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Prólogo

 

 

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No extremo leste do continente, existe um pequeno reino chamado Argus. Esse pequeno reino, é rodeado por três grandes Impérios. O mais novo entre os três grandes Impérios, com menos de mil anos de idade, criado após a união de vinte e seis Reinados Humanos, era chamado de Império da Santa Luz.

O império da Santa Luz era localizado ao norte de Argus, nas planícies centrais e férteis do continente, sendo um dos impérios com maior população.

Diferente do Império da Santa luz, localizado nas regiões montanhosas ao leste do território de Argus, estava o Império Demoníaco. O império Demoníaco foi criado após a união dos setenta e dois Clãs Demoníacos que remontam a quarta Era, sendo assim um dos Impérios mais antigos da parte leste do continente.

O terceiro Império era o mais misterioso, cujas origens e cultura era desconhecida. Localizado ao oeste do território de Argus, no Grande Deserto de Kumtasi, era o Império Nimrod.

(Magusgod: No capítulo 27 do arco 3, Lhachar menciona Nimrod como um reino, a partir de agora vou mudar de reino para império.)

Além dos Impérios mencionado, havia inúmeros pequenos Reinados e Impérios, localizado ao longo do grande continente.

Argus, quando comparado aos três grandes Impérios, e a vastidão do continente, era nada menos do que um grão de areia….

No entanto, por menor que fosse, por mais fraco que fosse sua força militar, Argus era governado por uma infame Dragonesa, cujo nome é temido por todo mundo civilizado. Ellena Argus, Lorde Dragão do Gelo Eterno.

Quatrocentos anos atrás, o território atual conhecido como Argus, era dividido em três partes, pertencente aos três grandes impérios. Não se sabe ao certo de onde tal monstro surgiu, nem o porquê dela escolher especificamente aquela área como seu território.

Das inúmeras lendas a respeito da Dragonesa Ellena Argus, considerada pelos mais renomados acadêmicos como a mais próxima da verdade, que originalmente Ellena era uma humana nativa da área que carregava linhagem de um dragão, com o passar do tempo, se tornou um lorde dragão.

Outra lenda, considerada como fantasiosa, ela ter vindo de terras distantes, além do mar tempestuoso de Éxallos.

Tudo era um mistério sobre as origens de Ellena, mas, essa é uma história para outra hora.

O fato é que a Dragonesa, apareceu como um demônio vindo do próprio inferno, tomando para si o atual território conhecido como Argus. Ao longo dos anos, inúmeras expedições vindas de ambos impérios. Aventureiros classificado rank diamantes. Heróis invocados e cavaleiros em busca de fama, tentaram derrotar a temível Dragonesa Ellena Argus, lorde dragão do gelo eterno.

Não é necessário dizer que todos fracassaram….

Com o passar do tempo, para escapar das guerras e perseguições políticas, cidadãos de ambos impérios fugiam para a área do território da Dragonesa. Não se sabe o que se passava por sua cabeça, nem o que a levou a colher os fugitivos. A Dragonesa passou a ser venerada, todos anos tributos eram pagos por sua proteção. Com o decorrer com do tempo, a Dragonesa foi coroada rainha.

Assim nasceu o Reino Argus.

Por esse motivo e outras razões, Argus manteve-se como um reino independente por mais de quatrocento anos.

Foi nesse pequeno reino, na era abençoada do ano 535. Nasceu o lendário mago herói, Lyam Marwe, cujos feito chocam até hoje todos reinos e impérios do leste do continente. Mago que se classificou como um lendário Imperador Místico aos dez anos de idade. Aos quatorze anos desenvolveu os Solis – hoje em dia sinônimo de status na grande sociedade mágica. Aos quinze criou a arma que mudou o mundo, cavaleiros blindados -Mecha.

Além dessas realizações, suas pesquisas mágicas e projetos revolucionárias, fez dele uma lenda entre as lendas, um gênio entre os gênios, mudando para sempre Argus e todo leste do continente.

