Kuork

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Reunião Agitada! (2 Parte Final)

 

 

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Sobre a mesa de reunião estava o inimigo.

Rosto escondido por uma máscara de um coelho de três olhos, sorrindo diabolicamente. Seus grandes seios empurrava até o limite a parte superior do elegante uniforme de empregada. Suas mãos envolto por uma luva escura, segurava adagas mortais.

Ela exalava uma pressão sufocante de uma matadora natural. Meus instintos gritavam que se eu tirasse meus olhos dela por um segundo, acabaria morta sem saber o por quê.

Ignorando os capitães em pânico. Saltei para cima da mesa, avancei para cima da empregada coelho. Poucos metros dela, parei, girando meu pulso, disparando uma poderosa estocada com a lança.

―Muito lento.

Disse a voz abafada pela máscara.

Tudo aconteceu em um único instante. Ela saltou para frente, suavemente, mas, rápida como o vento. Deu um passo para o lado evitando a estocada. Continuou avançando, pronta para ceifar minha vida.

Brandi a lança, fazendo uma varredura horizontal. Para evitar o golpe, ela soltou e para minha surpresa, andou pelo ar por alguns segundos, até cair sobre mim.

Em um piscar de olhos, trocamos centenas de golpes, fazendo o som de metal batendo contra metal ecoar por toda sala de conferência.

Ao mesmo tempo, pulamos para trás, afastando-se.

Após toda troca de golpes, estava sentido minhas mãos dormente.

A empregada coelha não só tinha uma agilidade desumana, sua força era surreal, não combinando com seus braços delgados.

―Nada mal.

Foi a segunda vez que ela havia falado.

Então, ela semi-agachou, adotando uma posição de combate. Nos entreolhamos, analisando o movimento uma da outra, então chutou a mesa, disparando como uma flecha, encurtando a distância entre nos duas. Suas duas mãos se moveram como um chicote impiedoso, criando várias pós-imagens de adagas cortante.

Seu ataque era muito rápido.

Não conseguiria bloquear seus golpes apenas com a lança.

―「Escudo Real」!

Canalizando magia sagrada através da lança, conjurei um poderoso feitiço sagrado. Diante mim surgiu um circulo mágico circular, com dezenas de caracteres sagrados emitindo uma aura majestosa.

Diante aquele escudo, nem mil lanças poderia quebra-lo.

Como esperado, 「Escudo Real」, bloqueou completamente seu ataque.

―Em uma batalha, tirar os olhos do inimigo, mesmo que seja por um segundo é uma grande erro.

Virei minha cabeça em direção a sua voz, para pegar o deslumbre dela saindo da minha sombra. Ela estava poucos centímetros de distância, girou seu quadril desferindo um pontapé.

Virei meu corpo, na tentativa de acertá-la com um golpe, mas, ela era rápida demais. Senti a sola do seu tamanco afundando em meu estômago. Como uma flecha, fui lançada com violência contra a parede do salão de conferência.

Eu havia sido lançada com tanta força, que a parede quebrou, cai no corredor. Minha visão ficou turva, arquejava de dor. O poder por trás desse golpe faz os socos do meu meio-irmão Abriel parecer brincadeira de criança.

Quanto consegui me recuperar.

O som de metal batendo contra metal escoava por toda sala de conferência. A coelha empregada se movia como um fantasma, combatendo todos capitães, aparando todos golpes e contra atacando com o punho de sua adaga e pontapés, nocauteando-os.

Não havia passado nem um minuto, metade das pessoas presente já havia sido nocauteado.

Não poderia ser ajudado. Não que eles sejam fracos. O inimigo que era forte demais. Não só era forte, mas era rápido e com uma destreza que superava tudo que eu já vi. Naquele espaço fechado estávamos com uma tremenda desvantagem, já que não poderíamos lutar com todas nossas forças sem ferir nossos aliados e destruir o edifício.

―Ela é forte demais.

Murmurei para mim mesmo.

―Verdade, não é?

