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Reunião agitada! (1 Parte)

 

 

 

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Olá, eu sou Lhyana Marwe, filha da Duquesa Arian, e do lendário mago herói, Lyam Marwe. Não sou uma pessoa inteligente, não sou como meu nada adorável irmão mais novo – nascemos no mesmo dia, mas, fui a primeira a sair entre as pernas da minha mãe.

Como irmã mais velha tenho meu próprio orgulho, é o direito irrevogável de provoca-lo. Apesar de toda aquela posse séria e fria de Arius. No fundo ele é uma pessoa sensível que se preocupa com as pessoas ao seu redor.

Admito que tenho o maior prazer em provoca-lo, quebrar sua postura séria….Ah, como gosto, como gosto, talvez eu seja um pouco sádica nesse sentido.

Amigos do meu pai, primeiros membros da Ordem, falam que sou uma versão feminina do meu pai. Era um fato meio obvio, já que não tenho nada em comum com minha mãe. Eu a amo sem menor dúvida, mas, ela é muito séria, cheio de regras, sempre querendo colocar ordem em tudo.

Eu odeio tranquilidade, odeio ordem, amo a liberdade, o caos de uma batalha, é acima de tudo: apalpar seios.

Sim, seios, pequenos, médios, grandes, não importa, amo todos.

Apalpar seios é meu hobbie. Apesar disso, não jogo do time do outro lado, um dia vou casar. Mas o homem que casarei terá que superar meu pai, caso contrário serei uma eterna donzela virgem apalpadora de seios tehehehe.

Voltando ao assunto sobre família.

Além da minha mãe, meu pai tinha duas amantes oficiais – digo oficiais por quê minha mãe vive dizendo que papai era um mulherengo sem cura.

Entre elas, gostava da tia Lhachar, a mais poderosa guerreira de Argus.

Tia Lhachar, me ensinou tudo que eu sei sobre meu pai, sobre técnicas de combate, como apalpar seios.

Mentalmente, eu a chamo de instrutora Lhachar!

Seu filho, Abriel Marwe – sim independente de que mãe saímos recebemos o sobrenome Marwe -, era um ano mais novo do que eu. Mas, era muito forte para sua idade. Abriel nasceu com a linhagem do Demigod Dragão Celestial, transformando seus músculos, ossos, sangue e força como a de um dragão.

Entre meus irmãos, Abriel era o segundo mais forte, insano, um verdadeiro louco por batalhas.

Outra amante do meu pai, era minha mestra Anna.

Ela era um anjo em todos sentidos. Mestra Anna me ensinou a arte da lança e como manipular energia sagrada. Eu a respeito muito, por de uma simples garota fraca se tornar a segunda pessoa mais poderosa de Argus.

Mamãe, contou uma vez, que mesmo se ela e a tia Lhachar, lutasse contra mestra Anna, não poderia vencê-la.

Seu filho, Ílios Marwe, era forte.

Uma vez tivemos um duelo, venci, mas sinto que ele não lutou com força total. Ele é do tipo de cara irritante que esconde sua própria força – odeio esse tipo de personagem.

Enfim, eramos um bando de monstros em pele de humano. É após os eventos misteriosos, nossa força cresceu ao ser abençoado pelo Chaos Ruler, Ouroboros.

Quais são minhas habilidades? Linhagem sanguínea?

Por hora é um s-e-g-r-e-d-o!

Posso apenas dizer, que da geração jovem de Argus, não existe nada abaixo dos céus que possa me vencer.

Para nós, nossas linhagens sanguíneas evoluiu junto com algumas habilidades. Para outras pessoas receberam um aumento de força e evolução de habilidades.

Poucos foram abençoados, mas todos tinham em comum o fato de alguma forma estarem ligados ao meu pai.

Todos suspeitavam por essa razão, que Ouroboros era na verdade meu pai.

Eu cresci sem a presença de um pai, mas tive várias mães. Desde de pequena soube sobre os verdadeiros acontecimento sobre a batalha contra o Rei Demônio Ancestral.

