Kuork

Apenas Tradutores Errantes

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 A vinda do Algoz

 

1 Parte

 

Diante dos portões de Cysgod havia quinze imponente mechas. Seguravam enormes hastes com bandeiras ondulantes da ordem dos Argonautas – um sol cruzado por dois raios. Atrás deles se reunia magos, soldados e nas muralhas arqueiros preparados para lançar um ataque ao menor sinal do inimigo.

Diante dos mechas estava Arian, Anna, Llachar, Charlotte e os pilotos da ordem dos Argonautas. Estavam sentado sob um grande lençol vermelho, sob o lençol havia várias cestas de pães frescos, bebidas e uma porção de petiscos e doces.

O clima era descontraído, comiam enquanto observava o enorme dragão de gelo – verdadeira forma da rainha loli – enfrentar o que restou da sétima legião, o que não era muita coisa.

Os cavaleiros dragões montavam elegantes corcéis de guerras que eram protegidos por uma leve armadura vermelha. Havia mil deles observando a batalha atentamente, prontos para cavalgar para guerra.

Enquanto eu, Duque de Nótos – nem posso dizer o quanto estou me divertindo ao ser chamado de Duque – estava sentado sob o lençol vermelho bebendo vinho delicioso de Llus. Arian estava aninhada em meus braços, Anna observava a situação da batalha com calma, Llachar bebia junto comigo, Charlotte estava ao meu lado, ela vestia um vestido gótico cheio de babados, suas mãos era coberto por luvas de seda com bordados finos e elegantes. Segurava uma taça de vinho demoníaco de Bael.

Sua cauda longa e fina balançava de um lado para o outro.

Os heróis Seiji, Jean e Will estavam próximo devorando alguns doces e bebendo um delicioso chá preparado pelos servos próximos.

“Está tudo bem em vocês ficarem tão despreocupados enquanto sua companheira luta sozinha?” Perguntou Seiji com uma expressão duvidosa.

Seiji tinha estatura comum, rosto comum, e olhos negros puxados como um japonês comum. Emprestei uma das minhas túnicas já que eu destruiu sua armadura.

Na minha vida passada havia muitas coisas que eu odiava, uma delas eram heróis. Não quero que me entendam mal, não sou um vilão ou algo desse tipo. Sou apenas uma pessoa comum que vive por mim mesmo e aqueles que amo. Não tenho um ideal de justiça, não acredito nisso, para mim não passa de pura hipocrisia.

Humanos vivem apenas para si e seus motivos egoístas. Mesmo se salvarem uma pessoa e falarem que era o certo a fazer, seria hipocrisia, pois no fundo aquela pessoa fez o que fez para se sentir melhor.

Se existe uma pessoa que deixa de viver por si para viver pelos outros, eu com certeza o internaria em uma clínica psiquiátrica.

Se me perguntarem se eu tenho algum ideal……Eu responderia: sim.

Qual ideal eu sigo?

Sigo o ideal do amor- se e que me entendem – e faço questão de praticar!

“Não há problemas.” Arian respondeu por mim enquanto eu divagava bebendo uma taça de vinho de Llus.“Nossa rainha es poderosa, precisariam mais do que um inquisidor e poucos cavaleiros para a derrotar!”

Arian era um belo quadro divino, sua beleza estonteante, fazendo muitos homens perderem o fôlego. Não importa se e homem ou mulher, ao contemplar a beleza dela você até esquece de respirar.

Pensei em arrancar os olhos de qualquer homem que a olhasse daquela maneira. Mas, se eu fosse arrancar os olhos de quem a olhasse, eu teria que arrancar todos olhos dos homens de Cysgod.

“Ela parece está se divertindo, mas, todo aquele gelo está me dando vontade de chupar sorvete!” Eu exclamei animado.

“Sim, sim, sim!”Exclamou Jean com olhos brilhantes.“Eu adoraria sorvete nesse calor, mas, e uma pena que não exista sorvete nesse mundo!”

Sua testa estava encharcada de suor por estar vestindo uma cota de malha e armadura. Poderia imaginar o calor que ela estava passando por esta sob o sol escaldante.

“Podemos fazer raspadinha de gelo, mas, infelizmente ela está ocupada enfrentando o santo inquisidor!” Eu disse desanimado.

A rainha produz um ótimo gelo com sua magia!

“Ah, eu quero pizza!!” Exclamou Will.

“A noite vou pedi para uns dos chefes fazer uma!” Eu disse com um sorriso.

