Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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O retorno do Mago!

 

 

Naquele dia eu seria imprudente e fazer uma escolha que pode me fazer ser odiado pelos humanos. Mas há ocasiões em que um homem tem que ser imprudente e arriscar a ser odiado. Um homem sábio teria sido prudente e não arriscaria ser odiado por seu povo. Entretanto eu era um Deus e um idiota imprudente e não me importava em ser odiado pelos humanos.

Sinceramente, foda-se o que um homem sábio teria feito.

Eu tenho uma cidade para conquistar. Um tesouro para recuperar. E um homem sábio e prudente não poderia fazer nenhum dos dois. Por esse motivo eu seria imprudente e idiota para poder fazer as duas coisas em uma única noite.

“O que senhor está fazendo?” perguntou Ania enquanto eu tirava minha capa e lutava para retirar as tiras de couro e os botões da cota de malha.

Ania gentilmente me ajudou a retirar a cota de malha.

“Desde que fui jogado nesse mundo, eu me visto como guerreiro” respondi distraidamente.“No outro mundo. No reino de Argus, eu era um mago. O que você ver quando me olha?”

“Um homem extraordinário” respondeu sem hesitar.”A imagem perfeita de um guerreiro” Ania retirou a máscara, colocando em sua cintura, revelando um rosto envergonhado, continuou:“É quando o vejo es como o sol resplandecente, sem igual, é o mundo e abençoado por te ter, senhor.”

Fui pego de surpresa. Queria apenas saber se me via mais como um guerreiro ou mago.

A culpa era minha por fazer uma pergunta tão ambígua.

Sorri em resposta. Continuei retirando as outras peças de roupas. Podia ouvir o som do vento nas copas das árvores e o barulho da correnteza do rio próximo. Estava absorto em meus pensamentos. E quando paro para pensar em tudo. Percebo que desde que fui jogado em Aayós pelo meu filho idiota do futuro, Fenrir. Sempre tenho uma espada na cintura e ando como um verdadeiro guerreiro. Mesmo após recuperar parte da minha memória, continuei como guerreiro. Eu havia mudado de várias formas. Minhas experiências em Aayós me transformaram no homem que sou hoje em dia.

E agora que eu paro para pensar bem. Eu havia me tornado um maldito bundão. Eu amava Aayós da forma que é, mas Aayós parecia ávida em mudar quem eu era. É quer saber de uma coisa?

Chega de ser um guerreiro mágico. Chega de ser bonzinho. Chega das poesias sobre como amo a vaca ingrata de Aayós. E chega de chorar como um bundão!

Estava na hora de voltar as raízes. Na hora de me vestir como um mago. De explodir coisas sem esforço. De ser mais arrogante. De ser mais mulherengo. De ser mais imprudente. E as boas virtudes de um bom homem eu vou deixar para os padres e os imbecil honrados que desejam ser heróis.

“Ania, nessa noite vou obter três coisas.”

“Senhor?”

“A primeira coisa, vai ser aquela cidade” apontei para a cidade dos Orc do outro lado da margem do rio.“A segunda coisa vai ser o tesouro enterrado, e a terceira coisa que vou obter essa noite é….” me aproximei de Ania, levei meus lábios até suas orelhas de coelho e sussurrei o que planejava fazer com ela naquela noite. No mesmo instante seu rosto tornou-se vermelho. Minha mão segurou sua cintura, enquanto a outra acariciou seus lábios, brincando com eles, encarando seus olhos escuros. Ela estava ofegante, fazendo seu peito subir e descer no vestido de empregada.

“Senhor?” perguntou nervosamente.

“Sim, Ania?”

“Temos mesmo que fazer isso sobre uma montanha de moedas de ouro?” perguntou com o rosto vermelho.

Soltei sua cintura e me afastei. Sorri sem dizer nada. Materializei um robe branco bordado com broches de ouro em forma de uma chama.

“O que é esse robe……”

“Eu o criei em Argus” falei com orgulho.“Se chama Robe das Chamas Sagradas. Agora vou fazer uma modificação….” materializei o Martelo Sagrado de Aurorus. Toquei no robe, com meu「Domínio da Criação」, alterando e fundindo os broches de ouro com o robe. Fazendo-o parecer como escamas de ouro naturais.“Pronto! Agora é um item Nível Sagrado! Vou chamar de Robe Imperador das Chamas Sagradas!”

