Kuork

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Um duelo e uma declaração!

1 Parte

Ponto de vista Arian

Quando nasci foi criada por Lilia, minha tia.

Lilia e Drilfin me criaram como sua filha, com todo amor e carinho.

Não sei o que aconteceu com meus pais, apenas sei que Lilia e minha mãe eram irmãs bem próximas e que ela morreu tanto a luz.

Minha vinda a esse mundo deve o custo de uma vida.

Nasci dotada de beleza e talento, idolatrada por todos do clã Marwe.

Um talento sem igual em toda Argus, um gênio que aprendeu magia aos cinco anos.

Para mim nenhum deles mereciam meu olhar ou minha atenção além de Lilia e Drilfin, aqueles que me criaram com amor, como uma filha.

Ninguém era digno da minha atenção, isso até Lyam nascer.

Depois de seu nascimento tudo mudou, e todas as atenções foram para ele a criança “abençoada pelos céus”. No começo me senti furiosa, ciumenta, queria que desaparecesse por roubar meu lugar, por roubar toda atenção, por roubar o amor de Lilia e Drilfin.

O tempo foi passando e acompanhei cada passo de Lyam. Quando ele acordava, quando andava pelo castelo explorando cada canto daquele lugar gélido. Suas conversas com os servos e os membros do clã. Seu comportamento, seus atos, seus olhares lascivos para partes inapropriadas das servas.

Ele não se comportava como uma criança de sua idade era como se fosse um adulto.

Passei mais tempo o observando e de repente ele se mostrou interessado em magia. Todos dias ele acompanhava minha prática, sorrindo, aplaudindo e as vezes apenas contemplava em silêncio.

A partir desse dia começamos a interagir um com o outro.

Conversamos sobre o cotidiano, sobre magias, fofocas do castelo e sobre os clãs de Argus. Sempre estava de bom humor, sorriso alegre e piadas que eu não compreendia e as vezes me cortejando o que sempre roubava leves risos meus.

O ciúmes que uma vez senti desapareceu, como se fosse uma névoa obscura desaparecendo sobre os milhares de raios de sol.

Começamos a brincar mais e pregar peças nas outras crianças do castelo, nos divertirmos e riamos até nossas barrigas começarem a doer. tomávamos banho juntos, dormíamos juntos, passávamos o dia inteiro juntos.

Junto de Lyam não existia tempo ruim, assim como o sol de uma manhã ensolarada.

Alguns anos se passou e Lyam completou cinco anos.

Meu coração estava pesado, sentia um frio na barriga como se fosse eu a passar pelo teste e não ele.

Temia que Lyam não tivesse aptidão mágica. Caso isso acontecesse ele sofreria bastante em nosso clã e seu futuro seria sombrio.

O clã Marwe não permite fracos, ainda mais se o fraco for o filho do líder do clã.

Ele carregava em suas costas a expectativa de todo clã.

Mas jurei que o protegeria independente do que acontecesse.

No dia do teste o ancião caiu de joelhos trêmulo como se visse um monstro, um demônio a sua frente. Cada palavra que saiu de sua boca abalou todos membros do clã. Minha mente ficou em branco, por pouco não desmaiei, mas lágrimas desceram por meu rosto.

Lágrimas de alívio, fiquei feliz por ele, por tudo que ele poderia ser.

Mas esse sentimento durou pouco e foi substituído por medo.

Medo de ele ir para longe de mim.

Meu coração se tornou pesado e o frio na barriga voltou dez vezes pior do que antes.

Não queria ficar longe dele, não queria que ele fosse roubado de mim.

Por ter todas essas “Habilidades” era claro que meus pais irão arrumar um casamento com um clã de prestigio para aumentar seu poder no reino, assim como eles arrumaria um para mim assim que eu completa-se quinze anos.

Mas por que eu me sentia tão mal por pensar ele junto de outra garota?

Naquela época tinha apenas dez anos e não compreendia o que sentia.

  2 Parte

Estava em meu quarto enrolada em camadas de cobertores de pele de bestas mágicas.

Não nevava mas o frio chegava a congelar os ossos.