Às vezes, quanto eu era uma criança, me agarrava a esperança de que um dia o conheceria. Que teríamos uma longa conversa de pai para filha, sobre experiência de batalhas. Às vezes sonhava, que nos dois pregar peças na mamãe, correndo pelo palácio, caçando garotas….Quero dizer, caçando poderosos monstros……

……Com o passar do tempo, me conformei com ideia que talvez eu nunca o conheça. Não o culpava, mas sim o ser que o jogou em um outro mundo, sem suas memórias, sem seus poderes. Não sabia quem era, ou o quê era, mas nunca o perdoarei do fundo do meu coração.

Mas, agora tudo era diferente. Havia esperanças de meu pai retornar.

Agora que uma breve introdução foi dada da minha maravilhosa pessoa, voltaremos para a história principal.

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Na sala de conferência da Divisão de Inteligência. Havia uma grande mesa circular, cristalina, com várias cadeiras luxuosas ao lado. Minha capitã estava sentado em uma das cadeiras, com um semblante sério, ponderando sobre o motivo do chamado. Eu, como subordinado, estava em pé atrás dela, com uma guarda costa.

Tio roc e outros capitães estavam presentes, cochichando uns com os outros, preocupados com a razão da convocação.

― Será que é por causa do evento da semana anterior?

―Não vejo outra razão para convocação.

―Será possível que ele esteja retornando para nosso mundo?

Atmosfera mudou completamente com a pergunta. Diversos capitães fizeram uma careta estranha, preocupada com a possibilidade do retorno do fundador da Ordem dos Argonautas.

Mesmo alguém idiota como eu, compreendia o que significaria para Argus o retorno do lendário mago herói. Seu retorno, sem dúvidas nenhuma chamaria atenção de todos reinos e impérios do leste do continente.

Atualmente Argus, vive em tensão com a possibilidade de guerra contra o Império Demoníaco. Não podemos dar o luxo de chamar atenção de outros Impérios e reinos. Seria como colocar um pedaço de carne suculenta na frente de lobos famintos.

Para ter a mente por trás de toda tecnologia atual, não hesitariam em usar todo seu poder para toma-lo.

―Se ele realmente retornar, será uma calamidade para o reino ―disse Roc com as duas mão sobre a cabeça. ―Instrutor Lyam, nunca foi uma pessoa que agia pela lógica. Droga. posso até´imaginar ele zombando de nós por não conseguir lidar com o Império Demoníaco!

Tio Roc parecia perturbado.

―Verdade! ―gritou outro capitão batendo na mesa com os punhos. ―Ele vai dizer:“vocês são fracos demais, vou aplicar um treinamento especial”. Posso até ver aquele maldito sorriso sádico! Não, não, vou passar novamente por aquele treinamento infernal!

Enquanto alguns gritavam, outros juntavam as mãos, rezando algo do tipo “não retorne, por favor”, repetindo a mesma palavra com um fervor surpreendente.

Era engraçado ver aqueles adultos crescidos, orgulhosos, com alta patente dentro da Ordem, ficarem tão assustados com a simples menção da possibilidade do retorno do meu pai.

Tia Lhachar me contou que os primeiros membros da Ordem não temiam nada, graças ao treinamento especial do meu pai.

Segundo tia Lhachar, os treinamentos do meu pai, era como um passeio pelos nove inferno.

A porta se abriu, Arius entrou na sala de conferência.

Estufando seu peito, levantou a mão direita em direção a cabeça, e gritou:

―Oficial superior na sala!

Sem exceção, todos se levantaram, em posição de sentido.

A Comandante da Divisão de Inteligência entrou na sala. Vestia um elegante uniforme militar azul royal, de abotoaduras de ouro e um broche de diamante na forma de uma estrela. De seus ombros pendiam uma capa do mais profundo preto.

Seus cabelos roxos estavam amarrado em um rabo de cavalo, emoldurando seu rosto de traços finos. Na testa, entre seus dois olhos vermelhos, havia uma joia escarlate e do seus cabelos se projetava chifres negros formando uma coroa.

