iLivro

Overlord da Criação!

Meses se passaram e já era quase inverno.

Apoiado no parapeito do meu quarto, respirava lentamente o ar frio daquela manhã de inverno. Observei os primeiros flocos de neve do dia, cair, tingindo as ruas da cidade moderna de branco.

No setor oeste da cidade, fumaça subia das chaminés da imensa oficina de metalurgia – produzindo novas ligas de metais -, e outras pequenas oficinas de ferreiros e artesões iniciando seu trabalho.

No setor leste, era possível ver a acadêmia militar de Alba, e seus alunos correndo pela neve sob os gritos de um instrutor. Lá era oferecido treinamento militar rigoroso, visando a criação de soldados de elite, ensinando diversas perícias de um guerreiro. No mesmo setor era localizado a academia mágica com suas imensas torres e bibliotecas contendo diversos livros mágicos.

Nesse mundo não havia uma classificação para os magos. Por esse motivo utilizei o sistema de classificação usado pela associação mágica em Argus. De acordo com o nível de poder mágico de um mago seria classificado como: Elemental. Senhor arcano. Rei sábio. Imperador místico.

No setor norte, ficava a sede do sacerdócio e as grandes mansões dos nobres e as praças floridas e grandes estátuas de mármore que tornava essa parte da cidade a mais bela de todas.

De vez enquanto algum nobre inútil – daquele tipo mimado que abusa do poder -, e alguns espertinhos fingindo ser um nobre a procura de privilégios aparecem.

Para esses dois tipos, em minha cidade, só há um destino. A forca.

Enforco na frente de outros nobres e plebeus e deixo seus corpos pendurados na praça. Para servir de aviso para outros espertinhos e manter os nobres atuais trabalhando duro – houve protestos, seguindo o bom exemplo da rainha loli, eu decapitei a oposição.

A partir daquele dia, toda nobreza de Alba, obedientemente segue minhas ordens.

No setor sul, ficava a parte comercial da cidade e associação do mercadores, qual atual Grã-mestre, era meu amigo, sobrevivente do ataque da Horda na cidade Elba; Franklin Cásper. Graças a ele e seu rico conhecimento, foi possível levantar a falida associação dos mercadores em uma das associações mais rica da região.

Às vezes quando estou com vontade de beber chá de musta – chá preto -, e ter uma boa conversa, vou visitar meu amigo Franklin usando o pretexto de negócios. Claro, prefiro a companhia de mulheres, mas existem certas coisas que não podem ser faladas na frente de uma mulher.

Falando em sobreviventes de Elba, Lady Nilly, uma bela mulher humana em seus 35 anos de idade, com uma ajudinha minha reabriu uma casa dos leilões. A princípio o negócio não foi bem, mas um homem misterioso leiloou itens de alto nível e eu comprei por uma vasta quantia de ouro, enriquecendo a casa de leilões.

Nem é preciso dizer que eu era o homem misterioso que leiloou esses itens. Não sou um homem de ajudar os outros, mas jamais deixaria uma mulher bonita em dificuldades.

(Magusgod: refrescando a memória dos leitores, Franklin Cásper aparece no capítulo 16, ajudando Lyam na compra de sua mansão e outros materiais. Lady Nilly aparece no capítulo 9.)

Havia outros sobreviventes que eu não citei. Em um momento mais oportuno vou falar deles.

Do lado de fora da cidade, era possível ver duas estufas de vidro aonde artificialmente era elevado a temperatura do ar, simulando o clima adequado para certo tipo de plantas cultivadas.

Não importava mais a época do ano. Agora era possível plantar até mesmo no inverno.

Nossos silos de comida estavam tão cheios, que foi possível exportar para outras cidades, vendendo e trocando por outros materiais necessários para minhas oficinas e instalações de pesquisa.

No coração da cidade, ficava meu palácio com suas altas torres e vastos jardinas com fontes elegantes.

Alba crescia a cada dia e sua população aumentava rapidamente. E meu poder também. Meu espírito estava nas alturas, havia recuperado 67% do meu poder. No ritmo atual, em breve recuperaria todo meu poder.

Eu também estava orgulhoso da cidade magnífica que eu criei.

Verifiquei o status do meu território.

Território de Alba
Proteção Divina: 【Deus Dragão Celestial Maior】
Governante: 【Duque Lyam Marwe Nótus Alba】
Fundos: 【10.268.548 milhões de moedas de ouro】
População: 【30.219 】 Fé: 【Deus das Seis Faces】
Reputação do Território: 【Ótimo】
Poder militar: 【459】
Desenvolvimento urbano: 【375】
Desenvolvimento tecnológico: 【850】
Desenvolvimento Cultural: 【220】
Economia: 【489】 Segurança: 【320】
Saneamento básico: 【320】

Todo desenvolvimento e mudança da cidade que levaria décadas, graças ao sistema de administração territorial, foi feito em poucos meses.

