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A Guerra no Fronte Leste! (2 Parte Final)

 

 

Ponto de Vista Lhyana

 

 
O céu era cortado por bolas de fogo escaldante, pousando no campo inimigo, explodindo, incinerando dezenas de soldados inimigos. Na trincheira, soldados do exército de Argus, equipados com armas de fogo disparavam saraivadas de balas contra o avanço da horda demoníaca.

A terra tremia com cada passo dos cavaleiros blindados da divisão da cavalaria mecanizada, se chocando contra os gigantes ciclopes, equipados com armadura pesada e manejando clavas de ferro poderosas.

Sons trovejantes, resultante de suas trocas de golpes, retumbava pelo campo de batalha.

Navios mágicos de ambos lados desciam dos céus, desembarcando novas tropas. Enquanto os monstruosos leviatã se emparelhavam nas alturas sob o campo de batalha, eram como duas montanhas de metal lutando, disparando seus ganhões um contra o outro, provocando som de explosões poderosas.

Apesar da desvantagem numérica esmagadora, nossas forças resistiam bravamente por estarem melhores equipados

― Então é assim que será as guerras da nova era? ― murmurou minha querida capitã Erika, atordoada pela grande escala do conflito.

― A era das espadas e dos cavaleiros acabaram! ― anunciou tio Roc, capitão do 5º esquadrão da divisão da cavalaria mecanizada. Ao seu lado seguia membros de seu esquadrão e oficiais da divisão de apoio logístico. ― Estamos em uma era em que lutaremos a distância, com armas de fogo, matando uns aos outros sem se quer ver seu rosto.

― Acredito que esse conflito será o primeiro de muitos que virão a seguir ― eu disse, enquanto seguíamos em frente, deixando para trás todo conflito. Eu e os membros da 1º tropa da divisão especial estamos em missão, escoltando-os até o ponto de encontro. ― Meu pai disse que não importa que reino, raça, século ou motivação. Se lutam com espadas ou pedaços de pau, nada disso importa ― fiz uma pausa, tentando lembrar das palavras de meu pai. ― Por que a guerra nunca muda.

The war never changes, foi o que meu pai havia dito especificamente. Quando havia perguntado o significado dessas palavras, ele havia dito que era uma língua antiga de outro mundo. Traduzindo para nosso idioma: a guerra nunca muda.

Por algum motivo aquelas palavras soavam muito bem.

Seguimos em frente, subindo uma colina e depois cruzando um riacho, passando por um vilarejo abandonado. Mesmo a uma boa distância do fronte leste, o sons trovejantes da batalha ainda eram bem claros.

― Não importa a causa ou motivação, guerra é uma coisa maligna e quem paga o preço mais amargo sempre são os mais fracos ― disse tia Eda capitã 4º esquadrão. ― Me pergunto quanto sangue será derramado até o fim desse conflito?

Para essa pergunta não havia resposta.

Eu só pensava:lá vem ela com todo esse papo sentimental.

Tia Eda, para uma piloto de cavaleiro blindado era “boazinha” demais. Sinceramente falando ela era mole. Guerra é guerra, nosso dever é matar. Para que ficar toda sentimental pensando em questões que fogem de nosso dever?

Meu pai havia falado que pessoas como Tia Eda eram loucas – sem cérebro -, ou hipócritas. Me lembro que quando o leste foi invadido algum idiota amante da paz falou em abaixar as armas e ir para a mesa de negociações com o império demoníaco.

Quando eu ouvi isso eu respondi chocada: hã? Os desgraçados chifrudos entram em nosso território queimando e escravizando nosso povo e você quer negociar? Abaixar as armas? P**ra você tem esterco de cavalo no lugar do cérebro?!

Meu pai falou que as pessoas “amantes de paz” são as que vivem longe do perigo, ou acreditam que a situação atual não diz respeito. Ele citou um lugar que ele viajou em outro mundo. Um lugar sem guerra, mas de de grande violência e corrupção.