Coloquei minha melhor túnica; cor azul celeste com botões de prata. Coloquei um belo manto-capuz de veado verde gigante, broche de prata em forma de uma cabeça de leão magnífico.

“Ahhh…tão quentinho! ” Soltei uma voz boba e fiquei de frente ao espelho. ensaiei meu melhor sorriso e dei algumas voltas.

Nesse pouco tempo tinha crescido bastante, agora sou quase uma adulta – completei quatorze anos – Tenho quase 1,70 cm de altura, alta, se for considerado entre as garotas da cidadela.

Corpo esbelto, cabelos longos azuis acompanhado por um rosto encantador e um belo par de olhos cinzentos.

Não acredito que exista garota mais bela do que eu em todo o reino. Não falo isso por arrogância ou presunção, mas sim o que realmente acredito, uma fato inegável.

Satisfeita comigo mesma sai do meu quarto e andei pelos corredores frios de pedra do castelo.

Cumprimentei os serviçais, soldados e membros do clã com um sorriso e pose elegante.

Quebrei o desjejum com pão, queijo e um pouco de vinho doce.

Saindo do salão segui em direção a biblioteca do castelo para iniciar meus estudos.

É importante ser diligente nos estudos.

Em direção a biblioteca escutei murmúrios e vozes femininas exaltadas vindo de um corredor próximo. Fui investigar o motivo de tantas vozes femininas exaltadas, quando cheguei ao local havia reunido um punhado de servas aparentemente da minha idade, primas e outros parentes femininos corando e suspirando, como donzelas apaixonadas.

Seu motivo de admiração era um garoto sem camiseta vestindo apenas um par de causas de couro. Ele estava sentando em posição de meditação, seu peito nu mostrava seu músculos delineados. Sua pele era branca como mármore polido e seus cabelos dourados como os primeiros raios do sol.

meditando seu corpo era envolto por chamas vermelhas, depois azuis e mudava para uma aura branca, e raios dourados que dançavam a sua volta.

Não seria exagero dizer que ele parecia um deus encarnado.

A sua volta havia um sentimento acolhedor, um calor confortante como os raios de sol de uma manhã agradável.

Não era de admira elas estarem suspirando tão apaixonadamente.

“Ah…esse calor que preenche meu coração…”

“Não será ele um deus entre nós mortais? ”

“Como pode haver homem tão belo a ponto de fazer querer fazer mil loucuras na cama! ”

“Tão forte, diligente e educado com todos, tal homem perfeito a minha frente! ”

“D-difícil acreditar que o jovem mestre tem apenas nove anos!! ”

Os comentários e suspiros apaixonados continuaram sem sinal que iria acabar cedo.

Aquele jovem não era outro se não Lyam meu primo.

Nesse últimos quatro anos ele sofreu um surto de crescimento e sua aparência não é diferente de um garoto de quinze anos. Não só sua aparência mais como seu corpo também mudou, tendo músculos delineados apesar de nunca se exercitar além da praticar magia.

Os anciões disseram que as proteções divinas influenciam o crescimento do corpo.

Nesses últimos anos tinha perdido as contas de quantas vezes me deparei com situação semelhante. Não importa por onde ele passa, suspiros de admiração e garotas apaixonadas o perseguem.

“Só poderia ser ele! ” Suspirei profundamente e andei até o bando de garotas sem vergonha.

Pigarreei com *Ahen* e todas voltaram para a realidade e o clima “rosa” cheio de flores desapareceu com minha chegada.

“A-ah…bom dia senhorita Arian! ” Todas gaguejavam e fizeram uma reverência atrapalhada e dispersaram com uma rapidez digno de meu elogio.

Não culpo elas por ficarem assim por meu primo Lyam, mas o coração de uma garota é algo que não é facilmente claro. Sempre que isso acontece sinto uma tempestade de emoções confusas em meu coração, sentimentos ruins, que não são dignos de uma donzela.

Estava de bom humor nessa manhã, mas após essa cena fez meu bom humor azedar.

“Esse pequeno bastardo merece uma lição,[10 Flechas d´água]! ” disparei dez flechas d´águas simultaneamente em direção a Lyam com o mínimo de poder possível apenas para dar um banho frio. Antes mesmos de o atingir, seu corpo foi envolto por chamas ardentes que evaporaram as flechas d´águas como animais ferozes ao proteger seu mestre.