Ao andar, balançava suas duas caudas pontudas com chamas azuis.

Era uma das amantes do meu pai, Charlotte Gwaed, Comandante da Divisão de Inteligência. Desde o desaparecimento do meu pai, dedicou todo seu tempo para cuidar da Ordem.

Nunca vi ela sorrindo, nem rindo, sempre com a mesma cara séria, carrancuda, como se tivesse toda sua felicidade tirada de si. Dizem algumas lendas, que ela sorria ao lado do meu pai, mas, eu não acredito.

Por quê há certos milagres que são impossíveis de se realizar – mesmo sendo meu pai.

Havia muitos contra o fato de um demônio, ter posição importante dentro da Ordem. No entanto, com sua força e o apoio de diversas figuras ilustres do reino, ela manteve o cargo de comandante.

―Descansar.

Todos presente voltaram a sentar, mas não relaxaram suas posturas. Era impossível relaxar diante sua aura dominadora.

A comandante sentou-se na cadeira luxuosa, olhou brevemente para todos presentes. Franziu com desagrado ao pousar seus olhos sobre mim. Ela me odiava, parte do motivo é por eu ser parecido com meu pai, outra parte e por ser a causa de inúmeras confusões dentro da ordem.

Ela falou com seus subordinados, instruindo ordens. Arius, como subordinado direto dela, ficou em pé ao seu lado, relatando diversos assuntos.

Minutos depois. ela falou:

―Reuni todos presentes, devido ao um assunto que requer máxima atenção da Ordem. Tudo que for falado dentro dessa sala, deve ser mantido em completo sigilo. Aquele que for pego vazando uma única palavra sobre o conteúdo dessa reunião, estará sujeito a medidas disciplinares, até ser exonerado de seu cargo com desonra.

Apesar de sua aparência jovem, comandante Charlotte tinha um ar ao seu redor que impunha respeito.

Ninguém falou uma única palavra, demonstrando sua seriedade e respeito.

―Nos últimos dias detectamos uma movimentação suspeita dentro da capital real. Nossa investigação concluiu, que uma única pessoa, vem comprando vastas quantidades de pedras mágicas, lingotes de vários tipos de metais diferentes. A quantidade gasta é o suficiente para esvaziar a tesouraria de um pequeno reino.

Não consegui compreender aonde a comandante queria chegar. Todos na sala de conferência parecia compartilhar a mesma dúvida.

―Por que tal assunto requer atenção da Ordem?

―A princípio não merecia atenção da Ordem, mas, as vastas quantidades de dinheiro gasto não podia ser ignorado.

A comandante acenou com a mão, seu Solis surgiu, projetando um mapa tridimensional completo da capital real sobre a mesa. Ela acenou novamente, expandindo o setor comercial da cidade, destacando em vermelho e azul vários edifícios comerciais.

―Como todos devem estar cientes, Associação Comercial tem posse de 45% dos edifícios do setor oeste. Os pontos em vermelhos são os edifícios pertencentes a Associação Comercial. Agora olhem bem para a projeção, notaram algo estranho?

Associação comercial era uma grande organização comercial fundada por cinco grandes magnatas, conhecidos como “dedos de ouro”. Estavam presentes em todos reinos e Impérios civilizados do leste do continente.

liga dos Aventureiros, Banco Nine Gold, e o Grêmio Mercenário Iron Blood eram ramos da Associação Comercial.

Seu poder, influência e fundos não era algo para ser levado de ânimo leve. Alguns reinos caíram do dia para noite, por terem ameaçado Associação Comercial.

Não era uma pessoa inteligente, mas sabia do básico. No entanto, não conseguia ver nada de estranho na projeção além dos edifícios destacado em azul.

Minha pequena linda capitã estreitou seus olhos, e falou:

―De acordo com meus cálculos, os prédios destacados em vermelho pertencente a Associação Comercial. Não ultrapassa 25%, e os prédios destacado em azul marcam 20%……Espera pode ser….