Um sistema incrivelmente conveniente se quer saber.

Alba era a joia brilhante do oeste. Brilhante demais, chamando atenção de pequenas potências próximas do meu ducado.

A notícia que a princesa Susana estava em Alba se espalhou rapidamente fazendo uma grande alvoroço no oeste. Os nobres menores que estavam sobre assédio dos senhores da guerra do oeste, não demorou para correr para Alba e jurar lealdade a princesa.

Para minha surpresa, não atacaram imediatamente. Houve algumas escaramuças nas fronteiras, mas nada que requeresse minha atenção. Entretanto eu não era tolo o suficiente para acreditar que ficariam quietos por muito tempo.

A princesa que e a chave para sentar-se no trono de Midgard, estava em uma cidade com um exército com menos de 3 mil homens – quatro mil se for contar com os recrutas -, os senhores da guerra do oeste eram como cobras, rastejando pelas sombras, preparando-se para dar o bote.

Estavam se preparando e fazendo alianças. Na pior das hipóteses, se todos reunir-se sob um só estandarte, reuniriam uma força de vinte mil homens. Não acreditava nessa possibilidade. Havia muitos senhores da guerra ávidos pela coroa e provavelmente estavam cautelosos demais para investir contra Alba, temendo um ataque pelas costas de outros senhores da guerra. O que explicava o fato de Alba não ter sido atacada por todo esses meses.

Felizmente. A hesitação dos senhores da guerra do oeste me deu tempo para me concentrar no desenvolvimento da cidade e na preparação das minhas forças. E agora que era inverno, garantia mais alguns meses de tranquilidade. Por quê, mover um exército em pleno inverno, era o mesmo que cometer suicídio.

O inverno em Aayós são rigorosos, regidos por intensas tempestades de neve que podem durar semanas até meses.

Tirando dos meus pensamentos. Atrás de mim, ouvi o farfalhar de passos. Não me virei para ver quem era. Conhecia bem demais aquele doce aroma de lírios, o som rítmico dos passos pelo tapete do quarto. A maciez dos braços brancos, que agora me envolvia em um abraço, junto com um grosso cobertor, protegendo nossos corpos do ar gélido.

“No que está pensando, Lyam?” perguntou Desy, sussurrando em meu ouvido, entorpecendo meus sentidos. Pressionando seu pequenos seios contra minhas costas.

“Em como os humanos foram reduzidos a tão poucos números” respondi distraidamente.”Se for contar seus números, no oeste, tem aproximadamente duzentos mil humanos na melhor das hipóteses.”

Desy ficou em silêncio por algum tempo, com seu abraço firme. Ser abraçado por alguém que ama era uma sensação indescritível. Ficamo lá, parados, vendo a neve cair.

“Poucos sobreviveram após a queda do sistema de Aayós” falou quebrando o silêncio.”Mesmo antes, os humanos eram poucos em Midgard. Lyam, não e fácil viver nesse mundo. Entre todos mundos que eu conheci, Aayós e o mais perigoso, com suas terras cheios de monstros e perigos ocultos.”

Sempre pensei nos humanos, como uma raça resistente, que pode prosperar nos tempos mais difíceis. Mas não era bem verdade. Aayós era um mundo duro. Cheio de monstros a espreita em suas vastas florestas intocadas de pinheiros altos, cordilheiras e suas cavernas profundas que levam até as profundezas da terra, e seus rios de águas profundas contendo perigos ocultos.

No meu ponto de vista. Aayós era um mundo agradável. Era agradável por que eu era forte. Tinha poder. Mas para alguém fraco, Aayó, era um mundo intimidador. Aonde aldeias podem desaparecer em uma única noite. Aonde os fracos são devorados pelos fortes.

“Lyam, você subestima demais esse mundo” falou com seriedade.”Mesmo para os deuses, Aayós, é um lugar perigoso. Existe demônios ancestrais, deidades, e outros seres antigos ocultos, observando nas sombras, adquirindo poder através do caos que envolve o mundo.”

Verdade seja dita. Eu subestimava Aayós. Sempre soube que não era o ser mais poderoso do mundo. Mas pensar assim me fazia sentir ansioso, por esse motivo era imprudente e idiota. Era minha forma de lidar com a situação.