Respondeu um jovem alto de cabelos compridos, loiros, amarrado com uma fita de seda. Quanto nossos olhos se encontraram, percebi que temos os mesmos olhos azul claro, como uma lagoa cristalina.

Ele sorria para mim.

Um sorriso cheio de charme e mistério.

 

 

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O jovem que aparentava ter entre 15 e 17 anos de idade. Dava a impressão de ser muito confiante, é pelas roupas que vestia, suspeitei que fosse muito vaidoso. Ele estava vestindo de forma impecável, um elegante terno aristocrático, preto, de abotoadura de ouro. Abaixo do terno, vestia uma camiseta da tonalidade mais profundo de vermelho.

Não se podia ver um único amassado em sua roupa.

Essendeu sua mão em minha direção, coberta por uma luva branca, oferecendo ajuda.

Sem pensar muito, segurei sua mão e me levantei.

Nossos olhos se encontraram novamente. Olhos azuis-claro iguais ao meu. Eram os olhos de um predador, de alguém que ama o caos. Olhar em seus olhos, era como olhar para mim mesma.

Por algum motivo, senti vontade de chorar, meu coração apertou.

Uma sensação estranha….

Como se tivesse acabado de acordar de um sonho, voltei aos meus sentidos.

―Quem é você?

―Oh, me perdoe! ―disse ele enrolando seus lábios em um sorriso travesso. ―Eu me chamo Lucius Einloflt. Prazer em conhecê-la!

Ao ouvir seu nome congelei no lugar. Eu estava diante da pessoa que estava sendo investigado pela Ordem. Apertei firme o cabo da lança, pronta para brandir a qualquer momento.

―Não precisa ficar com medo. Vim apenas fazer uma visita a sua comandante ―falou com um sorriso cheio de amor. Sem dizer mais nada entrou na sala de conferência. ―Ania, foi o suficiente. Pode se retirar.

―Como ordenar, meu senhor!

Fazendo uma reverência respeitosa, ela se retirou da sala de conferência, desaparecendo entre as sombras.

Todos olhos caíram sobre ele.

Metade dos capitães estava caído no chão, gemendo de dor. Outra metade estava paralisado em seus lugares, como um sapo diante uma cobra.

―Vejo que se tornaram um bando de preguiçosos nesse meio tempo. Vejo, que é necessário um novo treinamento.

Em seus lábios havia um sorriso que não era um sorriso.

Não houve resposta, todos estavam sem palavras, olhando boquiabertos para o jovem Lucius Einloflt.

Em seus olhos havia medo, espanto, descrença até um certo traço de alegria.

―Impossível……

A comandante Charlotte Gwaed quebrou o silêncio com palavras cheio de descrença. Ela encarava o jovem Lucius, como se estivesse vendo um fantasma.

Lucius, caminhou até a comandante. Essendeu sua mão, acariciando suavemente o rosto da comandante.

―Já faz um tempo, garota demônio ―disse gentilmente.

Eu já podia ver a comandante trucidando esse jovem convencido. Sempre houve um nobre o outro, que tentava corteja-la. Todos eram impiedosamente afastados pela comandante. Ela era famosa por sua beleza, é também por ser um rosa cheia de espinhos.

Mas, contrariando todas minhas expectativas, ela não o trucidou e acariciou a mão dele.

Lágrimas escorriam sem parar por seu rosto.

―Quem você está chamando de garota demônio? ― respondeu em meios as lágrimas. ―Meu…Nome é Charlotte! idiota!

A comandante que sempre foi severa com todos, agora chorava feito uma criança.

Eu já não sabia mais o que estava acontecendo.

―O que você está fazendo com a comandante?! ―rugiu Arius.

Materializou sua espada, desferindo um golpe rápido visando a mão do jovem Lucius. O golpe rasgou o ar, sibilando ameaçadoramente. A lâmina da espada estava coberta por um tênue brilho azulado, deixando claro que foi reforçado magicamente.

Um golpe da espada de Arius seria mais do que o suficiente para cortar a mais resistente couraça. Reforçando magicamente sua lâmina, poderia cortar aço como se fosse um pedaço de papel.

Lucius, sorrindo amavelmente não fez nada.