Eu havia perguntado por que não enforcava os desgraçados, mas parece que havia algo como “direitos humanos” que deixava os civis inocentes nas mãos dos bandidos. Ao ouvi uma explicação mais detalhada fiquei chocada com o tipo de lógica perturbada daquele lugar. É também pela falta de bolas das autoridades daquele país.

Bandido era bandido e o que mereciam era a forca – Quem diz o contrário é um amante da paz que vive longe da violência, ou simplesmente tem esterco de cavalo no lugar do cérebro.

Enfim esses são meus sinceros pensamentos.

Vários minutos depois chegamos ao ponto de encontro – uma vasta planície de vegetação rasteira, desolado, longe das rotas usado por viajantes.

― O que fazemos?

― Aguardamos como o combinado.

Me agachei, encarando o céu cinzento que ameaça chover a qualquer momento. Movi a mão pegando o pingente de ouro ao redor do meu pescoço com a cabeça de um leão rosnando.

Não pude evitar de sorrir.

Esse era um presente de meu querido pai – Armamento Divino, Priestess of the God Skhmet.

Normalmente uma garota da minha idade gostaria de receber vestidinhos, joias caras entre outras frescuras. Mas, o que eu mais amava eram armas. É meu pai me deu o melhor presente do que eu poderia esperar: um armamento divino.

Uma arma poderosa que existe no outro mundo.

― Ouvi boatos que seu pai, lorde supremo, estava planejando em equipar cada membro da ordem com um armamento nível fantasma ― disse minha adorada capitã, aproximando-se. ― A criatividade de seu pai para desenvolver novas armas sempre me surpreende. Ele cria cada nova arma como estivesse pintando um deslumbrante quadro.

Apesar de meu pai não ser oficialmente o comandante supremo da ordem, aqueles do alto escalão estavam cientes que meu pai estava controlando das sombras a Ordem dos Argonautas.

― Se eu conheço bem o lorde supremo ― disse tio Roc olhando para o horizonte. ― Ele realmente vai armar toda ordem com armamentos nível fantasma. Posso ir além disso e afirmar que após a guerra contra o império demoníaco, ele vai reestruturar toda Ordem dos Argonautas.

― Por que você acredita nisso, tio Roc?

Ele ficou em silêncio por um bom tempo, antes de responder:

― Quando eramos seus alunos, ele nos treinou como magos e militarmente. Depois nos armou, treinou para sermos pilotos dos primeiros cavaleiros blindados e finalmente, durante a revolta do Duque Barion ele fundou a Ordem dos Argonautas. Apesar das circunstancias ser diferente, ele tem o mesmo sorriso nos lábios daquela época.

Agora que paro para pensar, tudo que tio Roc falou faz sentido. Antes de ser designada para lutar no fronte leste, meu pai andava bastante ocupado em seu projeto misterioso na capital.

Ficamos em silêncio, imerso em nossos próprios pensamentos. Minha adora capitã ergueu-se e começou a gritar ordens, colocando os membros da 1º tropa da divisão especial para fazer rondas no local.

De repente, toda planície foi preenchido por um som vibrante baixo, seguido pelo som de rasgar seda e crepitação de energia. Levantei a cabeça, olhando para o céu, vendo uma cena de tirar o fôlego.

No meio do ar surgiu uma fenda escura, como se fosse dividido por uma lâmina invisível, expandindo-se em um gigantesco círculo oval. De onde surgiu voando três imensos cavaleiros blindados humanoides. Eram maiores do que um cavaleiro blindado comum. Seus corpos eram revestido por uma blindagem em forma de escamas. Suas cabeças lembravam ao de um dragão feroz e seus longos chifres de um demônio. Sob suas cabeças flutuava uma auréola de luz prismáticos e de suas costas estendiam deslumbrantes asas de energia.

Seguravam em suas mãos, lanças prateadas que emitia uma luz aterradora, como se pudessem trazer fim a todas coisas vivas do mundo.

Não eram meros cavaleiros blindados.

Eram os arautos da destruição.

― Então meu pai mandou meus meio-irmãos como reforços!

― Você os conhece? ― perguntou minha capitã, surpresa.

Todos me olhavam, aguardando por uma resposta.

