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Deus das seis faces!


Sobrevoava uma vasta planície, verde e exuberante ao sol resplandecente. Mais adiante havia um lago de água cristalina. Golpei o ar, subindo mais alto, chegando até as nuvens algodão. Girei meu corpanzil, rodopiei, com um giro de trezentos e sessenta grau. Fechei minhas asas, caindo, me aproximando do solo da planície abri novamente minhas asas, fazendo um rasante sobre o lago de águas cristalina. Qual refletia o céu límpido e minha gloriosa escamas escarlate como fogo solidificado.

Inclinei meu corpo, perturbando a superfície do lago com minhas garras.

“I’m a dragon!” cantarolava enquanto soltava jatos de chamas rubras vaporizando a água da superfície do lago.“I’m a dragon! A red dragon! To appease the anger of the dragon! Oh yes, virgin maidens for the red dragon devour! Bring their maidens, only the beautiful, not to irritate Mr. dragon!”

(Magusgod: Eu usei o google tradutor então não sei se está correto a escrita em inglês. Ele está cantado: Eu sou um dragão! Um dragão vermelho! Para apaziguar a ira do dragão! Oh sim, donzelas virgem para o dragão vermelho devorar! Trazer suas donzelas, somente as belas, para não irritar o senhor dragão.)

Sim, eu era um dragão vermelho. E tamanha era minha sabedoria que eu posso cantarolar em inglês.

Porque eu estou cantarolando em inglês?

Nenhum motivo em particular. Não estava cantarolando por que estava alegre por ter criado um plano diabólico. Nada disso. Eu estava simplesmente feliz. Por em meu imenso coração piedoso poder ajudar os pobres e levar as crianças de Midgard para um amanhar melhor!

Como vou ajudar os pobres e as crianças de Midgard?

Permita-me contar uma breve história sobre o dragão altruísta e a gentil princesa Susana.

Há muito tempo atrás……um mês para ser exato. Eu gentilmente suplicava aos Orc para arrependerem-se de seus atos malignos e juntar-se a mim, e ajudar aqueles que sofrem nessa terrível guerra. Tocados pela pureza das minhas palavras. O chefe dos Grimmur, Raed, um Ogro de coração gentil, por livre e espontânea vontade, decidiu me servir, e ajudar as pobres crianças de Midgard.

Naquela noite de alegria e benção, Raed, suplicou, para ajudar uma pobre mulher que encontraram vagando pelas fronteiras com o Sul. Com humildade, escutei a história da pobre mulher, qual revelou ser a princesa Susana Sidon Pendragon, última sobrevivente da linhagem real. Ela havia andando por três dias e três noites, sem comer ou beber, seguindo uma estrela brilhante que a guiava para o leste. Princesa Susana era uma mulher forte, mesmo cansada da longa viagem. Desejava fazer algo pelo seu povo, não tinha poder, mas tinha fé em seus deuses!

De joelhos, suplicou aos céus por sete dias e sete noites, até seus lábios secarem e sua súplica se tornar um sussurro fraco. Não aguentando ver seu estado lamentável, falei que seus deuses eram surdos, mudos e cegos para sua súplicas.

Mas era não desistiu.

Em seus olhos verdes pálidos queimava uma fé inabalável aos deuses. Comovido por sua fé, me juntei a sua súplica, seguido por todos Orc e humanos. Sentimos fome e sede, frio e calor, e continuamos até nossa garganta se tornar seca e a súplica um murmúrio.

Mas os deuses da gentil princesa Susana eram cruéis, surdos, mudos e cego para nosso sofrimento.

“Princesa Susana, seus deuses são cruéis” falei com amargura.”Quando mais precisamos deles, viram as costa para o sofrimento de seus filhos!”

“Só mais um pouco…Só mais um pouco….”falou com gentileza e com um sorriso fraco.“Sr. dragão, sei que se suplicamos mais um pouco…Definitivamente vão nós ouvir!”

Os deuses viraram às costas para gentil princesa Susana.

Nenhuma súplica ou lágrima moveu o coração de pedra dos deuses.

Então naquele momento, quanto todos haviam perdido as esperanças. Um pilar ofuscante de luz vindo dos céus acertou o rio.

“Gentil crianças, seus deuses abandonaram seu mundo” falou a luz com pesar.

“Quem é você?” Susana perguntou com humildade.

“Eu sou Lhyham, Deus da guerra, da magia, da criação, da vida e da morte e deus daqueles que necessitam de ajuda! Gentil princesa Susana e bondoso Sr. Dragão, como vocês, não aguento mais ver as crianças de Midgard sofrerem! Vou lhes emprestar minhas forças para trazer um amanhã melhor para todos!”

A voz era sincera e cheio de ternura. A luz que irradiava curou nossa fome e sede, fortalecendo nossos corpos, enchendo nossos corações com paz e amor.

“Sr. Dragão, você será o representante da minha vontade na terra. Vá para o oeste com suas forças, espalhe minha palavra e traga justiça aos falsos reis e liberte o povo da gentil princesa Susana!”

