Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Esperança!

 

 

>>> I <<< 

Ponto de vista Princesa Susana

 

 

 
Não há beleza na guerra. Nem justiça, ou honra. Tudo que existe é morte e o grito daqueles que estão prestes a se encontrar com a senhora morte. Das muralhas de Alba, magos, conjuravam suas poderosas magias desencadeando um poderoso bombardeio mágico sobre nossos inimigos.

― Derrubem as escadas! Não permita que esses malditos Orc subam! Derrubem as escadas! Derrubem as escadas!

Gritava sem parar um oficial para seus subordinados.

Arqueiros disparava saraivada de flechas contra os Orc que subia pelas escadas. Guerreiros musculosos, com grandes machados, cortavam as cordas do gancho presso na muralha, derrubando a escada no mar sem fim de Orc.

A cena se repetia ao longo de toda muralha.

Lá em baixo, pilotando os Mechas Anti-deuses, Azuras. Juno e seus irmãos avançavam com suas lanças prateadas, ceifando a vida de centenas de Orc. Nada podia parar seus avanços impiedosos, eram furacões da morte, deixando um rastro de corpos despedaçados por onde passavam.

Não muito distante, Sofie, uma poderosa Bruxa amante do Duque Lyam. Flutuava no meio do ar. Girando seu magnífico cajado, criando ventos, que de uma fraca brisa se transforma em poderosos vendavais que cortam tudo em seu caminho.

Mia, outra amante do Duque Lyam, avança sozinha no meio da Horda. Como uma Deusa da Guerra, que nada podia parar. Fileiras inteiras de Orc eram pulverizados com seus poderosos socos. Trolls eram despedaçados por usas garras afiadas. Seu rugido era repleto de raiva e dor, um tambor de guerra, aterrorizando seus inimigos.

Seus olhos ardiam com as chamas da vingança.

Mia, Sofie, Juno e seus irmãos foram os mais afetados pelo sacrifício do Duque Lyam.

Se não fosse por ele, por seu heroísmo, teríamos caído naquela noite.

Às vezes, no meio da noite, me pergunto se ele realmente morreu naquele dia. Na minha mente, pensava se havia algo que pudesse fazer. Algo que poderia mudar aquele dia trágico.

Ninguém acreditava que o Duque Lyam havia sido morto. Ninguém queria acreditar. Mas, um ano se passou e sem o menor sinal de sua presença. Nada. Absolutamente nada.

Então todos aceitaram a realidade.

Duque Lyam estava morto.

Havia sacrificado sua vida para nós salvar.

― Não vamos durar muito tempo se isso continuar, Vossa Majestade ― disse Ania ao meu lado. ― Juno e seus irmãos estão lutando á três dias direto. Logo, os Asuras, atingiram o limite de operação e ficaram sem energia. Quanto isso acontecer, a Horda nos atacará com mais força e selvageria.

Cavaleiros e outros oficiais militares concordaram. Ania continuou falando sobre outros pontos importantes e aconselhando da melhor maneira possível. Sempre pensei que ela fosse uma coelha idiota que sabia só aquecer a cama do Duque. Porém eu estava terrivelmente enganada. Era uma mulher forte, de coragem, com uma grande força de vontade.

Em todo esse tempo nunca a vi derramar uma única lágrima pela morte do Duque Lyam – não duvidava que ela chorava secretamente durante a noite. Diferente dela, Sofie e Mia, quase enlouqueceram.

Levaram meses para se recuperar do choque da morte de Lyam.

Na vingança contra a Horda encontraram sua motivação para viver.

Eu desejava poder me desesperar, de me jogar na infinita tristeza em meu coração. Desejava chorar e chorar até minhas lágrimas secarem e meu coração murchar. Porém eu era a Rainha do Oeste, a vida de todos estavam em minhas costas.

Eu não tinha o direito de agir de maneira egoísta.

Para o bem de todos selei no fundo do meu coração todas minhas emoções.

Meu único arrependimento era não ter dito tudo que eu sentia por ele.

― Ania, você realmente o amava? ― perguntei. ― Você se manteve firme, mesmo após a morte do Duque Lyam. Sem derramar uma única lágrima.

Ania parou por um momento, balançando suas orelhas de coelho.