Um sorriso desdenhoso brotou em seu rosto e seus olhos se abriram irradiando um azul vibrantes. Naquele momento fiquei sem ar por alguns instantes e meu rosto não era diferente das servas que o admiravam.

Com um tom brincalhão ele falou:

“Arian você ataca de forma sorrateira como sempre! ”
Levei poucos segundos para recuperar minha compostura e respondi:

“É você é hábil como sempre! Parece que você sempre sabe com antecedência quando vou te atacar! ” Eu protestei fingindo estar indignada.

Ele soltou um riso alegre e respondeu:

“Claro que sei, sempre uso a habilidade [Percepção mágica], a sua aura mágica, o aroma de tulipas, e seus passos firmes são inconfundíveis! Posso notar sua presença a quilômetros de distância querida prima! ”

Com sua resposta simples e honesta acabei ficando sem graça, incapaz de manter minha pose de prima mais velha.

Mas em pensar que ele poder usar uma habilidade como a [Percepção mágica] tão novo me faz me sentir uma incompetente por ainda não aprender essa habilidade.

Ele se levantou e voltou a vestir uma camiseta de seda branca bordado com fios de ouro.

Cobrindo-se com um manto-capuz negro feito de pelo de um urso das montanhas demoníaco.

“Devo dizer que para uma prima você é bem ciumenta, sempre espantando qualquer garota que se aproxima de mim.” Ele soltou um riso divertido como se não importasse com nada aquilo.

Mas era tão evidente meu ciúmes?

Então ele sabe……

“N-não me entenda mal, é apenas preocupação com um irmão mais novo!! ” Me atrapalhei ao falar e meu rosto se tornou quente. Mordi a língua três vezes ao explicar algo tão simples.

Apesar da cena que eu fiz ele apenas sorriu e disse: ”Eu compreendo.”

Essa palavra ecoou em minha mente até eu sentir algo começar a quebrar dentro de mim.

A forma que ele disse aquilo foi tão indiferente e seu sorriso tão forçado.

O que você quis dizer com “eu compreendo”? O que você sabe sobre o que sinto?

Droga, o que é esse sentimento sufocante? Que parece que irá me estrangular até a morte!

Ele passou por mim e seguindo para o corredor.

Eu precisava colocar aquele sentimento para fora se não iria enlouquecer. Precisava ser clara com ele, precisava gritar esses sentimentos embaraçosos, mesmo que errados.

Quando ele passou por mim segurei a manga de sua camiseta e falei em um sussurro quase inaudível:

“Espere.”
Ele franziu o cenho como se não tivesse entendido.

Respirei profundamente e gritei tão alto que ecoou pelo pátio se não pelo castelo todo.

“ESPERE!!! ”

Ele se assustou com meu grito repentino.

Sem dar tempo dele falar continuei:

“H-há algo que eu preciso dizer, algo que precisamos esclarecer….mas antes vamos ter um duelo! ”

Lyam fez uma cara preocupado como se tivesse algo para falar, mas no fim ele assentiu com a cabeça e respondeu:

“Então vamos ter um duelo, mas não aqui.” Ele falou e depois de pensar por alguns segundos continuou: “Vamos para o pátio de treino, e o melhor lugar para nosso duelo.”

Sem mais palavras fomos para o pátio de treino.

Parte 3

No pátio Lyam conjurou várias barreiras sobre-postas a nossa volta para nossas magias não acertarem as paredes do castelos ou o espectadores que nos olham cheios de expectativas.

Nessa pequena cidadela não é sempre que se pode ver um duelo entre magos.

A noticia do meu duelo com Lyam se espalhou pelo castelo. Reunindo várias pessoas nos corredores e arredores do pátio.

Apostas entre os soldados começaram a rolar e os membros do clã assim como os anciões estavam afastados nos observando.

Hoje vou transmitir tudo que eu sinto, tudo que eu quero gritar mais não posso, nesse duelo.
Não posso ser abençoada com talentos como meu primo Lyam, mas isso não quer dizer que eu não seja forte.