Existe ingredientes nesse mundo como o trigo e outros ingredientes similares – não iguais- que podem ser usados para fazer pizza. Há algumas coisas – comidas – da minha vida passada que eu sentia faltar, um saco de salgadinho era uma delas. Meus chefes de cozinha eram bastantes ocupados na procura dos ingredientes certos para replicar certas comidas.

“Sério?! Ah, cara valeu!” Disse Will quase chorando.

Após uma conversa descontraída voltei minha atenção para a luta da minha rainha loli contra o santo inquisidor.

A rainha parecia ter sido feita a partir de um enorme diamante, sua forma verdadeira era deslumbrante. Suas escamas azuladas são como os mais puros diamante, refletindo as luzes do sol.

Seu longo pescoço serpentino, movia-se de um lado para o outro com sua bocarra, lançando jatos de gelo, congelando batalhões inteiros. Sua patas pesadas, rasgavam homens aos meios, o bater de suas asas arremessa centenas de cavaleiros no ar e sua longa cauda fina era um chicote impiedoso.

O santo inquisidor liderava um batalhão a cavalo, gritando ordens, e a flanqueando, atacando com lanças e ataques divinos e outras técnicas de suas profissões. Mas era como assistir um bando de garotos com pedaços de gravetos atacando uma fortaleza de pedra.

Um esforço era inútil, não importa o quão duro lutassem, no fim irão sucumbir.

“Eu estou feliz por ter passado para seu lado!” Disse Seiji engolindo em seco, sua mão tremia enquanto bebia o chá.

“É eu meu caro herói, estou contende por não ter que transformar todos vocês em churrasco, agradeça ao bom senso de seus amigo!” Eu disse com um largo sorriso, mostrando vários dentes pontiagudos como adagas e para maximizar a intimidação soltei pequenas labaredas de fogo dourado.

Ele se assustou e eu soltei uma gargalhada satisfeita.

Arian puxou minhas bochechas e me repreendeu:

“Não saia intimidando nossos novos amigos!” Disse Arian com uma voz musical e elegante.

“Estava apenas o saudando!” Eu disse a ela.

“Assustando!” Retrucou ela.

“Sim, sim, satisfeita?” Eu perguntei com um sorriso.

“Não, não estou querido!” Disse ela irritada.

“O que está acontecendo? Você está estranhamente sentimental hoje!” Eu perguntei preocupado. Por algum motivo ela estava implicando com tudo o que eu fazia.

Seu olhos cinzentos fitavam o horizonte, vendo algo que eu não podia ver. Ela abriu e fechou a boca, tentando falar algo, mas hesitava e permanecia em silêncio.

“Eu não sou telepata….Ah, esqueci eu sou um telepata, mas mesmo assim não vou saber o que te aflige se não me contar!”

“Eu estou com um péssimo pressentimento……Algo está errado nessa batalha, sinto que nós, eles, estamos sendo usados……Por alguma coisa…” Ela engasgou e não terminou a frase.

Se eu fosse uma pessoa comum eu pensaria: ah é paranoia de sua cabeça.

Mas eu não era uma pessoa comum então eu pensei: estou morto!

Se uma mulher diz que está com um mal pressentimento, pode ter certeza que sua vida está em risco. A intuição de uma mulher é algo poderoso e muitas vezes preciso.

Ouvir Arian dizer que está com um mal pressentimento foi o mesmo que receber uma sentença de morte.

Charlotte quebrou a xícara de chá em sua mão e falou:

“Eu estou também com um péssimo pressentimento!” Disse ela, fazendo me sentir com um pé na cova.

Por segurança mandei todos Argonautas ficarem apostos em seus mecha. Preparei algumas defesas por precaução, mantive todos meus sentidos alertas.

 

2 Parte

 

O céu escureceu, e neve, ou melhor cinzas começaram a cair do céu, forrando o chão com um tapete cinzento. Meus instintos de sobrevivência gritavam para correr para o lugar mais distante que eu puder.

A rainha retornou com alguns cavaleiros santos ao seu redor e arrastava o santo inquisidor Aaron Aquilae por elegante capa.

“Foi um bom exercício para corpo! Kukuku!” Disse ela em sua forma humana, olhou para todos nos e falou:“Esses homens serão nossos prisioneiros, iremos entrar em contado com o império santo para negociações, e ter uma boa compensação pela dor de cabeça! kukuku!”

A rainha iria ganhar uma boa compensação pelo santo inquisidor. Mesmo o santo império tendo várias legiões não poderia se dar o luxo de perder um santo inquisidor – profissão divinina rara.

Havia apenas vinte e três em todo reino.

