Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Retirada do Fronte Leste!

 

 

 

No módulo de controle do Asura-002, Júpiter controlava o poderoso Cavaleiro Mecanizado Biônico tipo Antideus, Asura. Voando pelo céus, através do módulo do controle, podia sentir as correntes de ar passando pela blindagem. Na tela via os status do cavaleiro mecanizado de suas irmãs e toda batalha que acontecia lá baixo.

Um momento atrás os soldados demoníacos do império avançavam, empurrando para trás o exército de Argus. Mas, quando a Divisão Olimpo entrou no campo de batalha, foram como uma faca quente cortando manteiga – adentraram o campo de batalha cortando tudo pela frente. Nem mesmos os gigantescos Ciclopes, equipados com seus robustos corpos e resistente armaduras pesadas, conseguia deter seu avanço.

Flechas. Lâminas afiadas. Magias ofensivas. Nenhuma arma inimiga tinha poder suficiente para danificar seus trajes. Eram como deuses da guerra, invencíveis, movendo-se com a sincronia de uma alcateia, cortando tudo com a lâmina afiada de suas majestosas alabardas.

Um único golpe era suficiente para dizimar toda uma tropa, deixando para trás um rastro de cadáveres desmembrados.

― Olimpianos ― disse Júpiter com orgulho indisfarçada. ― Mais uma prova da grandiosidade de nosso pai. Aqueles que se nomeiam “deuses” e vivem nos planos elevados, devem estar envergonhados de si mesmo. Por que nenhuma de suas criações pode se comparar, em termos de força e grandiosidade, com as criações de nosso pai!

No canto da tela do módulo de controle havia duas pequenas janelas com imagens dos módulos de controle de suas irmãs, Pandora e Héstia.

― Irmão, tentar comparar esses vermes inferiores, que vivem e morrem na lama, com os Olimpianos é um erro por si mesmo! ― censurou Pandora num tom cheio de arrogância.

―….E-eu acho que não devemos ser muito arrogantes…― murmurou Héstia timidamente.

― Fracos são fracos e fortes são fortes! ― declarou Júpiter. Seu rosto era resoluto. ― É nosso direito sermos orgulhosos, como aqueles que estão acima da criação. Héstia, como nossa irmã, filha de nosso grandioso pai, fraquezas não são permitidas! Entendeu?

―S-sim! ― gritou Héstia.

Conforme avançavam o campo inimigo, Júpiter como líder provisório, ordenou cada uma de suas irmãs cumprir uma missão diferente. Pandora ficaria responsável por ajudar na retirada das naves aliadas e no processo destruir o máximo de nave inimigas. Héstia ajudaria na retirada das tropas terrestres.

A missão de Júpiter era ser a vanguarda da divisão olimpo e causar o máximo de danos possíveis na horda demoníaca – apesar dos Asuras serem cavaleiros mecanizados poderosos, podendo rivalizar com o poder de deuses falsos, ele ainda era somente uma pessoa contra milhares. Havia um limite para o que poderia fazer. Sem dizer que não era a vontade de seu pai a destruição total do exército imperial.

Júpiter desceu do céu, pousando no campo de batalha.

O Chão tremeu violentamente, uma coluna de poeira subiu para o alto. Tropas inimigas que estavam próxima, havia sido esmagado. Ao redor do Asura-002 criou um campo de defesa eletromagnético, protegendo-o das rochas disparada pelas catapultas e balistas que bombardeavam uma saraivada de flechas de aço com quase 3 metros de comprimento.

Esses tolos querem desafiar meu pai com armas tão primitivas, pensou ele indignado.A tolice dos fracos é algo que não pode ser subestimada.

Pulou sobre as armas de cerco. Entrou em combate com dois ciclopes que protegia o local. Com uma agilidade impossível de ser alcançada por um cavaleiro mecanizado comum, trocou golpes com os dois ciclopes. Apesar do corpo robusto e presença aterrorizante. Eram criaturas lentas e desajeitadas. Envolvendo sua lança de mithril com correntes elétricas, Júpiter, facilmente os derrotou, eletrocutando-os até a morte.

