamente, parecia que a qualquer momento cairia exausta no chão. Ele já não era tão rápida e forte como minutos atrás, iniciando uma difícil batalha acirrada com o décimo Golem Gigante.

Encarei os dois Golem Gigante caídos no chão. Derramei grande parte do meu poder na magia trovão, iniciando um poderoso bombardeio mágico sobre os dois Golem Gigante, destruindo os dois, deixando para trás uma cratera fumegante.

Eu não tinha muito tempo até Lhachar derrotar o décimo Golem Gigante.

– Solitária usar sua habilidade especial: Congelar Tempo!

Runas na lâmina da espada cintilou liberando um poderoso pulso de energia, congelando o tempo dentro do corredor. Lhachar estava suspensa no ar com um sorriso feroz, com os punhos fechado sobre o último Golem Gigante. Que estava também suspenso no ar, com seu corpo cheio de fissura, quase entrando em colapso.

Meus dois Golem Gigante restante estavam congelados no tempo brandindo suas armas em minha direção.

Por dez segundos o tempo ficaria congelado.

– Passo Trovão!

Em um piscar de olhos cruzei toda distância entre mim e o Golem Gigante. Reapareci atrás do Golem Gigante e usei novamente Passo trovão, movendo-se em ziguezague, brandindo Solitária usando meu 100% de força física, criando centenas de flashes deslumbrantes.

…Mestre, três segundos restantes! Solitária avisou mentalmente.

Soltei um suspiro frio.

Parei á cem metros de distância do último Golem Gigante.

Esvaziei minha mente.

Plantei os dois pés no chão e apontei a lâmina da espada para baixo.

Partículas de luz convergiu para lâmina da espada, fazendo-a reluzir como mil sóis.

Sangue escorreu a partir dos meus olhos e nariz sinalizando que cheguei no limite de tempo. Havia atingido o limite que meu corpo pode suportar usando 100% do meu poder mágico e físico.

No meu campo de visão pude ver Lhachar que estava suspensa no ar movendo-se lentamente para frente.

O tempo estava começando a fluir novamente.

Precisava acabar tudo com um único golpe.

É esse golpe seria uma das mais poderosas Artes Marciais Divina ofensivas que posso usar.

– Pulverizador….De……Estrelas!!!!!!!!

Descrevi um arco de baixo para cima, liberando aura de pura destruição ilimitada, criando uma barra de luz poderosa que rasgou tudo em seu caminho.

No mesmo instante os três segundos havia se passado e o tempo voltou a fluir.

Várias linha de corte surgiu no nono Golem Gigante, desmoronando em várias peças bem cortadas.

A barra de luz atingiu o décimo Golem Gigante sem oferecer qualquer chance de defesa, engolindo-o em uma barra de luz de poder insano, desintegrando cada molécula. Sem perder força, a barra de luz continuou em frente destruindo metade do corredor.

Cai de joelhos, pulverizando sangue pela boca. Meu peito subia e descia com força, mal conseguia manter minha consciência após usar tanto poder de uma única vez.

Virei minha cabeça em direção a Lhachar.

É ela virou a cabeça ao mesmo tempo. Suas roupas estavam completamente detonadas e seu cabelo uma verdadeira bagunça.

Lhachar havia destruído o décimo Golem Gigante.

Era impossível dizer quem destruiu o último Golem Gigante primeiro.

Nos entreolhamos por um longo tempo.

– Empatamos – disse ela com um sorriso. – Nesse caso ambos perdemos.

– Concordo…É uma pena… – eu disse limpando o sangue da minha boca com as costa da mão. – Há tantas fantasias sexy vergonhosas que eu planejava fazer você vestir!

–….Um pervertido sem cura….

Lhachar se arrostou até meu lado e fechou seu olhos, usando meu ombro para descansar sua cabeça.

–….Estou impressionado com a resistência a danos do material usado na construção do corredor.

Metade estava destruído, parcialmente desmoronando, e os pisos com inúmeras fissuras. Se o corredor fosse construído com materiais menos resistentes a danos, teria entrado em colapso á muito tempo atrás com os poderes tirânicos desencadeados durante a batalha.

Um estalou ecoou pelo corredor e a porta começou abrir lentamente.

– Parece que não temos tempo para ficar descansando – murmurei.

Todo corredor começou a tremer e desmoronar. Lhachar estava completamente esgotada. Peguei ela no colo e sai correndo em direção a porta junto com meus três Solis.

–….Humm….Lhachar acho melhor começar fazer uma dieta…

Uma veia surgiu em seu belos rosto e seu olhos brilharam ameaçadoramente.

–….Há coisas que você não teve nunca falar para uma mulher, Lyam.

[Mestre, você está sendo insensível com a senhorita Lhachar!] (Teia)

Suspirei.

Passamos pela porta, entrando em um corredor de nuvens douradas. A porta se fechou atrás de nós com um estrondo e desapareceu como se nunca tivesse existido.

– Parece que estamos em uma espécie de passagem dimensional.

Não tive tempo para pensar como tudo aquilo era possível, continuei seguindo em frente até finalmente chegar ao fim do corredor passando por uma porta idêntica a anterior. Quando passamos para o outro lado, meus olhos se arregalaram com espanto.

Estávamos em uma outra dimensão.

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