“A princesa Susana” falei, mudando de assunto.”Parece ter algo especial em seu sangue. Algo que não consigo ver e nem analisar” fiz uma pausa. Organizei meu conhecimento sobre o primeiro do seis.”Talvez seja coincidência, mas ela tem o sobrenome Pendragon, o mesmo do deus rei Freyr. Pode ser que ela seja uma descendente?”

“Não é coincidência, ela é uma Pendragon, descendente de algum filho bastardo dos filhos do deus rei Freyer, por sua aparência, provavelmente vem da linhagem de Freya.”

“Freya?”

“Uma poderosa guerreira, amante de Freyr, e uma vaca nervosa que mataria qualquer um apenas por simplesmente está respirando em sua presença. Depois de Freyr, ela e a mais poderosa guerreira que conheço. E também a mais bela, perdendo apenas para a beleza da rainha Silvya.”

Minhas suspeitas sobre a descendência da princesa Susana foram confirmados. Ela carregava o sangue de um poderoso deus antigo. E de alguma forma, agora entendia o por que de sua personalidade ser tão terrível.

“Você, chegou a conhecer Freyr e os outros quatro deuses dimensionais?” perguntei.

“Entre todos os deuses, Freyr era o mais poderoso, honrado e benevolente. Amado e respeitado. Apesar de todo seu poder nunca chegou abusar dele, ou oprimir os fracos. Meus pai tem um profundo respeito por ele, os dois são bons amigos.”

Então Freyr era tudo que eu não era. Não gostei dele, odiava heróis, e Freyr parecia um aos meus olhos.

Se um dia eu o encontrar, vou chutar seu traseiro. Por que eu odeio heróis.

Mentira, provavelmente vou correr. Não quero enfrentar um bastardo que bateu de frente com Arthur e sobreviveu para contar a história. Mas no futuro, quando eu for mais forte, vou chutar a bunda desses dois deuses com complexo de herói.

“O restante não cheguei a conhecer, com exceção do deus cego. Apesar de meu pai o chamar de deus, ele não era um, era o que meu pai chamava de irregular. Não era o mais forte entre os seis, mais sem dúvidas era o mais perigoso. Uma cobra venenosa com planos dentro de planos. Ele vinha de um período de tempo, aonde a tecnologia da terra era bem avançada.”

“Qual é o nome dele?” perguntei com curiosidade. Meus instintos gritavam para ter cuidado especial com esse deus.

“Humm….Não consigo me lembrar de seu nome…” falou pausadamente, tentando lembrar do nome que fugia de sua mente.”Não consigo me lembrar, mas enfim, se um dia você o encontrar, não o faça como inimigo. Ele não é como meu pai, ou como Freyr, piedade e uma palavra que não existe em seu vocabulário. Ele também e extremamente vingativo. De certa forma, agora que eu penso, ele me lembra você em alguns aspectos.”

Eu havia gostado do deus cego.

Pela descrição dela, ele era parecido comigo. Talvez não fosse imprudente ou idiota como eu, mas parecia ser alguém que não perdoava e se vinga com extrema crueldade.

Com todos eventos repentinos, nunca cheguei a pensar muito sobre o assunto dos seis deuses dimensionais. Para ser sincero eu tinha até esquecido completamente deles após perder para Arthur, e dormir por cinco anos.

Pelo pouco que eu sei, todos os seis deuses vem de períodos diferente de tempo da terra. Parecia muito suspeito, era como se houvesse alguém fazendo isso de propósito.

A questão era qual era o propósito de tudo isso?

Eu tinha o estranho pressentimento que eu sabia o motivo.

Voltamos para dentro. Tivemos um tempo bom na cama antes de nos arrumar e descer até a soberba sala de jantar. Quebramos o desjejum junto com a princesa Susana e outras figuras nobres que estavam no palácio. Conversamos sobre negócios e os preparativos para o inverno.

hoje tinha mais nobres do que o normal por que eu mostraria o fruto dos avanços tecnológicos de Alba. Mostraria o poder que esmagaria os senhores da guerra dos oeste.

Quanto pensava na cara que fariam ao ver que eu criei, não pude deixar de sorrir.

*****

 

Saindo do palácio. Seguimos até as elegantes carruagens estacionadas na entrada. Seguimos até uma elegante carruagem de madeira escura, polida, esculpida e pintada com traços enredados. Ao lado da carruagem, um conjunto de servos vestidos de maneira impecável, todos usando trajes elegantes de mordomo do século XIX – o que tornou bastante popular entre os nobre de Alba. Era visto como falta de tato ter empregados vestidos a moda antiga.