O cheiro de carne queimada espalhou pelos arredores, fazendo todos inimigos deixarem seus postos, correndo por suas vidas. O poucos corajosos que ficaram protegendo o engenho bélico. Foram esmagados, sem menor chance de causar qualquer dano.

Descrevendo elegantes arcos e estocadas da lança de mithril, destruiu todo engenho bélico.

Aos seus pés havia uma mistura de destroços e cadáveres, manchando a blindagem do Asura-002 com sujeira e sangue.

Vai ser uma dor de cabeça limpar essas manchas, pensou Júpiter soltando um suspiro.É melhor eu terminar logo com esse jogo para não sujar ainda mais a blindagem. Malditos vermes, será que é pedir demais para morrerem sem sujar a blindagem?

Júpiter fincou a lança de mithril no solo.

As três gemas azul cristalino incrustado na lança, o cheiro de ozônio ficou forte, correntes de etrecidade dançava ao redor da superfície da lança.

― Tolos que invadem o território soberano de Argus! ― gritou Júpiter, sua voz ecoava por todo campo de batalha. ― Saibam que desafiar Argus é o mesmo que desafiar nosso grandioso pai. O Lorde Supremo da Ordem dos Argonautas, Apollo!

Os sons de luta cessaram por todo campo de batalha.

Aliados e inimigos voltavam seus olhos para o imponente cavaleiro blindado emanando uma terrível pressão.

Era como um deus revestido de metal.

― Como punição por sua heresia, serão exterminados sem misericórdia!

De repente, um estrondo poderoso ecoou por todo céu. Das nuvens escuras, um imenso trovão, rasgou o céu, atingindo a lança de mithril fincada na terra. Utilizando seus poderes, controlou a corrente elétrica, espalhando as vertentes de eletricidade. Por toda extensão do campo de batalha, percorrendo milhas, as vertentes se ergueram em um muro de eletricidade, bloqueando o exército imperial.

― Não são minhas ordens exterminar o exército do império ― disse ele virando para os soldados de Argus que encarava com espanto a muralha de energia fulgurante. ― Mas sim garantir a retirada do exército de Argus. Sejam gratos pela imensa bondade de nosso grande pai, vermes! Agora recuem o mais rápido que forem capazes!

Gritos de vivas irromperam por todo fronte, alguns chegando a chorar. Estavam prontos para morrer pela pátria amada, mas no fim ainda desejavam retornar para suas famílias.

― Divisão Olimpo, limpe o campo de batalha! Sem sobreviventes! ― ordenou Júpiter imperiosamente.

― Dominar!

Gritaram em uníssono e se dividiram em dois grupos, percorrendo toda extensão do campo de batalha em alta velocidade. Feridos ou não, matavam sem misericórdia soldados imperiais restantes.

O som de uma explosão chamou sua atenção.

No céu, um dos imenso leviatãs do Império demoníaco, havia explodido em uma imensa bola de fogo, causando fortes ondas de choque. Em poucos segundo, ouviu um ruído estridente. A fonte do som metálico era outra nave de guerra sendo esmagado, como se mãos invisíveis estivem amassando a nave de guerra, transformando-a em um bola metálica disforme.

Logo também explodiu, causando outro espetáculo. Os restos da nave de guerra caia sobre os invasores, uma chuva de metal incandescente, causando graves baixas.

A responsável pela destruição era Pandora, voando graciosamente como uma fada por entre as navios de guerra inimigas. Usando seus poderes Esper, criando campos de gravidade ao redor dos navios de guerra, criando artificialmente uma pressão esmagadora que eram incapazes de suportar.

Para alguns poderiam descrever como uma fada graciosa, para outros era um anjo mecanizado de destruição.

― Pandora, não é nossa missão destruir os invasores! ― disse Júpiter para Pandora através do módulo de controle. ― Pandora? Ei, Pandora! Pandora?

― E-ela perdeu o controle! ― gritou Héstia timidamente. ― P-Pandoraaaa é assustadora quando perde o controle!