Vesti o robe em seguida materializei o manto de escamas vermelhas com símbolo de uma coroa dourada com três broches de rubi em forma de chama. Ver o manto do imperador místico me fez lembrar do dia em que conjurei a magia「Meteoro」, destruindo o espaço dimensional da associação mágica. Não fiz nenhuma mudança visual, apenas impregnei com meu poder mágico, transformando em um item Nível Sagrado. Vesti por cima do Robe Imperador da Chamas Sagradas.

“Agora só falta um cajado.”

Não precisava de um cajado. Eu posso invocar magias sem um catalisador ou usar Hipérion para conjurar magias se for necessário. Mas para o bem da minha aparência como mago precisava de um cajado.

Felizmente tenho um guardado em meu espaço dimensional.

Materializei um cajado escuro com uma joia vermelha no topo, enrolado por uma serpente negra. Transformei o cajado em um item Nível Demoníaco e minha imagem como mago estava completa.

Eu estava de volta, Lyam o imperador das chamas místicas!

“Pareço um mago?” perguntei.

“Sim…” respondeu com a voz trêmula.

“Ótimo!” respondi com ânimo.“Agora, minha coelhinha, vamos conquistar aquela cidade!”

Estava animado. Sentindo-me bem, como se tivesse me livrado de um peso nas costa. Minha mente estava clara, e suspeitava, que algo havia mexido com minha cabeça no período que eu estava com minhas memórias seladas. Não havia outra explicação para eu ter me tornado um bundão virtuoso. Não sei para qual proposito, mas se for o caso, pode fazer parte de um plano maior.

Com esses pensamento saímos do bosque da margem do rio e andamos até o Forte Orc.

*************

Ponto de vista Ania

 

Naquela noite, o rio Skajet parecia uma fita de prata sob a luz fria da lua rachada. Era uma noite silenciosa, com exceção do som das correntezas do rio. Lyam, meu senhor, caminhava a minha frente, enquanto eu o seguia atrás, como sua sombra. Ele era muito alto o que me fez sentir pequenina diante aquele magnífico homem que eu jurei servir.

Enquanto ele olhava para o Forte Orc seu rosto era uma máscara inexpressiva. Aqueles belos olhos azuis cristalino, irradiava tanta pressão que às vezes os pelo da minha cauda e das orelhas se eriçavam e um choque elétrico passava por todo meu corpo, fazendo-me, sentir estranha por dentro.

Eu estava nervosa. Muita coisa aconteceu em poucas horas e já não tinha certeza se aquele que eu jurei servir era o mesmo homem. Antes, sua postura era de certa forma humilde, olhos nublados pela tristeza e os lábios formavam sorrisos forçados. Desde que acordou parecia pensativo demais, hesitante demais e seus olhos pareciam perdidos em lembranças distantes. Era doloroso ver o homem que tanto admiro naquele estado. Felizmente começou recuperar-se aos poucos, voltando a ser o Lyam que conheci a cinco anos atrás. Mas, agora sua mudança era diferente. Sua postura orgulhosa, os olhos confiante e o sorriso de desafio e atitude ousada eram novos para mim.

Era como se a lua tivesse se tornado o sol.

“Ania, você está bem?” perguntou meu senhor num tom baixo e melódico. Sua voz parecia entrar em minha cabeça e dançar dentro do meu cérebro, quase me enlouquecendo.

“Estou bem, senhor!” respondi rapidamente. Respirei fundo e pensei em outras coisas para afastar aquela sensação estranha. Meu senhor, por algum motivo que desconheço, planejava conquistar a cidade Orc.”Senhor, como vamos conquistar e dominar todos Orc com apenas nós dois?”

Meu senhor era poderoso, mas, não conseguia ver nós dois conquistando e dominando uma cidade Orc. Parecia um plano impossível. Esperava que meu senhor não estivesse delirando.

“Logo você saberá” respondeu com um sorriso radiante. Talvez tenha percebido a dúvida em meu rosto. Falou num tom ameno:“Tenha fé em mim, coelhinha.”

Paramos a duzentos passos do Forte Orc, de frente ao portão em arco franqueado por duas torres de vigia. Todo forte era cercado por uma paliçada e torres de vigia aonde arqueiros Orc bem posicionados já apontavam suas flechas para nós. Havia seis torres de vigia no total.