Essas foram as palavras do Deus piedoso Lhyham.

Essa e toda história o dragão altruísta e a gentil princesa Susana.

História que e contada nas cidades do Oeste e povo oprimido pelos tiranos no poder.

Por esse motivo estava cantarolando alegremente. Não por ter criado um plano diabólico, mas por estar fazendo a vontade do Deus Lhyham. Deixaria os problemas com a Horda do leste e os bárbaros do sul para outra hora. Nesse momento, com a princesa Susana era importante restabelecer seu poder no Oeste. E nesse exato momento, vou cumprir sua vontade e trazer justiça ao antigo Duque Alba – que se autoproclamou de rei de Alba.

(Magusgod: Não confundir Alba com Elba a primeira cidade que Lyam vai depois de ser jogado em Aayós.)

Alba e uma terra rica e suas minas cheias de prata. Além de ser um ponto estratégico para as futuras operações no Oeste.

Inclinei meu corpo, mudando a trajetória, continuei voando até as planícies verdejantes se tornarem morros cobertos de floresta. No horizonte avistei colunas de fumaças, logo avistei meus homens saqueando….Quero dizer trazendo justiça para terra do autoproclamado rei de Alba.

Éramos menos de quatrocentos homens e nossos inimigos quase o dobro.

Confiantes de seus números superiores, os idiotas deixaram a proteção das muralhas de sua cidade para bater de frente com minhas forças. Avançavam formando uma parede de escudo, enquanto o autoproclamado rei de Alba ficava atrás, montando em um corcel de guerra, gritando ordens.

“Matem!” ordenou o autoproclamado rei de Alba.

Viram como éramos poucos e acreditavam que a vitória era certa e fácil. Então apressou os passos, animados para matar, gritando insultos, rostos distorcidos em ódio de guerra.

Estava na hora da minha entrada triunfal.

“Não tenham medo! Lhyham está ao nosso lado!” meu rugido ecoou como trovão, apavorando as fileiras inimigas. No mesmo tempo conjurei magia sagrada 【Proteção Maior dos Justos 】.Pequenos anjos de luz apareceu sob a cabeça dos meus aliados, aumentando por cinco minutos sua resistência e força e a defesa.“Lutem sem medo! Lhyham nos protege! Matem! Matem! Matem!”

Conhecia melhores feitiços de proteção. Porém【Proteção Maior dos Justos 】tem o melhor efeito visual. Fazendo parecer que pequenos anjos estavam lá para nos proteger, inspirando a lutar com mais vontade.

“Pela princesa Susana! Pelo piedoso Lhyham!” brandiram meus aliados, avançando como touros furioso contra a parede de escudo.

Raed gritava ordens na primeira fileira, erguendo seu escudo e preparando sua clava para esmagar a primeira cabeça de um soldado descuidado.

Em poucos minutos reinava a cacofonia da morte, escudos colidindo contra escudos fazendo soar trovão, o choque das lâminas e berros de dor dos soldados caídos. Meus homens estavam sob o efeito 【Proteção Maior dos Justos 】fazendo os lutar como verdadeiros demônios, tingindo o solo dos vales com o sangue e tripas dos inimigos. Por um tempo empurraram as forças inimigas para trás.

Mas eles eram muitos e nós poucos.

Não por muito tempo.

Fechei minhas asas, mergulhando, me atirando contra as tropas inimigas, deixando um rastros de corpos destroçados para trás.

“Dragão!” gritaram meus inimigos.

Não gritou por muito tempo. Um dos meus homens, um imenso Orc equipado com uma armadura pesada. Com seu imenso escudo, golpeou o rosto do soldado, quebrando seu nariz, e com um golpe rápido de machado, acertou seu ombro, destroçando sua cota de malha, clavícula, deixando um corte sangrento.

Em pouco tempo a parede de escudos do inimigo entrou em colapso, inciando uma chacina. Estavam aterrorizados. No meio das fileiras inimigas, sentia suas lanças e lâminas batendo contra minhas escamas duras. Meus jatos de fogo rubro incinerava esquadrões inteiros, minhas garras fazia picado de carne e metal. Eu havia me tornado o deus da matança. Estaria mentindo se falasse que não estava gostando do clamor da batalha.

Sempre pensei que batalhas fossem longas. Mas aquela batalha foi curta. Nada nos parava. Naqueles vales éramos deuses da morte. Continuei lutando até estar pisando em pilhas de corpos e com seus números já reduzidos, voltei para o céu e com um longo rugido, dei o sinal para a princesa Susana e Desy iniciarem o ataque ao flanco esquerdo junto com cem homens da cavalaria, selando nossa vitória.

Foi uma batalha rápido e fácil.

Alba era nossa.

Não eramos conquistadores, mas sim libertadores. Por que a princesa Susana, única sobrevivente da família real, estava ao nosso lado. O que da legitimidade aos nossos atos e de certa forma legalidade aos saques. Por que tudo pertencia a princesa e eles não passavam de rebeldes da coroa.