O mago herói, apesar de todos seus feitos, teve uma vida curta. No ano de 550 Argus enfrentou uma calamidade sem precedentes, um Rei Demônio Ancestral. Existem várias versões da história sobre a batalha do mago herói contra o Rei Demônio. Na mais contada, lutando ao lado da Dragonesa Ellena Argus e sua amante, Duquesa Arian. Tiveram uma luta desesperadora contra o vicioso Rei Demônio.

Para salvar o reino, o mago herói usando uma magia proibida sacrificou sua própria vida para derrota-lo.

Sem o sacrifício do mago herói, não existiria mais um reino chamado Argus. Não seria exagero dizer que os três grandes impérios e reinos do leste do continente não existiria sem seu sacrifício.

Seu ato de bravura se espalhou por todo leste do continente, tornando seu nome sinônimo de sabedoria, coragem e abnegação. Império da Santa Luz e outros reinos reconheceram seu ato heroico, gravando seu nome em seus livros de história, conferindo a maior honraria do Império, o título de Santo.

Anos depois, a Era abençoada se tornou a Era Santa, em homenagem ao mago herói.

(Magusgod: Abnegação significa: ação caracterizada pelo desprendimento e altruísmo, em que a superação das tendências egoísticas da personalidade é conquistada em benefício de uma pessoa, causa ou princípio; dedicação extrema; altruísmo.)

No meados do início do inverno, dia aproximado de sua morte, era comemorado o dia do Santo Lyam. Nesse dia abençoado, pessoas de bem de todos reinos e império que reconhecem o mago herói como santo, realizava um festival para rezar e agradecer ao seu sacrifício.

O mundo havia perdido um gênio, felizmente, deixou para trás suas inúmeras pesquisas, revolucionando o mundo. Mesmo após quase vinte anos após sua morte, Santo Lyam Marwe, era um nome que invocava respeito e veneração.

Argus floresceu gloriosamente, a Duquesa Arian, se tornou uma das mulheres mais ricas do leste do continente.

Havia inúmeros rumores que cercavam o mago herói, muitos não passavam de histórias exageradas, boatos maliciosos, sem o menor fundamento.

Uma dessas histórias de caráter duvidoso, dizia que o mago herói era na verdade um dragão, com uma lúxuria sem fim e extremamente ganancioso.

Obviamente, ninguém acreditava em tais histórias maliciosas.

Se uma pessoa falasse mal do herói que sacrificou sua própria vida pelo bem de todos, essa pessoa seria linchado até a morte.

Nos quase vinte anos que se passaram, as histórias foram crescendo até tornar a figura do mago lendário em uma espécie de divindade salvadora. Os setes princípios usados pela Ordem dos Argonautas do reino Argus, criado pelo mago herói, foi adotado por inúmeras ordens de cavalaria do leste do continente, tornando-se virtudes essências para ser um bom cavaleiro.

Houveram inúmeras mudanças após a morte do mago herói, mas essa é uma história para outro momento.

 

 

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Era Santa ano 567. Localização: Reino Argus, Capital Real Cysgod, QG da Ordem dos Argonautas.

 

 

Vestindo um uniforme militar escuro, o homem estava entre os 30 e 40 anos de idade, barbeado, cabelos negro com alguns fios crisalhos. Caminhava pelos dormitórios do QG da Ordem. Na altura do peito de seu uniforme havia cinco broche de ouro em forma de estrela, demonstrando seu status elevados dentro da Ordem.

Seu nome era Roc, Capitão do 5º Esquadrão da Cavalaria Mágica Blindada.

Por onde passava, subordinados estrelas de bronze, com extremo respeito fazia uma saudação militar – de pé, movendo a mão direita até a cabeça, com a palma da mão para baixo.

Saudação militar foi criada pelo fundador da Ordem dos Argonautas, desde então é usado por todo corpo militar do reino. Além da saudação militar, todo corpo militar foi restruturado, criando patentes militares expandindo opções de crescimento dentro do exército.

Ao lado de Roc estava um jovem de dezessete anos de idade. Cabelo loiro curto, bem arrumado, olhos de um cinza quase prateado, de feições elegante, e ao mesmo tempo fria. Vestia um elegante uniforme militar da tonalidade mais profunda de azul.

Duas estrelas de ouro adornava seu uniforme.