―Sim ― meneou com a cabeça. ―Como deve estar pensando, os prédios destacados em azul eram originalmente da Associação Comercial. Foram comprados, pela mesma pessoa que andou comprando vastas quantidades de materiais.

Discussões se levantaram entre os membros da Ordem.

―Comandante, pode ser que seja uma dos dedos de ouro?

―Não ―respondeu. ―De acordo com as informações obtidas através de funcionários da Associação Comercial. Seu nome e Lucius Einloflt, nobre de um reino próximo as muralhas de Kan Demir. Devido a uma perseguição religiosa, fugiu com sua família para Argus.

As muralhas de Kan Demir se estende por todo leste do continente, isolando o leste do restante do continente. De acordo com as lendas, a muralha foi erguida durante a quinta Era pelos povos antigos.

Da região de Kan Demir até Argus, de carruagem, levaria no minimo dois anos de viagem. Sem contar os inúmeros perigos que enfrentaria durante tal jornada.

Claro, usando magia espacial seria uma história diferente.

―Lucius, provavelmente é um nome falso, assim como toda história. Mas, o que me levou a reunir todos presentes não tem nada haver com sua vasta riqueza ― comandante fez outro gesto, surgindo a imagem de uma pessoas vestindo luxuosos trajes aristocráticos. Ao redor de seu rosto havia uma névoa tornando impossível ver sua verdadeira aparência. ―As imagens são de Lucius ― diversas imagens surgiram com a mesma pessoa, em todas imagens seu rosto era envolto por névoa. ―Em todas imagens registradas pelos Solis, seu rosto está encoberto por uma névoa. Os agente que o investigaram, viu seu rosto, mas não conseguem descrever, como se o rosto dele tivesse sido apagado de suas memorias.

A reunião mal havia começado, eu estava quase adormecendo. Comandante Charlotte, fez uma longa e entediante explicação cheio de dados e projeções para dizer que o tal Lucius estava armando algo bem suspeito em um dos armazém comprados por ele.

―Uma quantidade anormal de poder mágico está sendo emitido por um de seus armazém. Capitã Erika, você e seus cavaleiros mágicos da Divisão Especial vão atacar o armazém e prender Lucius. Os demais esquadrão da cavalaria mágica blindada, ficaram apostos ao redor da capital por segurança….

A comandante foi dando ordens. Enquanto, eu, gradualmente fui adormecendo. Não me importava com os planos. No fim vou agir com meus instintos e esmagar tudo que entrar no meu caminho.

Com esses pensamentos, estava começando adormecer, até que as coisas começaram a ficar interessantes.

Meus instintos me despertaram. Havia algo fora do normal dentro da sala. Ao perceber a fonte, materializei minha lança e atirei em direção ao Capitão Roc.

―Hiiiiii!!!!

Soltando um grito nada masculino, ele gritou, acreditando que minha lança espetaria sua cabeça velha. Mas, ao invés disso, passou poucos centímetros acima de seu cabelo, voando em direção de sua sombra.

Antes que atingisse, algo saiu de sua sombra, manejando duas adagas com uma destreza excepcional.

Aparou o golpe da lança, com um super salto, deu uma cambalhota, pousando suavemente sobre a mesa de reunião.

Pelos simples fato de conseguir aparar o ataque de minha lança, sem sua arma quebrar foi o suficiente para me impressionar. O que me deixou boquiaberta foi o fato dela aparar o golpe da minha lança sem ser jogada para trás.

Apesar do movimento casual, eu havia colocando bastante força no golpe. Qualquer pessoa comum seria jogado para trás, sem dizer que teria todos ossos do corpo quebrado na melhor das hipóteses.

Que tipo de força essa pessoa tem?

Todos se tornaram tensos com os súbitos acontecimentos.

Eu sorria ferozmente, por quê o inimigo era uma mulher, vestindo de empregada e tinha seios grandes.

―Você é minha coelha peituda!

Gritei, saltando para cima dela, iniciando uma batalha.

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