Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Não podemos ter tudo que desejamos, Lyam Marwe!

1 Parte

 

A terra tremia levemente com cada passo dos titãs. Olhares curiosos espiavam pela fresta da cortina da janelas. As ruas pavimentada eram largas suficiente para dois titãs caminharem um do lado do outro. Eu flutuava no ar, contemplando os edifícios da academia mágica real ficando cada vez mais próximo.

“Se preparem argonautas! Materializem seus rifles mágicos de fogo!” Eu os instruir.

Os quatorze titãs materializaram rifles mágicos. Avistamos as muralhas defensivas da academia mágica real. Os portões estavam abertos e os guardas mortos, passamos pelos portões seguindo em direção aos edifícios da administração. Porém era provável que não estaria mais ninguém naquele horário.

“Se eles foram atacados, provavelmente devem ter se refugiado em outro local, mas qual?” Me perguntei e logo desisti de pensar e usei meus instintos de dragão celeste e claro minha recente adquirida habilidade racial única [Sétimo sentido do dragão celestial]! Flutuei até os céus lançando um pulso de energia, que cobriu todo terreno da academia mágica real. Na minha mente eu estava ciente da localização de Engelil e mais de trezentos guerreiros inimigos. Estavam espalhados caçando instrutores e alunos, enquanto metade se concentrava ao redor do anfiteatro, aonde a meia elfa Engelil estava.

Depois de marcar a localização de todos mandei para o restante do esquadrão e falei:

“Charlotte lidere o esquadrão prometheus, a missão: eliminação! Sem piedade! Eu vou ajudar a diretora Engelil, Anna Llachar vocês vem junto!” Eu instrui eles a procurar nas áreas em que eu os enviei pelo monitor dos mecha.

“Entendido, comandante!”Disse Charlotte e os quatorze titãs negros correram em direção dos dormitórios.

Eu flutuei até o anfiteatro – uma grande edifício em forma de cúpula de cristal criado pelo espiritualista Euraidd Mulki. Na entrada principal havia inúmeros inimigos, maioria guerreiros com espadas e escudos, outros magos e arqueiros. Um golem de ferro com cinco metro de altura socava a porta com mais de seis metros feito de energia espiritual. Várias rachaduras estava aparecendo na porta, eu mirei no golem de ferro.

*Bang!!!*

O cano do rifle mágico disparou um projétil vermelho, mais poderoso do cinco bolas de fogos juntos. O projétil atingiu o golem de ferro, como esperado o golem foi explodido em vários pedaços.

Mirei nos guerreiros próximos ao portão e *Bang!* e *Boomm!* uma duzia foi explodida em vários pedaços, enfeitando as paredes da magnifica cúpula com sangue e pedaços dos cadáveres.

“Hiiiiii!!!!”Guinchou um dos inimigos ao ver uma duzia dos serem mortos facilmente.

“O-o que é aguilo?!” Gritou outro.

“Um anjo de metal?” Disse com olhos espantados.

“Deve ser a porcaria de um anjo da morte! Não podemos enfrentar, isso dispersar!” Gritou o que parecia estar no comando.

Llachar saltou do ombro do mecha e girou sua espada classe divina, a incendiando, ela gritou:

“Não vou deixar,[Queda da lua flamejante]! ” Uma grande lua vermelha em chamas caiu sobre o grupo de guerreiros, os incinerando quase que instantaneamente, criando uma cratera na calçada de pedra. Lalchar usou o pulso e girou sua espada em um corte horizontal, cortando no meio oito guerreiros próximos, incendiou sua espada, girou, lançando uma meia de lua flamejante que queimou mais cinco guerreiros, uivaram de dor, correndo em chamas.

“Não vou perder para Llachar!”Gritou Anna e abriu suas asas e lançou voo em direção dos guerreiros, todo seu corpo exalou um fulgor branco, uma estrela brilhante em meio a noite.”[Rajada de luz]! ”

Suas asas brilharam intensamente, uma luz cegante, ela bateu suas asas disparando centenas de penas de luz branca contra os guerreiros. Ergueram seus escudos, conjuraram defesas mágicas. Mas foi inútil, as penas de luz branca atravessava qualquer defesa física ou mágica, perfurando seus corpos criando inúmeros buracos sangrentos.