― Vocês não vãos escapar! Kukukukuku! ― gritou Pandora. Seus olhos brilhavam com insanidade. ― Matar! Matar! Matar! Matar!

Por onde Pandora passava deixava um rastro de destruição. Surgiu espigões na blindagem e a cor mudou para um vermelho sanguinolento. Por toda extensão da blindagem foi coberta por um padrão pulsante de energia escura, lembrando vasos sanguíneos. A auréola de luz sob a cabeça se tornou dois longos par de chifres de luz escura.

De suas costas surgiu quatro imensas asas de energia escura, com um padrão circular de luz vermelha parecendo quatro grandes olhos demoníacos.

A lança de mithril em sua mão vibrou e se transmutou para a forma de um bizarro tridente incrustado com três gemas vermelhas.

Pandora havia se transformado na encarnação física da brutalidade.

― Ótimo! ― resmungou Júpiter. ― Essa idiota tinha que perder o controle e entrar no modo demoníaco! Sabia que ela acabaria estragando a missão!

A partir da forma original dos Asura, ele tinham três modos: demoníaco, angelical e dragonico.

O único modo que todos conseguiam entrar era no modo angelical: caracterizado pelo surgimento de asas e auréola de energia no cavaleiro blindado.

Só conseguiam entrar nos demais modos quando ficavam fora de si. Perdendo o controle total de suas emoções. Entre eles, por causa da personalidade sombria, Pandora era a que mais facilmente perdia controle de si mesmo, sempre entrando no modo demoníaco durante as sessões de treinamento.

Júpiter encarou a muralha fulgurante. Do outro lado, podia ver soldados demoníacos se atirando contra a muralha de eletricidade, numa tentativa de passar para o outro lado. Era necessário parar Pandora, mas ele não podia deixar o lugar – se ele deixasse o lugar, toda muralha que separava os dois exércitos seria dissipado.

Se Juno estivesse aqui ela poderia entrar na mente de Pandora e faze-la voltar a si. Sem Juno perdemos o controle mais facilmente……Nesse caso, a melhor forma de faze-la voltar a si……

― Héstia, vá e pare Pandora antes que ela estrague a missão!

―…I-impossível! Ela é muito forte! ― gritou Héstia tremendo de medo.

― Sua covarde! ― gritou ele com raiva. ― Você não precisa enfrentar-la! Apenas anule seus poderes!

― M-mas……

― Sem mas! Vá logo! Caso contrário, vou contar ao pai que você acovardou-se diante uma luta!

― Hiiiii….Não conte ao papai! Eu vou enfrentar Pandora!

Após as palavras incentivadoras de Júpiter, pilotando o Asura-004, Héstia disparou em direção ao céu, voando em direção ao Asura-003 no modo demoníaco.

A lança de mithril em sua mão transmutou em um longo arco prateado incrustado com três gemas prismática.

Para anular seus poderes preciso ficar menos de dez metros de distância dela, pensou Héstia.Contudo, é muito perigoso entrar na área de efeito de seu campo de gravidade. Antes mesmo de eu ter chance de anular seus poderes, ela pode me esmagar até a morte.

Tendo seus poderes Esper amplificados pelos Asuras. Podem criar uma área de efeito ao redor dos cavaleiros mecanizados. Por exemplo, Júpiter pode criar um campo eletromagnético ao seu redor com um limite de até 10 metros de distância. Pandora pode criar um campo de gravida artificial aonde ela dita as leis da gravidade. É no caso de Héstia, quando ela desejar, tudo em um raio de 10 metros de distância perde seus poderes – a duração da perda de poderes dependia do poder do inimigo. Se o alvo é muito poderoso, a anulação de poderes pode chegar a não durar nem cinco segundos.

Por essa razão Héstia queria evitar fica na área de efeito do campo de gravidade de Pandora. Tecnicamente falando, quando as duas entrasse na área de efeito uma da outra, ela poderia anular os poderes de Pandora.