Hoje mostrarei minha força, minha determinação.

Lyam terminou de conjurar as barreiras protetoras. Ele não sorria, seus olhos demonstravam sentimentos aflitos em minha direção.

“Arian, as regras vão ser simples aquele que desmaiar, desistir ou ficar sem poder mágico perde! O perdedor vai realizar um desejo do vencedor, entendeu? ” Ele falou em um tom sério e eu assenti com a cabeça, então ele completou com um sorriso malicioso: “S-sem delongas vamos começar! [10 Flechas de fogo ardente]! ”

Lyam disparou flechas de fogo ardente que voaram em minha direção.

“[Parede d´água]” Rompeu do chão uma parede de água tensa me protegendo das flechas de fogo ardente. Apesar que isso foi apenas um “cumprimento”, em resposta ataquei com uma [Bola d´água] em alta velocidade comprimida o suficiente para transformar uma pedra maciça em pó.

A bola d´água voou em alta velocidade em direção de Lyam, antes mesmo de o acertar seu corpo rompeu em uma aura vermelha intensa, ardente como se fosse a chamas do próprio inferno. Com essa aura opressora o ar ficou quente como a de uma sauna e minha garganta seca, sentindo todo meu corpo suar litros de suor.

Era como se eu estivesse na boca de uma montanha de fogo.

Ele apontou e disse:

“[Bola de fogo infernal]! ” Disparou uma enorme bola de fogo de chamas vermelhas escarlate. Antes mesmo de atingir a bola d´água, evaporou-se seguindo em minha direção, o que foi uma demonstração de puro poder e de sua capacidade mágica que pode se chamar de “injusto”.

conjurei três paredes d´água por precaução, a primeira barreira foi desintegrada com o simples contado com a bola de fogo infernal, a segunda barreira aguentou por vários segundos mas evaporou. Na terceira barreira a bola de fogo explodiu destruindo a barreira me lançando vário metros a distância.

Eu cai com *bac” surdo no chão e senti um liquido fresco sair por minha boca.

Era sangue.

Minhas roupas estavam um trapo e minha pele cheio de fuligem, tudo isso apenas com um ataque de Lyam. Aonde anteriormente eu estava, havia uma pequena cratera com as pedras liquefazendo e fumaça negra subindo no céu.

Ficou claro seu poder destrutivo, se eu fosse acertada em cheio não teria sobrado nem pó do meu cadáver.

Ele estava levando meus sentimentos a sério, respondendo com todo seu poder.

Não poderia perder de maneira tão vergonhosa, não antes de dizer tudo que queria falar.

Não antes de deixar meus sentimentos claros.

Me levantei com minhas pernas bambas mas conseguindo ficar em pé.

Puxei forças do meu âmago e gritei:

“[Águas furiosas]! ” Uma enorme onda rompeu do chão avançando com fúria avassaladora em direção de Lyam.

Águas furiosas são uma magia intermediaria classificação Senhor Arcano Azul. Uma poderosa magia de área de efeito que é usado em guerras de larga escala para varrer exercício inteiros.
Mas meu oponente era Lyam.

Ele bateu as palmas com tanta força e gritou: ”[Rugido do leão branco]! ”

Com essas palavras mil rugidos de leão ecoaram no pátio e um vórtice furioso de chamas brancas explodiram a sua volta criando uma grande onda de choque que incinerou tudo em volta, nem mesmo meu ataque escapou, as ondas enormes foram desintegradas como se nunca tivesse existido.

Todo solo no alcance do ataque se tornou lindos cristais brilhantes.

Vendo aquele espetáculos todos ficaram pasmos sem palavras.

“Tão novo e já domina a magia secreta das chamas brancas do nosso clã! ”

“O quão poderoso ele é? ”

“Céus esse garoto é um monstro, que eu nunca precise o enfrentar! ”

“Depois disso sinto que me apaixonei ainda mais pelo jovem mestre! ”

comentários de aprovação soaram ao redor.

Até mesmo eu estava sem palavras.