― Eu o conheço melhor do que ninguém ― respondeu com um leve sorriso no rosto. ― Desde que estava em coma, por cinco anos, cuidei dele. Depois que despertou, me mantive ao seu lado. Jurei servi-lo para sempre, então Lutei por ele, matei por ele, obedeci cada ordem sem pestanejar. Eu havia me entregado de corpo e alma ao meu senhor ― ela colocou suas mãos sobre seus grande, exagerados, seios. ― Vossa Majestade, seu eu não o amasse, como eu poderia ter me dedicado tanto a um único homem?

Foi como levar um tapa no rosto. Enquanto eu escondia nas profundezas do coração meus sentimentos pelos Duque Lyam. Ania se dedicava de corpo e alma para seu amado.

― Por quê? ― perguntei atordoada. ― Por quê você se sacrifica tanto por ele? Ele é um idiota mulherengo! Um homem egoísta, cruel, que manipula todos para seu próprio benefício! Um homem que gosta de brincar de Deus!

Ania desenhou um grande sorriso alegre, como se o pesadelo que estamos no momento significasse nada.

Com palavras cheias de amor e carinho ela respondeu:

― Vossa Majestade, a resposta é simples: por quê eu o amo do fundo do meu coração. Lyam poderia ter destruído o mundo, mesmo assim eu continuaria o amando como sempre.

Desenhei um sorriso amargo e não falei nada. Comparado com Ania, eu era uma covarde, sempre arrumando desculpas, fugindo dos meus próprios sentimentos.

― Lyam não está morto ― disse ela com uma confiança inabalável. ― Ele retornará quanto mais precisamos dele. É o que eu acredito do fundo do meu coração. Por esse motivo eu não derramei uma única lágrima. Por quê a única lágrima que vou derramar será no momento de seu retorno. Lágrimas repleta de felicidade pelo retorno do homem que amo.

Ania tinha fé demais no Duque Lyam. Eu, não conseguiria ama-lo e confiar com a mesma intensidade que Ania.

Escoltada pelos guerreiros de elite, Argonautas. Seguimos pelos arqueiros e caçadores de elite na muralha, disparando seus Sniper Rifles sem parar. Os Asuras voaram pelos céus, se dirigindo para as instalações para recarregar seus núcleos de energia.

Mia e Sofie também retornaram para a segurança das muralhas, cobertas por sangue e lama. Por mais poderosas que fossem, tinham seus limites, precisavam descansar.

Nas colinas, montanhas de cadáveres se erguiam, mas, do imenso portal no horizonte, mais e mais Orc e outros monstros surgiam cobrindo os posto dos Orc caídos.

― A situação vai ficar bem feia ― disse Ania com um olhar preocupado.

Ver a Horda sem fim avançando era como está em um pesadelo.

Quando eu pensava que a situação não poderia ficar pior……

Ele apareceu, da escuridão insondável do portal, um monstruoso humanoide insectoide. Era impossível determinar sua altura com precisão. Em cada um dos seus oito longo braços cobertos por uma grossa carapaça, havia uma poderosa aura de morte.

Seus seis olhos vermelhos brilhante caíram sobre a muralha.

― Eu sou o grande Dark Lord Belzebuth, Senhor da Terceira Horda ― disse o Dark Lord com uma sua voz desagradável. ― Humanos, meu Grande Pai está morto e não existe nada que possa me parar. Com minhas próprias mãos, hoje, vou dar fim a era dos homens e iniciar a era dos Dark lords!

Da suas costas, oito asas insectoides surgiram e a criatura levantou voo, com uma das mãos disparou uma bola de terra coberta por chamas negra contra o portão principal da cidade. É como esperado, para nosso horror, atingiu seu objetivo. Explodindo o portão principal e destruindo parte da muralha, levando a vida de incontáveis bons soldados.

O rosto de todos escureceu. Agora com os portões destruído, temos que enfrentar os números sem fim da Horda.

― Avancem! Destruam! Devorem! Matem! Matem! ― urrava a criatura com ferocidade. ― Se banhem no sangue e carne de todos humanos!

Os Orc marcharam em direção aos portões destruído com a monstruosa criatura insectoide voando sob suas cabeças.

― É o nosso fim! ― disse um dos soldados caindo de joelhos

― Não podemos vencer esse monstro!

― Que Lyham o piedoso nos salve!

Nas muralhas, soldados entraram em desespero. Em seus olhos havia somente desespero e medo.