Felizmente havia muitos rebeldes e Alba foi apenas um aviso para todos autoproclamados reis do oeste.

********

 

Os habitantes da cidade Alba não ofereceram resistência. Não comigo sobrevoando suas cabeças pronto para transformar a cidade em um mar de chamas. O ex-autoproclamado rei de Alba foi despojado de todas roupas e amarrado em um tronco no meio da cidade aonde recebeu a piedade da gentil princesa Susana – a piedade do aço frio cortando seu estômago, espalhando suas tripas pelo chão.

Nos alojamos dentro na fortaleza do ex-autoproclamado rei de Alba. Foi uma noite de comemoração e bebidas. A princesa Susana estava sentada em uma cadeira alta de carvalho escuro trajada com seu vestido de batalha projetado e criado por mim. Seu cabelo estava preso e trançado em uma única cauda e sua cabeça enfeitada por uma tiara de ouro cravejado com safiras.

Seus olhos verdes pálidos vagava pelo salão.

Eu, na minha forma humana, estava sentado numa cadeira a sua direita com Desy em pé ao meu lado. Minha coelhinha trabalhava na cozinha preparando o banquete. Bardos cantavam baladas sobre nossa vitória, meus homens bebiam até cair. Distribuía as recompensas de acordo com o desempenho de cada um na batalha.

“Vossa Alteza, não parece feliz com nossa vitória” eu disse.

“Sua vitória, não minha, sou apenas um fantoche” respondeu com amargura.”Continuou sendo princesa do nada. Por que eu estaria feliz?”

“Sua inteligência está no mesmo nível de uma cabra” resmunguei. Seu rosto tornou-se vermelho como uma tomate pelo insulto.”Caso eu quisesse ser rei eu poderia ser um mesmo sem ter você. Entenda, não desejo governar ou ter a porcaria de uma coroa na minha cabeça.”

“Saiba que eu era uma das mulheres mais inteligente do reino” falou com orgulho.

“Qual reino? Das cabras? Dos peixes? Dos passarinhos?” gargalhei. Ela ficou vermelha novamente com o insulto. Mas verdade seja dita, princesa Susana e uma mulher com um intelecto mais afiado do que a lâmina de uma espada.

“É o que há com toda aquela baboseira de “gentil princesa Susana”, me fez parecer uma fraca! Uma daquelas princesinha debiloides!” resmungou. Olhos verdes pálidos queimando em raiva.

Ela reclamava demais.

“Seja feliz com o fato que eu não falei que você canta e fala com todos animais da floresta!” ela estremeceu com a ideia. Verdade seja dita. Eu quase coloquei esse detalhe na minha história fictícia de como eu e Susana encontramos com o piedoso Deus Lhyham.“Tudo que eu acrescentei na história e necessário para meus planos futuros. O povo deseja uma princesa gentil e bondosa e não uma rosa cheio de espinhos.”

“Oh, claro bondoso Sr. Dragão!” sua voz estava cheio de sarcasmo. Seus longo dedos finos e delicados tamborilavam no braço da cadeira.“Sabe o que eu acho de seus planos? Deixa eu te contar o que eu acho: um plano que poderia ser criado por alguém com o intelecto de uma criança de cinco anos de idade.”

Foi minha vez de ficar vermelho como um tomate por causa do insulto. Em nosso primeiro encontro, quando era foi dada a mim como escrava, foi obediente e calma, mas bastou alguns dias para mostrar sua verdadeira natureza. E muitas vezes eu controlava minhas emoções para não desintegrar ela com um pensamento.

Mulheres são meu tesouro. É a princesa Susana era uma das mais belas, isso quanto ficava com a boca fechada.

“Vossa Alteza, você deveria ser mais grata com quem vai lhe dar o trono de Midgard” falei, bebendo em um único gole meu caneco de hidromel.

“E você, Lhyham, deveria ser mais grato com quem vai lhe permitir ser adorado em toda Midgard” respondeu com um sorriso sarcástico. Nosso olhos se encontraram e a atmosfera ficou pesado. Saíram faíscas de nossos olhos.

Nenhum de nós desviou o olhar.

Éramos como cães e gatos.

“Lyam você parece bem íntimo com a princesa Susana!” falou Desy com um sorriso assustador. Sua mão pousou sobre meu ombro, apertando com uma força exagerada.

Se um dia eu morrer novamente, Vai ser pelas mãos de uma mulher.

Essa foi a nossa comemoração alegre após conquistar Alba.

Então algo que nunca esperava aconteceu.

Território de Alba conquistado! Todas 3.560 almas mortais estão sob seu domínio e proteção divina.

Título adquirido: 【Deus das seis faces】!

Ueee???

Essa doce voz madura e sexy……Pode ser Aayós?

Confuso, não sabia o que estava acontecendo. Pelo jeito as coisas mudaram novamente em Aayós. Ou talvez os deuses estivem sob um sistema diferente?

Como sempre havia recebido um título sem sentido.

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