Seu nome era Arius Marwe, Oficial Especial do Setor de Inteligência da Ordem dos Argonautas.

(Magusgod: Eu havia falado no epílogo que mudaria o nome de Arius para Leoni, mas, devido a várias razões não alterei seu nome, e ficará sendo Arius.)

Seus passos eram elegantes, calmos, sem fazer o menor ruído. Suspiros femininos apaixonados podia ser ouvido ao longo do corredor.

De forma indiferente, Arius não pagou a menor atenção.

―Tch…Oficial Especial, você chega a ser mais irritante do que seu pai.

Arius franziu ligeiramente a testa em resposta.

―Aliás, Oficial Especial, por quê estamos nos dormitórios da Divisão Especial? ― questionou. ―Procurando alguém sobre as ordens daquela Bruxa?

Arius parou seus passos, virando a cabeça lentamente em direção ao Capitão Roc. Estreitou seus olhos, enrolou seus lábios em um sorriso frio, com uma voz bem articulada falou:

―Capitão Roc, como sou subordinado direto da Comandante da Divisão de Inteligência. Não posso ignorar suas palavras desrespeitosa.

―Eu estava brincando, Oficial Especial ―levantou a mão, batendo amigavelmente nos ombros de Arius. Voltaram andar subindo um lance de escadarias até o segundo andar. ―Então qual é nosso objetivo?

―Logo você saberá.

Respondeu sem dar maior explicação.

Se fosse qualquer outro membro da Ordem, Arius teria advertido verbalmente o oficial em questão por questionar Ordens vindas de cima. Mas, Roc, assim como outros membros que foram treinados por seu pai, era como uma família para ele, por essa questão, tolerava suas brincadeiras.

Os dois pararam diante um dos quartos. Arius ergueu a mão pronto para bater na porta, mas hesitou.

Respirou fundo, preparando-se mentalmente para lidar sobre a pessoa em questão.

Quanto ia bater na porta, parou a mão ao ouvir uma discussão.

―Me solte….S-uuuaa pervertida!

Gritava uma voz feminina.

―Não resista, Capitã, logo você se sentirá bem.

Respondeu outra voz, também feminina.

―Me solte, eu sou sua Oficial Superior!

―Não me importo Capitã, não existe barreiras para meu amor.

Houve som de uma briga, então a porta do quarto foi aberta com violência. Um bela mulher com um metro de sessenta, saiu correndo do quarto. Apesar de sua estatura pequena, tinha grandes seios que empurravam seu uniforme muito para fora.

Cincos estrelas de ouro adornava seu uniforme branco.

Seu nome era Erika, Capitã da 1º Tropa dos Cavaleiros Mágicos da Divisão Especial.

Entre as quatro Divisões principais da Ordem dos Argonautas. A Divisão Especial era a menor, com apenas uma tropa. Apesar de seus poucos números, não era uma força para ser subestimada. Apenas indivíduos de grandes talentos especiais tem qualificações para se tornar membro da Divisão especial.

Atrás da Capitã Erika, como um predador preste a emboscar sua presa. Saltou, agarrando ela por trás afundando seus dedos brancos nos seios volumosos de Erika.

―Oh, os seios da Capitã, são tão macios! Definitivamente os melhores de todas!

Exclamou a jovem alta, de longos cabelos loiros. Olhos azul-claro, como uma lagoa cristalina, refletindo o mundo. Seus lábios vermelhos, formavam um sorriso satisfeito enquanto apalpava sua Oficial Superior.

Ela vestia um elegante uniforme militar branco, com cinco estrelas de prata adornando seu uniforme.

Seu nome era Lhyana Marwe, Segunda em comando da 1º Tropa dos Cavaleiros Mágicos da Divisão Especial.

Roc sussurrou para Arius:

―Uma vez você havia me perguntando como seu pai era, bom, ele era como sua irmã, talvez um pouco mais idiota, é mais sem vergonha.

―Oh, Tio Roc, adorável irmão idiota ―cumprimentou Lhyana energeticamente. ―O que fazem em meu território de caça?

Uma carranca surgiu no rosto de Arius.