O sangue de trinta guerreiros e magos, banhava as calçadas de pedra. Os sobreviventes dispararam flechas e magias contra nós, nenhum dos ataques obteve efeito. Magos de mantos escuros agitaram seus cajados e conjuraram mais dois golem de ferros. Eu desmaterializei o rifle mágico e pousei sob os sobrevivente, esmagando, criando uma poça sangrenta. Corri em direção aos golem de ferro, formei um punho e acertei a cabeça de dos golem de ferro, esmagando como se fosse papel, o outro golpeou a armadura do Hipérion-2, não causou nenhum arranhão. Segurei o golem de ferro pelo braço metálico, girei, o lancei sobre um edifício, que desabou com o choque do impacto.

Llachar cortava e queimava os que sobreviveram, Anna perfurou os guerreiros restante com sua lança gloriosa. Em poucos minutos, a força que tentava adentrar no anfiteatro foram obliterados.

Cancelei a sincronização e desci do mecha Hipérion-2, guardei em meu espaço dimensional criado. Llachar e Anna caminharam ao meu lado.

A porta não se abriria sozinha, duvidava que iriam confiar em nós e abir a porta. Infundir fogo divino em meus punhos, respirei fundo, mudei a posição de combate, desferi um poderoso soco de chamas divinas contra o portão do anfiteatro e……*BAAMMM!!!*….*Creck! Creck! Creck!*……Inúmeras fissuras surgiram na porta construída a partir de uma poderosa energia espiritual.

“Sinto que isso está virando um mal hábito!”Disse para mim mesmo, encarando a segunda porta destruída no mesmo dia.

Do outro lado visualizei vários alunos e instrutores, lançando olhares nervosos. Engelil, minha deusa élfica vestia uma túnica verde de simples bordados. Seus olhos verdes claro enquadrado por longos cilios dourados. Seus cabelos loiros ondulava com a brisa que passava por nós. Seus lábios vermelhos formavam uma linha reta. Segurava em sua mão um bastão de carvalho entalhado com vários caracteres mágicos e seu Solis Rhisgl flutuava junto com outros Solis me analisando e calculando as chances de vitória.

Eu caminhei para frente, o ruído causado pelo forte aberto no bastão era audível para mim. Assim como o medo vindo de cada um deles, Engelil temia o que estava a sua frente, mas não iria correr e depois de um longo suspiro acalmou suas emoções e disparou como um flecha para cima de mim. Seus seios pulavam alegremente com cada suave movimentos, brandindo seu bastão com agilidade e destreza, procurando acertar meus pontos vitais. Ela parecia dançar, ágil e poderosa, seu aroma de pinheiros e da floresta entorpeceu meus sentidos. Acompanhei ela em sua dança mortal. No ato final da dança mortal, ela mudou sua posição de combate e os ataque de bastão se tornou um borrão, era como se tivesse transformado em um chicote e cada golpe que acertava o piso de pedra, rachava em vários pedaços. Desviei o ataque com as costas ta mão, deslisei por ela em um giro, abracei seu corpo e involuntariamente uma mão foi em seus seios perfeitos, mal cabendo em minha mão, entorpecendo meus sentidos com a maciez de seu seio.

“O-oque você está fazendo?!”Ela gritou e lutou para se livrar do meu braço.

“Se acalme, eu não sou seu inimigo!”Eu disse e mordi a ponta de suas orelhas pontudas, fazendo ela gemer timidamente e suas orelhas arderem em brasa e tremer.

“Se não é meu inimigo, então me solte!”Disse ela respirando com dificuldade.

Eu apertei mais três vezes aquele par de seios e voltei a morder e lamber as pontas de sua orelha pontuda. Relutante eu a solte, ela saltou para trás, me olhando com cautela.