Não esperava que ele tivesse dominado a magia secreta do clã “rugido do leão branco” uma magia devastadora criada milênios atrás por nossos ancestrais. Segundo as lendas o fundador do clã Marwe usava essa magia em larga escala que reduzia exércitos inteiros em cinzas!

Meu corpo foi preenchido com um sentimento de êxtase, entusiasmos.

Tenho que responder a altura!

“[Tormenta Azul]! ” Águas azul intenso rompeu do solo em todas direção girando furiosamente em volta de meu corpo, como o centro de um furacão de água azul intenso com dez metros de altura e três de largura. Era minha magia mais poderosa classificação Rei sábio Azul mesmo que seja apenas em uma versão menor do que a original.

Avancei como uma tormenta furiosa contra Lyam.

Ele rapidamente conjurou camadas de barreiras mágicas que foram destruída uma após a outra o encurralando. Pela primeira vez vi seu rosto expressa dúvida do que fazer.

Quando eu pensei que o atingiria, chamas ardentes jorraram de sua aura escarlate se tornando um furação de fogo. Nossos ataques se colidiram destruindo tudo a nossa volta fazendo até mesmo a barreira protetora oscilar e ameaçar quebrar.

Alguns servos correram em pânico amedrontados pela tempestade violenta que ocorria dentro da barreira. Mesmo de dentro de toda aquela água podia sentir o calor intenso de suas chamas, e meu poder mágico se esvaindo em um ritmo acelerado.

Eu iria perder.

A diferença entre nossos poderes era tão grande que nem eu poderia ter imaginado.

Desde o principio nunca tive uma chance de ganhar.

Sua magia era o suficiente para abalar céus e terra.

Mas……

Mas…. idai?

Só espero que ele tenha recebido a mensagem, meus sentimentos.

Reuni o restante de todo meu poder mágico e comprimir todo poder mágico dentro do furacão de água. Imitando o ataque anterior dele, explodi toda água comprimida. Como o choro de uma sereia seguido por um estrondo ensurdecedor, explodiu destruindo o ataque de Lyam e preenchendo o pátio com água por todos os lados.

Lyam foi lançado contra o chão com suas roupas esfarrapadas e com conduções por todo corpo.

Ele não esperava por essa, pelo menos acertei um ataque nele.

No chão vendo ele se aproximar lentamente de mim com um sorriso orgulhoso.

“Nesse último ataque você me pegou de guarda baixa! ” Ele falou com uma voz alegre cheio de satisfação.

Expressei um largo sorriso, aliviada e orgulhosa de mim mesmo.

“V-você, você é forte demais Lyam! ”Respondi ofegante.

Ele balançou a cabeça e respondeu sem graça:

“Apenas estava respondendo seus sentimentos com seriedade e força! Eu não seria homem de verdade se levasse seus sentimentos de animo leve! ” Ele falou sem graça, desviando o olhar.

“Bom vamos dizer que eu compreendi seus sentimentos, e o que sente não e unilateral! ”
Naquele momento meu coração bateu freneticamente e meu rosto ficou quente. Minha mente ficou turva, confusa com aquelas simples palavras de aceitação.

“O-oquuueee você disse? ” Perguntei, não acreditando naquelas palavras.

Ele se aproximou e sussurrou bem baixinho em meu ouvido:

“Quis dizer que também gosto de você, prima idiota! ” Ele se levantou e deu uma piscada descontraída se divertindo com meu rosto sem graça.”Arian você perdeu, mal posso esperar para você realizar meu desejo hahaha! ”

Meu primo que eu gostava sentia o mesmo por mim.

Nem em meus delírios mais ousados imaginei esse resultado.

Com todo aquele duelo intenso e as emoções intensas que brotaram em meu coração acabei desmaiando.

Vendo aquele sorriso malicioso.

 Parte 4

Quando recuperei minha consciência senti um peso sobre mim. Para minha surpresa estava deitada na cama com meu primo, Lyam, de joelhos no pé da cama com sua parte superior deitado sobre mim.

Tentei me levantar mais meu corpo estava todo dolorido.

“A-aiai…” Acabei deixando escapar um pequeno gemido de dor.

“Eu curei vocês dois, mais ainda vai ser necessário um tempo para se recuperar.” Disse uma voz doce feminina.