A espada seguiu seu trajeto, como esperado, a lâmina atingiu o braço de Lucius. Mas, a cena que aconteceu depois superou todas nossas expectativas. Ao invés da lâmina cortar seu braço, não aguentando o impacto, a lâmina se estilhaçou em vários pedaços.

Não havia um arranhão se quer, até sua roupa estava intacta!

―Nada mal ―elogiou. ―Você é bastante hábil na arte da espada mágica, mas, se quiser fazer um arranhão em mim. Primeiro vai precisar transcender sua mortalidade, depois, conseguir uma boa arma astral. Mesmo se cumprir esses dois requisitos, suas chances de conseguir causar um único arranhão, subiria de 0% para 2%.

Ainda segurando o cabo da espada quebrada, suas mãos tremeram. Arius era muito orgulhoso de sua espada. Ver sua espada quebrar tão facilmente, deve ter sido um grande choque para ele.

―Não se preocupe, depois vou te arranjar uma boa espada! ―disse energeticamente, piscando para ele. ―Para você também ―olhou para mim. ―Com essa lança, você não pode usar todo seu poder. Para exercer todo seu potencial irá precisar de uma arma classe Divina para cima.

Arma classe Divina?

Ele está zombando de mim?

Mesmo em Argus, a mais poderosa arma que eu já vi foi uma espada de duas mãos, criada por meu pai para tia Lhachar. Havia também alabarda sagrada da mamãe, conhecida como Ein Brwydr. E a lança da fé da mestra Anna.

Eram todas poderosas armas classe Sagrado.

―Não precisa pensar muito ―disse ele. ―Apenas deixe tudo para mim! ―deu uma piscadela para mim. ―Lhyana, Arius, tenho uma coisa para contar para vocês.

Ele respirou fundo, com um olhar complicado, falou:

―Na verdade, não me chamo Lucius Einloflt. Meu nome real é Lyam Marwe.

Minha mente ficou em branco. Não conseguia processar suas últimas palavras, Arius estava igualmente desnorteado.

Ele caminhou até mim, estendendo os braços, como se estivesse pedindo para ser abraçado.

Com uma voz embaçado de emoções, falou:

―Eu sou seu pai.

Essa última palavra foi como uma bomba.

Não conseguia acreditar, que alguém que parecia ser mais novo do que Arius, fosse realmente meu pai. Desconfiava por sua aparência semelhante a minha, que fosse um filho bastardo do meu pai.

Meus olhos pousaram sobre a comandante.

―Sinto muito ―disse ela num tom de compaixão. ―Esse idiota, realmente é seu pai.

Voltei meus olhos para ele, que continuava com os braços aberto.

―P-pai….Você é meu pai?

Sem perceber, lágrimas escorreram por meu rosto.

Sempre sonhei em encontrar com meu pai.

―Sim ―respondeu. ―Agora, venha para o lado da força sombria kakaka!

Soltei a lança, corri para os braços do meu pai.

―Papai….Papai…Papai….

Gritava enquanto abraçava ele com força, chorando como uma criança.

―Venha para o lado da força sombria jovem padawan, quero dizer filho ―disse para Arius, enquanto ria e chorava ao mesmo tempo. ―O que foi? Por quê está parado chorando sozinho? Não seja tímido! Céus, você é igualzinho a Arian!

Com passos vacilantes, Arius se aproximou do papai. Sem dizer nada, abraçou-o, chorando silenciosamente.

―Você realmente meu pai? ―perguntava Arius emocionado. ―Onde você esteve todo esse tempo, pai?

―Sinto muito ―respondeu sorrindo amargamente. ―Muitas coisas aconteceram, eu só pude retornar recentemente. Precisamos conversar, quero sabe tudo que aconteceu com vocês em minha ausência.

Ficamos abraçado, por várias horas, chorando, dizendo tudo que passamos durante sua ausência.

Meu pai era um pouco estranho, mais era um cara divertido, é como a mamãe vivia dizendo: um mulherengo sem cura.

Naquele dia nós encontramos pela primeira vez com nosso pai.

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