Eu soltei um suspiro e falei:

“Eu sou Lyam, Llachar, Anna apareçam!” Ela passaram pela porta ficando ao meu lado.

2 Parte

Llachar retirou seu elmo em forma de raposa, deixando seus cabelos vermelhos caírem sob armadura. Suor percorria seu rosto, seus cabelos molhados, atiçando a chamas da luxuria em mim.

“Engelil, esse tarado é o Lyam e ela Anna, não me pergunte como, mas são eles.”Disse Llachar se sentando no chão e reclamou:“Essa armadura é muito quente!”

“Você não tem habilidade de resistência a fogo?”Eu franzi a testa com a reclamação dela.

“Sim, mas ultimamente não está servindo para muita coisa….A armadura está se aquecendo sozinha sempre que eu luto!”Disse ela.

Anna apontou sua mão para Llachar e criou uma brisa refrescante.

“Ahhh……Obrigado Anna!”Agradeceu ela.

Ignorei as duas e voltei meu olhar para Engelil. Ao ver Llachar soltaram um suspiro aliviado. Ela se tornou bem conhecida nos últimos cinco anos, ela e Anna se aventurava quando podiam e sempre traziam plantas, ingredientes raros e couraças de bestas mágicas difíceis de adquirir. Resumindo Llachar caçava bestas mágicas e colhia plantas raras em áreas perigosas as vendendo a um preço bem elevado para os magos e alquimistas.

Engelil se aproximou de mim e perguntou:

“Lyam?” Perguntou ela ainda cautelosa.

“Quem mais poderia exalar todo esse charme e ser tão ousado a ponto de apertar seus seios divinos?”Eu perguntei desenhando um sorriso sedutor.

“Você está diferente…Mas sem dúvidas….Essa atitude, só você poderia ser tão ousado……Se tentar tocar nos meus seios novamente, eu quebro sua mão!” Disse ela, voz musical e relaxante.

“Se esse é o preço a se pagar, pode quebrar minhas duas mãos!”Eu movi minhas mãos em direção ao seus gloriosos seios, conjunto perfeito de toda criação do mundo.

“Ora, para de ser bobo! Explique o aconteceu com você!”Ela protestou e se abraçou escondendo seus seios das minhas garras. Eu narrei os acontecimentos algumas horas atrás. Ela assentiu e depois de terminar meu relato ela falou:“Duque Barion, desde que a rainha cortou a cabeça de seu pai na frente dele, ele guarda um forte rancor contra a rainha Ellena.”

“A rainha Ellena, cortou a cabeça do pai do Duque Barion?” Eu perguntei.

“Sim, foi a quarenta anos atrás. O antigo Duque Barion era contra a construção das estradas que ligariam as principais cidades de Argus. Ele protestou por dias e incitou outros nobres a se rebelar. A rainha perdeu a paciência e cortou a cabeça dele na frente de todos outros nobres, acabando com qualquer resistência por parte dos nobres.” Ela disse, revelando o principal motivo da traição do Duque Barion: vingança.

Nossa conversa continuou, falei sobre o possível envolvimento do império da luz por trás do golpe. Contei sobre o nascimento da ordem dos argonautas, propus sua entrada para o esquadrão especial musas de Apollo.

“Hum…É uma boa proposta, porém e meu dever guiar e ensinar os jovens magos de Argus. Não posso abandonar meu dever, assim como agora você tem um dever a cumprir com sua ordem!”Disse ela calmamente.

“Queria apenas que ficasse perto de mim, é pedir muito?” Eu perguntei a ela.

Ela desenhou um sorriso gracioso e respondeu em um tom musical:

“Não podemos ter tudo que desejamos, Lyam Marwe!”Disse ela, com um meio sorriso completou:“Eu não posso ser sua, assim como a lua jamais irá pertencer a nenhum mortal.”

Eu fiquei boquiaberto com sua rejeição clara, sem hesitação, um sentimento pesado, sufocante, melancólico. A rejeição era como uma espada gélida, entrando lentamente em meu coração. Enquanto suas palavras amargas, ecoavam em minha cabeça.