―Você é futura Duquesa de Ánemos ― disse Arius reprimindo ao máximo sua raiva. ―Essas são maneiras de uma dama se comportar?

Lhyana enrolou seus lábios em um sorriso travesso.

―Com ciúmes irmão idiota nada adorável? ―não houve resposta. ―Talvez você tenha uma queda por nossa capitã? Por quê está tão quieto? Talvez eu tenha colocado o dedo na ferida, não é irmão idiota nada adorável?

As provocações choveram como uma saraivada de flechas sobre Arius.

―Eu sou Oficial Especial da Divisão de Inteligência! ―rugiu. Tocou o punho de sua espada preso nas coreias do cinto. ―Não vou permitir tamanho Desacato!

Lhyana parou de apalpar os seios da capitã, e deu um passo em frente. Acenou com a mão, materializando uma requintada lança de prata ornamentado com ouro e joias preciosas.

―Vejo que meu irmão nada adorável precisa ser disciplinado ―disse ela com um sorriso feroz, o sorriso de uma leoa que vai brincar com sua presa. ―Vou chutar tanto seu traseiro que ficará meses sem poder sentar numa cadeira!

A atmosfera congelou.

Os dois se entreolharam intensamente, prontos para iniciar uma luta.

Desde de pequenos, os dois irmãos sempre brigaram.

Arius sempre foi uma criança de consciência matura, respeitando as regras, passando horas na biblioteca estudando e praticando diversas artes marciais e mágicas de forma diligente.

Diferente de seu irmão Arius, Lhyana era uma garota energética, de alto astral, que se comportava como um garoto. Não respeitava regras, vivia as quebrando, causando problemas para sua mãe. Não era a pessoa mais inteligente, odiava estudar, mas, tinha um talento especial para lutas.

Por serem um completo oposto do outro, viviam entrando em conflito.

Arius começou a irradiar uma aura fria, baixando a temperatura ambiente, criando a ilusão de uma nevasca ao seu redor.

Lhyana, em resposta, liberou uma aura luminosa, como milhares de raios de luz solar, cegando todos ao redor.

Quando os dois estava prestes a entrar em batalha.

―Vocês dois chega! ―gritou Roc entrando no meio dos dois. ―Da última vez que brigaram, destruíram uma ala inteira! Sem brigas, entenderam?

Arius respirou fundo, acalmando suas emoções. Tirou a mão do cabo de sua espada, curvou-se para o capitão Roc.

―Minhas desculpas, ― disse ele num tom respeitoso. ―Me comportei de forma vergonhosa.

―Oficial Especial, você não devia cair tão facilmente nas provocações de sua irmã ―censurou. ―Bom, sem perder tempo, faça logo seu dever.

―Capitã Erika, Segunda em comando, vocês estão sendo convocadas pela Comandante da Divisão de Inteligência ―falou num tom mais calmo. ―Sobre a razão da convocação, não estou autorizado a dizer. Mas, posso dizer que é uma missão de extrema importância para Ordem.

Sem mais qualquer explicação, virou de costas, retornando para a Divisão de Inteligência. Deixando para trás os três curiosos a respeito da missão.

―Seja o que for ―disse Lhyana com um sorriso. ―Não se trata de uma missão qualquer. Arius estava inquieto, meu irmão nada adorável, não ficaria inquieto por uma simples missão.

Roc meneou com a cabeça, concordando com Lhyana. Por conhecer-lo desde pequeno, foi fácil notar seu comportamento distraído, com sua mente em outro lugar.

―Vamos!

Gritou Lhyana puxando a mão de sua Oficial Superior, correndo em direção a Divisão de Inteligência.

Roc seguiu atrás, ponderando sobre o que se tratava a missão. Mal poderia imaginar, que logo reencontraria a fonte de todos seus pesadelos.

O mundo estava mudando, é uma lenda estava preste e ressurgir mais uma vez em Argus.


Magusgod: E assim começa o quarto arco, com uma breve explicação das origens do reino Argus, a mitificação sobre a figura de Lyam., e apresentação dos dois filhos de Lyam com Arian. Espero que tenha gostado desse prólogo e no próximo capítulo começara com o Santo Lyam kkk.

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