― Sim ― respondi. ― Eu os vi uma vez em um dos armazém do meu pai. São um novo tipo de cavaleiros blindados que ele desenvolveu. São chamado de Cavaleiros Mecanizados Biônicos tipo Antideuses, Asuras. São muitos mais fortes do que um cavaleiro blindado e, de acordo com meu pai, eles podem passar por transformações.

― Transformações?

Em resposta eu dei de ombros. Eu também não sabia o que significa essas “transformações”, mas tenho certeza que deve ser algo bastante impressionante.

― Parece que o instrutor mandou reforços pesados além dos novos tipos de cavaleiros blindados prometido! ― disse tio Roc olhando a série de plataformas flutuante, atrás dos Asura, carregando tropas e novos tipos de cavaleiros blindados.

As novas tropas eram pessoas altas, quase atingindo 2 metros de altura, equipados com um traje branco em forma de escamas. Em suas cabeças havia um capacete com visor de cristal. Usavam mantos preto bordado com sete raios cruzados sob um resplandecente sol dourado.

Seguravam majestosas alabardas exalando uma aura de nitidez afiada.

Eram uma nova tropa que nunca havia visto antes.

Os três imensos e aterrorizantes Asuras pousaram no solo, levantando poeira para o alto e fazendo a terra chocalhar. O Azura de blindagem prateado com adornos dourado em forma de raios deu um passo em frente e as asas e auréola de relâmpago despareceu.

― Eu sou Júpiter, Mão Direita de Deus! ― anunciou o Asura prateado com uma voz de trovão. ― Nosso pai, Lorde Supremo Apollo, nos mandou com a missão de exterminar a horda demoníaca. Então, seus vermes indignos, sejam gratos do fundo de seus corações pela benevolência de nosso grande pai!

As tropas nas plataformas saltaram, pousando com destreza no solo. Marcharam com passos rítmicos até pararem atrás dos três Asuras.

Confesso que fiquei impressionada por sua formação e disciplina impecável.

― Essa é a Divisão Olimpo! ― apresentou Pandora, pilotando o Asura de blindagem escura como obsidiana, suas asas e auréola pareciam um pedaço do céu estrelado. ― Eles respondem diretamente nosso pai. Nos ajudaram na luta contra a horda demoníaca. É vocês irão reorganizar a linha de frente e recuar!

― Recuar? ― perguntou tio Roc perplexo.

― Ordens de nosso pai ― disse Pandora sem dar explicações. ― Vamos parar o avanço da horda demoníaca, enquanto a divisão da cavalaria mecanizada irá ajudar no recuo do exército. Obedeçam sem perguntas….Ou fiquem e morram.

Sem dizer mais nenhuma palavras os três Asuras condensou novamente suas asas e auréola de energia, dispararam para o céu, voando em direção ao campo de batalha. Os mais de três mil membros da Divisão Olimpo dispararam em frente, como uma flecha disparada de um arco, correndo em alta velocidade até o fronte leste, deixando um rastro de poeira para trás.

― Parece que o império demoníaco está preste a encontrar com uma calamidade! ― exclamou tio Roc com um sorriso aliviado.

De repente sua expressão causal foi substituída por seriedade, enquanto ele elevou sua voz como um verdadeiro soldado, emitindo ordens para todos presentes. Os pilotos do esquadrão do tio Roc e tia Eda entraram nos novos modelos, iniciando a marcha de volta ao fronte leste.

Do início ao fim eu não fiz nada, além do meu dever de fazer escolta.

Pode se dizer que eu estava apenas passeando ao invés de estar atolada no inferno do fronte leste.

Após cumprimos com todos deveres, retornamos para o campo de batalha ajudando no recuo do exército.

Mal poderíamos imaginar o terror que os Asuras liberariam no fronte leste.


Magusgod: Demorou para sair esse novo capítulo de história de um mago, mas aqui está. Não sei quando voltarei escrever Histórias de um mago, por que dependo de inspiração e tempo, é ultimamente não tenho muito dos dois kk De todo modo assim que puder postarei novos capítulos de histórias de um mago.

Vou deixar uma imagem abaixo de reverência de como imagino a personagem Lhyana.

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