Não podemos ter tudo que desejamos, voltou a se repetir em minha mente.

Eu não poderia ter minha deusa élfica.

3 Parte

Charlotte e o esquadrão prometheus escoltou Engelil e os instrutores e alunos para o palácio real – lugar mais seguro no momento. Eu, Llachar e Anna seguimos em direção da associação mágica e sem piedade, eliminamos todos inimigos em nosso caminho. Vinte, trinta, quarente, cem, não importava seus números, não importava se trajavam metallium ou não, forte ou fraco, não fazia diferença quando estavam diante de mim.

*Bang! Bang! Bang! Bang*

Hipérion-2 voava como um anjo da morte, disparando projeteis mágicos. Explodindo esquadrões inteiros. Magos inimigos levantavam barreiras, invocavam monstros e eu apenas apertava o gatilho e os explodia em vários pedaços. O mecha demonstrou sua superioridade em uma batalha, poder de fogo, mobilidade, proteção.

Não estava descontando minha rejeição neles – nenhum um pouco.

“Humm…Pensando bem porque estou pilotando um mecha?”Perguntei para mim mesmo, enquanto verificava a energia restante do mecha. Os reatores mágicos do hipérion-2 não era compaítvel com a magia dos deuses e estava apenas usando a energia armazenada nos reatores.“Sou um demigod dragão celestial, e estou pilotando um mecha….Não faz sentido, eu devia apenas voltar em minha forma original e arrasar com tudo!”

Eu devo ser o primeiro dragão na história a pilotar um mecha……Espero que a moda não pegue.

A associação mágica estava sob ataque de vários guerreiros. Magos da associação lançavam feitiços contra os guerreiros, retardando seus movimentos. Arqueiros disparavam saraivadas de flechas contra os magos e guerreiros usavam estátuas e construções se protegendo dos ataque mágicos.

Desci do mecha Hipérion-2 e materializei a espada classe divina [Espada de Apollo], saltei para o mar de guerreiros, a lâmina branca da espada de Apollo rasgava o peitoral de couro, se enterrando na carne dos inimigos, os cortando em dois. Não havia dificuldade, a lâmina cortava os guerreiros com uma facilidade assustadora. Não me preocupei em se defender, as espadas caiam sob o robe escamado e não conseguiam me cortar. Rachei escudos, elmos, armaduras de metallium e os uivos de dor preenchiam o ar e os magos da associação gritavam vivas e atacavam aqueles fora do meu alcance. Um arqueiro disparou várias flechas em minha direção, interceptei com a lâminha branca da espada de Apollo e os magos dispararam bolas de fogos e balas de terra finalizando os arqueiros.

Em menos de uma hora havia um circulo de carnificina ao meu redor e metade dos inimigos hesitavam em atacar. Anna e Llachar perseguiram a outra metade, guerreiras ferozes e poderosas. Llachar a deusa da guerra, Anna o anjo da morte em carne e osso. Seus rasantes e sua lança despedaçavam os guerreiros, em trinta minutos depois as duas limparam o restante.

Guardei minha espada e caminhei em direção dos magos e perguntei:

“Aonde está Laffast?”Eu perguntei preocupado

“Ele está no armazém á vinte minutos daqui, obrigado por nos salvar!” Agradeceu o mago enquanto estancava o sangue de um ferimento de espada. Outros magos estavam cheios de hematomas e cortes, eu me aproximei deles e expandi minhas duas asas celestiais exalando um brilho dourado como os raios do sol. Todos magos tocados pelos raios, se curaram e o cansaço sumiu.

“Pronto, deve bastar por enquanto!” Eu disse para o mago.

“Obrigado! Devemos nossas vidas a você, qual é o nome do nosso benfeitor?” Perguntou o mago.

“Sou Lyam Marwe, comandante da ordem dos Argonautas!”Eu disse com orgulho e corri em direção do armazém, deixando para trás os magos da associação mágica.

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