Mas……

Na pratica não era tão simples assim. Para anular os poderes de uma determinada pessoa, ela precisava determinar o alvo dentro de sua área de efeito. Todo esse processo levaria alguns segundos o que seria fatal. Por que assim que entrasse na área de efeito de Pandora seria esmagada.

― A única saída é anular seus poderes através de um ataque de longa distância do meu arco da anulação. O efeito é fraco quando comparado com minha área de efeito, mas tudo que preciso é apenas retirar seus poderes por um breve tempo para que recupere a sanidade.

Pandora puxou a corda de energia do arco, materializando um flecha prismática, mirando no Asura-003. A flecha não tinha poder ofensivo, mas era capaz de anular temporariamente o poder do alvo atingido.

Seria o suficiente para fazê-la voltar a si.

Ela disparou. A flecha prismática cruzou o céu, como uma estrela cadente, deixando um rastro colorido que desbotava no ar. Quando estava preste a atingir seu alvo, Pandora desviou com elegância do ataque.

Ela mudou seu foco para Héstia.

― Kukukuku! Destruir! Destruir! Destruir! Destruir! Deeeeestruirrr!

Pandora apontou seu tridente demoníaco em direção de Héstia. Logo um zunido alto surgiu, seguido por um poderoso disparo de energia escura, cortando a camada do tempo-espaço. Era um ataque que não se podia defender……

….É também não podia ser evitado.

Héstia voou em ziguezague, mas o raio a perseguia implacavelmente como um missel teleguiado. Pandora disparou outros raios, perseguindo implacavelmente Asura-004. Héstia voou em direção das naves imperiais. Usando a força do cavaleiro mecanizado, empurrou uma das pequenas naves contra os raios perseguidores.

Os raios perfuraram a blindagem da nave seguindo reto sem perder força.

―….D-desde quando ela tem esse tipo de poder?! ― gritou Héstia, assustada.

― Use o Arco da Anulação, idiota! ― gritou Júpiter.

Sem pensar duas vezes, ela disparou sem parar flechas de anulação contra os raios de energia escura que a perseguiam. Quando os dois ataques se colidiram, o raio de energia escura desaparecia em uma explosão de partículas de luz.

A luta continuou com as duas disparando uma contra a outra, causando um verdadeiro espetáculo de explosões de luzes no céu. Para aqueles soldados que sobreviveram ao inverno, embarcando nas naves de guerra em retirada. As explosões de luzes no céu eram como fogo de artifícios, tornando aquele cenário de guerra menos sombrio.

Após uma longa batalha cansativa de gato e rato, Héstia conseguiu acertar uma flecha de anulação em Pandora. Anulando seus poderes por um instante, fazendo-a voltar a si. Depois de todo exército de Argus ter recuado do fronte leste, eles e a divisão olimpo retornaram para sua base em Cysgod.

Do exército de Argus composto por 50.000 mil soldados, sobreviveram aproximadamente 8.000 soldados. Desses 8.000 mil, aproximadamente 3.000 estavam feridos, sem contar os diversos traumas mentais causados pela guerra.

Dos 3.000 mil membros da Ordem dos Argonautas que participaram da guerra, 1.000 sobreviveram ao inverno da guerra no fronte leste. Dos 1.000 sobrevivente, 200 estavam feridos.

Argus havia perdido a batalha no fronte leste e sofrido grandes perdas, mas era insignificante quando comparado as perdas que sofreu o exército do império demoníaco.

A partir daquele momento, estaria gravado no livro de história de todos reinos do continente leste, como foi a primeira guerra da nova era. Enquanto a civilização existir, lembraram para sempre a bravura do exército de Argus lutando contra os 300.000 mil soldados do Império demoníaco….

….É o que um exército bem equipado e disciplinado era capaz de fazer.

O leste caiu e na maior crise de todos tempos de Argus, um milagre aconteceu.

Ressurreição.

Dos mortos, aquele homem nobre que sacrificou sua vida por Argus, retornou à vida para lutar mais uma vez por seu amado reino.

Comentarios em HDUM arco 4: Capítulo 21

Categorias