Pelo que eu conversei com os heróis eu compreendi que o império santo, não era necessariamente ruim. A fé deles era intolerante com demônios e outras raças não humanas.

Na perspectiva humana o império santo e bom, na perspectiva demônios ruim. E na minha perspectiva eu não me importo se seja boa ou ruim, porém eles tramaram me matar apontaram uma espada para minha amada, suas ações não poderiam ser ignoradas é em um futuro não muito distante eu teria uma boa conversa com alto sacerdote do império santo.

“Temos outros problemas, Vossa majestade!” Disse Arian fitando os céus cinzentos.”Essas cinzas não são naturais, são criados por alguma habilidade ou magia……Seja o que for, todos nós corremos perigo!”

Todos franziram a testa, preocupados, mas o que aconteceria a seguir ninguém estava preparado.

Bum, primeiro escutei o som de asas batendo, seguido por um zumbido baixo. As nuvens cinzentas se abriram, revelando uma criatura de tamanho descomunal. Sua boca era como a de um dragão e seus olhos vermelhos sangue. Sua cabeça era adornada por longos chifres curvados e sua pele escura como um abismo sem fim.

Em sua bocarra chamas negras dançavam caóticas e sem aviso, disparou em nossa direção, um sopro de fogo negro. Em poucos segundo voltei a minha forma verdadeira, envolvi todos em minhas asas.

“[Fortalecimento das escamas reluzentes]! ” Minhas escamas endureceram e exalaram um fulgor dourado.

*BOOOOMMMMMMMM!*

O sopro de chamas passaram por mim, sofrendo pouco dano. Senti uma onda de choque vindo atrás de mim. Virei minha cabeça e contemplei todo setor norte e as muralhas, destruídas deixando para trás apenas uma cratera abissal, fumegantes aonde não se era possível ver o fundo.

A criatura aterrizou, fazendo todo solo tremer, seu olhar era assustador e remontava a tempos esquecidos pelos homens.

Os olhos verdes da rainha brilharam em fúria, mas, era impossível esconder o temor em seus olhos.

A rainha engoliu em seco e disse com grande temor:

“Aquela coisa é um demônio ancestral, para ser mais exato um Rei demônio!” A rainha retornou a sua forma de dragão, se lançou em direção ao rei demônio.“Precisamos o deter, se não toda Argus cairá!”

“Ελάτε σμήνη κόλαση και να καταβροχθίσει όλη του τη ζωή(Venham enxames infernais e devorem toda vida)! ” O rei demônio moveu suas garras no ar, cortando o espaço criando uma fenda dimensional. Da fenda surgiu um enxame negro – demônios bizarros de pele negra e chifres curvado – tinham aproximadamente três metros de altura e exalava uma densa névoa escura.

Voavam em direção a Cysgod.

“Argonautas, cavaleiros dragões e magos, deixarei o extermínio dos demônios menores em suas mãos! Eu vou ajudar a rainha a derrotar aquele rei demônio!” Eu me lancei em direção ao rei demônio.

Arian voou ao meu lado e falou:

“Lutarei ao seu lado!” Disse ela e continuou:“Sem reclamações, aquela coisa e poderosa demais para apenas você e a rainha lidar!”

Eu pensei em meias duzias de palavras para convencer ela a ficar em um local seguro. Ela carregava nosso filho no ventre e a batalha a seguir seria bastante difícil. Mas, eu a conhecia bem. Sabia que não me ouviria e de uma forma ou outra enfrentaria o rei demônio.

“Tudo bem, mas tenha cuidado, não sei qual é nossas chances, mas, prometa que se a situação ficar feia você irá fugir para o mais longe de Argus!” Eu disse a ela, preocupado com nosso filho.

Arian assentiu e montou em meu dorso, acariciando minhas escamas ouro branco.

“Μικρές φως σήμερα και η μέρα που τα πάντα θα χαθούν και πιο ακριβά, και λίγο φως θα κλάψω δάκρυα του αίματος και το σκοτάδι θα καταβροχθίσει το φως σας! Θαυμάστε βασανιστή του! (Pequena luz, hoje e o dia que tudo que e mais caro perecerá, e você pequena luz irá chorar lágrimas de sangue e a escuridão irá devorar sua luz! Contemple seu algoz)! ”

Não compreendi o que o rei demônio estava dizendo, mas, tinha certeza absoluta que não era uma frase de boas vindas. Cada palavra dele fez meu coração tremer, sua aura negra era nauseante e primitiva.

Aquele era o pesadelo de todas coisas vivas no mundo.

Eu, Arian e a rainha vamos ter uma dura batalha, batalha qual talvez não possamos vencer.

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