Treinava alfaiates para produzir roupas inglesas do século XIX, era meu passatempo nos tempos vagos. Não somente roupas inglesas, mas também como kimonos e trajes chineses – havia criado um cosplayer de mahou shoujo para Desy….Hum….Como posso dizer, ver ela na cama como mahou shoujo era uma visão que iria fazer mortos se levantarem da tumba.

Hoje como vou tratar de negócio, estou vestindo o robe imperador das chamas sagradas e por cima o manto do imperador místico. Desy vestia um elegante Kimono escuro com uma noite estrelada, e uma faixa vermelha na cintura. Seu cabelo estava arrumado em um rabo de cavalo, presso por finas presilhas de rubi.

Já a princesa Susana usava um longo vestido azul royal com manga longa e a barra da saia cheio de babados. Seus pescoço era envolto por corrente de ouro, seu cabelo caia como uma cascada de ouro até sua cintura, envolvida por uma cinta escura enfeitado com ouro e prata.

Podia parecer que estávamos arrumados demais. Mas entre os nobres era bom senso se enfeitar como um pavão – descobri que fazia esse papel muito bem com as diversas roupas que eu usei em várias ocasiões.

Conforme aproximamos, eles se voltaram em nossa direção, e fizeram uma reverência. Ania, usando seu vestido de empregada do armamento demoníaco rabbit busty, estava lá, fazendo uma reverência formal.

Abriram a porta da carruagem, princesa Susana entrou primeiro, seguido por Desy e depois de mim e por último Ania. O interior da carruagem era ricamente enfeitado e os assentos acolchoados. Havia espaço suficiente para mais quatro pessoas adultas.

Cada nobre entrou em sua respectiva carruagem.

Os cavalos relincharam, e a carruagem se pôs em movimento. Passamos pelo portão oeste, laterais entalhados na forma de águias e as portas de madeira grossa reforçados com chapas de aço pesado. Meus cavaleiros seguiram em frente, abrindo caminhos pelas ruas do setor oeste. Pelo constante fluxo de carroças e cavalos no setor oeste, as ruas não estavam em boas condições, fazendo a carruagem dar alguns solavancos.

“Você não parece muito bem, princesa Susana” falei vendo seu rosto pálido.

“Os solavancos…Urg….Me deixam enjoada…” respondeu com certo esforço.

“Apenas não vomite na tapeçaria da minha carruagem. Se for vomitar, coloque a cabeça para o lado de fora,”

E foi o que ela vez minutos depois. Pelos resmungos furiosos, tinha certeza que o vômito acertou um pedestre distraído.

“Talvez eu deva colocar o conto da princesa porca que vomitou sobre um pobre plebeu no códice sagrado” falei com um sorriso zombeteiro.

Códice sagrado, era um livro que eu criei contendo contos e outras bobagens para meus sacerdotes falarem ao povo. Havia muitas passagens que eu havia tirado de diversas mitologias da terra. Também, havia vários códigos de condutas morais, quais eu não seguia nenhum, entre outras coisas para manter uma sociedade civilizada.

Os contos do códice sagrado era bastante popular com os plebeus.

Talvez eu devesse larga a vida difícil de um deus e me tornar um escritor.

“Quem é princesa porca? Seu bastardo…Urggg….!” gritou ela furiosa, com um novo solavanco, voltou a vomitar pela janela da carruagem.”….Nunca mais ando em uma carruagem!”

Continuei a provocando, esse era nosso flerte discreto, tinha certeza que no fundo ela gostava de mim. Em certos aspectos a princesa Susana era como a garota demônio Charlotte.

Porém decidi não aumentar o número de garotas ao meu harém.

Quase fui morto por Desy quando descobriu que eu e Ania nos tornamos amantes. Foi um momento difícil. Acreditem em mim, vocês nunca vão desejar ver ela com raiva.

A aura de uma senhora do submundo era muito assustador.

Só me pergunto por quanto tempo vou aguentar.

Eu era cercado de mulheres bonitas, por onde eu olhava havia mulheres bonitas, todas minhas empregadas eram bonitas. Sinceramente, eu estava tendo um tempo difícil. Eu e Desy, estamos em um bom momento em nossa relação, era uma mulher doce, quanto não estava tomada por ciúmes.

Se fossem belezas normais eu poderia resistir a tentação. Mas, a beleza da princesa Susana era enlouquecedor. Era do tipo de fazer homens ricos ficarem pobres para tê-la.

E eu estava tentado arriscar a fúria de Desy para ter a princesa Susana.