“Eles já notaram nossa presença” sussurrei para meu senhor.

“Eles já estavam em alerta” respondeu tranquilamente.“Há um bom tempo. Talvez pelo fato de uma das patrulhas não ter retornado.”

Lyam estendeu os braços e caminhou para frente. Por ser uma demi-humana da raça habbitman minha audição era superior a de qualquer humano, e com a benção especial da máscara 「Audição Élfica」, podia escutar as respirações tensas dos Orc e o retesar das corda do arco. Minha benção 「Predição Demoníaca」previu um ataque, alertei meu senhor. Ele deu de ombro e continuou a andar com os braços estendidos.

Segurei as duas adagas, pronta para protegê-lo.

Quando chegamos a 100 passos de distância. Dispararam. As setas sibilantes rasgaram o céu visando meu senhor. Antes que as flechas o atingir. O ar de repente tornou-se mais quente e seco, meu senhor Lyam, irradiava uma aura rubra escaldante. Acenou com seu cajado, houve uma explosão de ar quente seguido por um rugido, e todas as flechas foram incineradas em pleno ar.

Meu senhor, lentamente começou a flutuar até ficar dez metros acima do solo. Naquele instante seu corpo foi envolvido por chamas douradas irradiando uma pressão intimidante.

“Eu sou, Lyam Marwe! Imperador das Chamas Místicas!” sua voz era como trovão, perfurando o tímpano de todos em centenas de quilômetros de distância.”Sou o mais poderoso mago que já andou por essas terras!” acenou com seu cajado, chamas rubras dançaram ao redor do cajado. Apontou para uma das torres de vigia, o fogo rubro que crescia, voou em direção a torre. Cruzou o céu noturno, iluminando os arredores, ao atingir a torre de vigia, explodiu em um mar de chamas, transformando-o em uma tocha, iluminando o rio.“Vocês tem trinta minutos para se render e jurar lealdade a mim! Caso contrário toda cidade queimara!”

Estávamos a cem passos da torre em chamas, e mesmo assim podia sentir o calor abrasador como se estivesse a poucos passos de distância. Naquele momento toda dúvida sumiu de minha mente. Todo aquele poder opressor com uma simples bola de fogo foi o suficiente para ter um deslumbre de sua grandeza como mago.

Eu não tinha mais dúvidas. Conquistaríamos aquela cidade.

Meu senhor desceu dos céus, pousando na estrada lamacenta. Sem dizer nada, olhamos a torre de vigia queimar e vimos Orc correndo com baldes de água tentando apagar as chamas rubras.

“Se tivessem um mago classificado Imperador Azul” disse ele falando termos desconhecido para mim.“Poderiam apagar as chamas rubras. Água normal é inútil e as chamas vão se apagar com apenas minha vontade.”

Acenou com o cajado, as chamas rugiram e morreram de forma repentina.

“Não acho que vão se render, senhor” falei após observar a movimentação dentro do forte. Estavam se preparando para lutar e do outro lado da margem, duzentos Orc vindo da cidade cruzava a ponte vestidos prontos para a guerra.

“Felizmente não vão se render” respondeu com um sorriso maroto.”Minha coelhinha, vamos ter que dar um bom motivo para abaixarem a cabeça para mim. E apenas um poder absoluto e aterrorizante será capaz de os subjugar.”

A benção 「Visão das Estrelas」, aumenta minha visão cinética e junto com todas outras benção do Armamento Demoníaco Rabbit Busty me tornava totalmente consciente da movimentação dos Orc no Forte e na cidade do outro lado da margem.

Sem o Armamento Demoníaco não conseguiria ver nem a dois passos de distância.

Trinta minutos se passou e os portões do Forte abriram-se, revelando fileiras de Orc vestidos prontos para guerra. Em uma batalha normal, deixar o forte para enfrentar o adversário seria um erro fatal. Mas, meu senhor não era um inimigo normal. Era um mago. E a melhor forma de enfrentar um mago e enfrenta-lo em um combate corpo a corpo. Magos são fortes em combates de longa distância, mas completamente inúteis em uma batalha corpo a corpo.

Era o que o líder dos Orc podia estar pensando, mas havia cometido um grande erro.

Meu senhor, não tinha a fraqueza de um mago comum.

Talvez não tivesse fraqueza alguma.

Logo a batalha começaria, e meu senhor….

……Estava apalpando minha bunda descaradamente.

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