Olhei para figura de cabelos prateados, vestindo túnica verde vibrante. Ela não parecia ter mais de vinte anos, mas na verdade tinha o dobro. Ela estava sentada em uma cadeira bebendo chã.

Essa mulher de rosto jovial não era outra se não minha tia, Lilia Marwe.

“L-Lilia….Por quando tempo desmaiei? ” Falei com uma voz rouca e fraca.

“Vocês dormiu por três dias inteiros, você imprudentemente usou até a última gota de poder mágico, em consequência você entrou em coma mágico! ” Disse em um tom de reprovação e preocupação e continuou com a bronca: ”Céus vocês estavam tentando se matar por acaso? ”

“L-Lilia…”

Antes que eu pudesse da uma explicação ela continuou a bronca com os olhos lacrimejando.

“Por acaso vocês dois queriam colocar toda cidadela abaixo com suas magias!! O-ooo pátio está irreconhecível como se tivesse acontecido uma guerra dentro do castelo!! É o mais importante, sabe o quando fiquei preocupada com você desmaiada por três dias! ”

A bronca continuou horas a fim com o rosto cheio de lágrimas no fim eu refletir melhor sobre as consequências dos meus atos e senti meu coração ficar quente com todo aquele sentimento de Lilia.

Acho que exagerei na minha declaração de amor……

Espera ai……Quem deve levar essa bronca é Lyam ele que destruiu grande parte do pátio!

Mas essas palavras não vão funcionar com minha tia e aposto que ele levou uma bronca também.

Depois dela acalmar e parar a bronca ela falou:

“Lyam ficou todo esse tempo ao seu lado se culpando, quando ele acordar não esqueça de o agradecer…Vocês dois sempre se taram bem demais…” Ela fez um meio sorriso cheio de charme de uma mulher madura.

Ela saiu da sala nos deixando sozinho.

Coloquei uma mão sobre a cabeça de Lyam, acariciando seu cabelo macio.

“Primo…idiota…não precisava ficar todo esse tempo ao meu lado! ” Eu falei em um tom gentil quase derramado lágrimas.

Sinto que ultimamente me tornei muito emocional.

“Ohhh….Desse jeito vou acabar me apaixonado por você Prima! ” Ele abriu os olhos e expressou um sorriso largo.

Meu coração começou a bater mais rápido e meu rosto se tornou quente.

“Q-qquando tempo você está acordado?! ”

“Desde que a mãe começou aquela bronca interminável” Ele riu e se levantou e explicou: ”Como não queria levar outra bronca, continuei fingindo que estava dormindo! ”

Ele se levantou e sentou na cama e me encarou com seus olhos brilhante como se quisesse dizer algo.

Tentei lutar contra meu embaraço mas não era fácil sobe seu olhar firme não conseguia o encarar diretamente.

Céus aonde eu estava com a cabeça de querer dizer esse sentimentos embaraçosos?!

Lentamente ele moveu seu rosto para mais perto do meu e segurou meu queixo me fazendo olhar diretamente em seus olhos.

“O-oooque você…está fazendo??! ”

“O perdedor tem que realizar um desejo do vencedor….e eu desejo seus lábios! ” Ele disse seriamente sem rodeios fazendo minha mente ficar turva.

“N-nnão podemos…Lyam!! ”

Ele riu:

“Por que não podemos? ”

“E-euu….” Hesitei em dizer minha mente já não funcionava mais naquele ponto.

“Arian você realmente gosta de mim? ”

Eu estava hesitante em me entregar daquele jeito, esse amor não é certo. Mas mesmo assim o desejo, o desejo tão fortemente que poderia enlouquecer.

“S-sim…” Finalmente admiti e fechei meus olhos a espera do meu primeiro beijo.

Nossos lábios se tocaram sentindo a maciez de seu lábio.

Seu beijo foi como a vinda do verão e o calor agradável do sol.

Um beijo cheio de desejo e carinho, o que nosso duelo deixou de contar, esse beijo deixou bem claros meus sentimentos.

Naquele dia nos beijamos pela primeira o beijo do príncipe encantado que toda garota sonhava em ter.

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