― Não desistam! ― eu gritei com todas minhas forças. Apontei a mão para as mulheres e crianças que estavam sendo evacuadas para dentro das muralhas internas do palácio. ― Se desistirem agora, suas mulheres e filhos serão escravizados por esses monstros! Levantem-se e lutem com todas suas forças! Se suas espadas quebrarem, usem seus punhos! Se seus punhos quebrarem usem suas cabeças! Dentes! Duque Lyam fez de vocês lobos e não ovelhas! Se vamos cair que seja mordendo! Estraçalhando a garganta desses bando de desgraçados! Essa luta ainda não terminou! Ergam-se e lutem! Lutem! Lutem!

Meu grito ecoou por todas muralhas despertando soldados de seu estado de desespero.

Voltaram a si, com olhos ferozes, emanando uma densa vontade de matar. Soltaram gritos ferozes como uivos de lobos demoníacos, descendo as muralhas, combatendo os Orc que entravam pelo portão destruído.

Uma batalha sangrenta teve início. Pilhas de corpos de ambos lados começou a se amontoar diante o portão destruído. Espadas se chocava contra escudos. Machados contra elmos. Berros enlouquecidos, gritos angustiados de dor.

Essa era a verdadeira face da guerra.

Face embelezada por canções dos bardos.

Horas depois, Mia, Sofie, Ania e eu junto com os poderosos Argonautas nos juntamos a matança.

― Precisamos ganhar tempo! ― gritei para todos enquanto esmagava a cabeça de um Orc com minha clava de guerra. ― Nossa única esperança de sobreviver são os Asuras. Precisamos aguentar até eles recuperem suas forças! Até lá não podemos permitir a Horda invada a cidade!

― Não se preocupe ― disse Ania após cortar a garganta de um Orc. ― Lyham o piedoso nos ajudará quando mais precisamos dele! Tenham fé e com certeza nossas preces serão atendidas!

― Por Lyham o piedoso! Por Alba! Pela Rainha! ― gritaram em uníssono os soldados em resposta.

Incentivados por nossas palavras o soldados lutaram com mais afinco, golpeando com mais força, aterrorizando nossos inimigos.

Eu queria acreditar nas palavras de Ania. Mas meu raciocínio falava o contrário. Eu era uma mulher racional. Eu tinha minhas dúvidas. Mas não falei nada. Provavelmente vamos morrer em breve. Seus números só aumentavam e nossas forças se esgotava a cada segundo. Muitos já haviam caído. Diante essa realidade dura era difícil acreditar que de alguma forma milagrosa Lyam nos salvaria.

Claro, no fundo do meu coração, por mais loucura que fosse, eu desejava desesperadamente acreditar que um milagre aconteceria.

Horas depois de batalhas intensas. Os cabelos de Ania e seu vestido estava banhando com sangue, dando uma aparência demoníaca.

Essa era a aparência de todos defensores do portão.

Alguns começaram a rezar a Lyham pedindo por um milagre. Outros choravam e falam suas palavras finais para seus amantes e amigos ao lado.

A morte era certa, se não acontecesse um milagre, todos morreríamos.

Então, um milagre ocorreu. Ania começou a irradiar uma aura brilhante, que iluminou todo lugar. No meio de sua testa e na costa de cada mão, surgiu a tatuagem de uma estrela dourada. Eu também comecei a brilhar, assim como várias outras mulheres ganhando os mesmo padrões.

Depois os Argonautas e outros subordinados começaram a brilhar também, irradiando uma aura azul-prateado. Na costa da mão direita de cada um deles surgiu a tatuagem de uma espada envolto por sete estrelas brilhante.

Nossas feridas foram curadas, nosso cansaço soprado para longe e um novo poder crescia dentro de nós.

― Que demônios está acontecendo aqui? ― perguntei perplexa.

― Lhyham está nos abençoando! É um milagre! Deus não nos abandonou! ― gritava os soldados.

Ania ergueu a cabeça encarando os céus, uma lágrimas escorreu por seu rosto.

― Eu sabia que ele nos salvaria quanto mais precisamos dele ― disse Ania com um sorriso. ― Lyam está de volta!

Os céus escureceu, dois par de olhos demoníacos gigantesco surgiram no céus. Um olhar cheio de uma pressão esmagadora, como se fosse juiz do mundo. Olhei incrédula, para aquele par de olhos azul celeste demoníaco.

Seu olhar estava repleto de uma fúria gelada.

A Horda sofreria a fúria de Lyam.

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