Não era somente uma questão de luxuria. Havia uma atração natural entre nós, qual eu não sabia definir em palavras. Em seus olhos verdes pálidos dela, às vezes eu podia ver que ela era tão afetada por essa estranha atração como eu era. Por esse motivo provocamos um ao outro, para distrair esse sentimento estranho.

Há momentos em que um home tem que arriscar. Porém esse não era um momento apropriado. Eu devia muito a Desy, e não arriscaria machucar seu coração.

Desy pousou sua mão sobre a minha e desenhou um meio sorriso. Apertei sua mão, sorri de volta. Dentro da carruagem, havia um clima denso pairando no ar. Ania e a princesa Susana tinham olhares estranhos.

Me lembrei do personagem de um anime, Makoto, e senti um arrepio na nuca.

(Magusgod:…Makoto personagem do anime School Days. Aqueles que já assistiram o anime vão entender a referência.)

Naquele momento estava rezando para deus, para mim mesmo, para chegar ao meu destino com segurança.

**********

 

A carruagem parou, a porta se abriu e o motorista se curvou.

“Chegamos, milordes.”

Ania deslizou pelo banco, descendo da carruagem. Princesa Susana e Desy saíram em seguida. Desci por último, ficando de frente para uma das entradas fortemente guardada por soldados de Alba. Ofereci meu braço a Desy, que aceitou de bom grato, seguimos em frente, guiando os nobres pela o chão coberto de neve até a entrada de uma das instalações que eu usava para criação de novas tecnologias.

Antes, todo esse local era uma série de armazéns abandonados. Investindo bastante ouro, como o sistema de administração territorial, transformei em uma metalúrgica. Trabalhando com diversos metais e na criação de novas ligas de metais. E seu papel mais importante: criação de novos mechas.

Desde que forjei o revólver espiritual Gungnir. Venho pensando em recriar os mecha nesse mundo. Infelizmente na época eu não tinha os recursos necessários e nem um local apropriado para a construção dos mecha.

Agora era diferente, eu tinha os recursos, locais e todo conhecimento em criação, forja, manipulação de metais e minerais especiais. A classe Universes Builder utilizando alquimia suprema, permite também a criação de formas de vidas artificiais, por exemplo: homúnculos.

Eu tinha os recursos e o conhecimento e recriaria os mecha tipo-titã. Entretanto meu ego de gênio falou alto na hora de recriar os mecha de Argus. Então pensei:eu era um deus, meu conhecimento sobre a criação era infinitamente superior comparado quando eu era um humano, e eu apenas usaria esse conhecimento para recriar os mecha tipo-titã?

Você por acaso é um idiota? Foi o que eu pensei de mim mesmo naquele momento.

Naquela loucura, foi como somar 1+1=2. Tudo se tornou claro e eu atingi um nível de consciência nível Buda!

Recriar os mechas tipo-titã não era o suficiente para mim. Precisava criar algo novo, algo que não existisse no mundo. Algo que fosse abalar o mundo e fazer meus inimigos molharem as calças enquanto correm gritando por suas mães.

Então naquele dia. Criei a arma suprema. Eu criei a própria morte.

Título adquirido: 【Overlord da Criação】!

Foi o título que recebi naquele dia após criar o que se tornaria o nêmesis de mundos.

Mufufufufufufufufufuf!

“Lyam, por que está sorrindo de forma tão assustadora?” perguntou Desy com suspeita.

“Nada, apenas me lembrei de algo bobo” menti. Mal podia esperar para ver a reação dela, quando ver minha criação suprema.”Agora vamos em frente, meu amor. Caros nobres, preparem seus corações para ver a arma que vai mudar o mundo!”

Com essas palavras entramos nas instalações.

Ouvindo meus passos ecoando pelo corredor, comecei assobiar enquanto lembrei de uma citação de Robert Oppenheimer, o criador da bomba atômica.

“Sabíamos que o mundo não mais seria o mesmo. Algumas pessoas riram, algumas pessoas choraram, a maioria ficou em silêncio. Recordei-me de uma passagem das escrituras hindus, o Bhagavad-Gita. Vishnu está a tentar persuadir Arjuna de que deve fazer o seu dever, e para o impressionar assume a sua forma de quatro braços e diz,“Eu tornei-me a Morte, o destruidor de mundos.” Suponho que todos nós pensamos isso, de uma maneira ou de outra.”

Desy disse uma vez, que seu pai tinha dito que era meu destino ser herói.

Eu vou provar que Arthur estava terrivelmente enganado.

Agora é minha vez de me tornar a morte, o destruidor de mundos, pensei enquanto assobiava alegremente.

Comentarios em HDUM arco 3: Capítulo 9

Categorias