Kuork

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Epílogo

Era Apollo ano 2546 Cidade flutuante imperial Olimpo

 

Sekhemet após falhar em proteger Lyam retornou para sua era.

Estava diante dos portões do palácio dos imortais, fitando a porta feito de ouro maciço entalhado com dragões e outros seres misticos abaixo de um sol cruzado por dois raios. Sua mão estava trêmula, gotas de suor frio percorria sua testa.

Quando Fenrir quebrou o tabu e retornou no tempo para ter sua vingança contra Apollo, jurou para seu pai, o grande imperador Apollo, deus dos deuses, que retornaria com seu irmão gêmeo Fenrir e protegeria sua versão mais jovem.

Eu falhei, pensou ela envergonhada de si mesma.Falhei vergonhosamente, e quebrei meu juramento com meu pai!

Sekhmet cerrou seus punhos com força e deu um passo para frente, no mesmo instante a porta abriu silenciosamente, revelando um longo salão feito de cristais divinos. Seguiu o tapete vermelho que levava até o trono do imperador divino e das trinta e sete imperatrizes divinas.

Ao lado do tapete vermelho se erguia monumentais pilares ilustrados com as guerras galáticas e aventuras do imperador seu pai e suas companheiras imperatrizes. Ao lado de cada pilar havia cento e vinte e nove mecha diferentes, com asas angelicais, segurando hastes de cento e vinte e nove bandeiras dos setores espaciais qual seu pai controla a mais de mil e trezentos anos.

Ela mesmo lutou ao seu dele e de seus inúmeros irmãos, para garantir paz ao império solar. Ela e Fenrir eram os primeiros filhos de Apollo, seguidos por seus meios irmãos, filhos das primeiras imperatrizes.

Cada passo que tava pelo tapete vermelho, sentiu a pressão esmagadora vinda do trono. Atrás do trono havia três mechas divinos independentes com centenas de metros, Eos, Teia e Hipérion os Solis mais poderosos do sistema solar. O poder de um deles era capaz de rivalizar com uma frota estrelar inteira e uma centena de pequenos deuses.

Era visível a bandeira da casa imperial olimpo – um sol cruzado por dois raios sob um céu escuro.

A guarda imortal, composta pelos mais bravos heróis e magos do sistema solar formava uma fileira, segurando suas armas de raio divino. Todos trajados com bio-armaduras de última geração que os torna tão fortes quanto um semi-deus. Sua posição era impecável, acima de seus ombros Solis de diversos formados e cores analisavam o ambiente a procura de ameaças ou terroristas.

Se houve um império tão poderoso quanto ao império olimpo, isso foi em uma época remota qual os primeiros deuses primordiais reinavam.

O capitão da guarda imortal anunciou:

“Saúdem a primeira princesa imperial Sekhmet, filha da imperatriz Arian, comandante da décima quinta frota, leoa devoradora de demônios……” Após quase dez minutos todos seus títulos foram anunciados.

O imperador Apollo, deus dos deuses, tinha tantos filhos que criou o costume na corte de anuncia qual o nome da mãe imperatriz após o nome do príncipe ou princesa.

Deuses menores e nobres se ajoelharam perante a primeira princesa. Diante do imperador e as trinta e sete imperatrizes se ajoelhou.

“Levante-se, minha amada filha!” Disse o imperador Apollo, sua voz era transcendental.

Sekhmet se levantou fitando o ser mais poderoso que já existiu em todo universo conhecido. Ela relatou sua falha em trazer de volta seu irmão gêmeo Fenrir e o que aconteceu com Lyam, que teve seus poderes selado e a memória apagada, para piorar a situação jogado em uma dimensão aleatória qual ela não conseguiu rastrear o mundo em que Lyam foi jogado.

Apollo se encostou em seu trono feito de puro ouro e ornamentado com as joias e cristais divinos mais raros de todo universo.

Sekhmet comparou os dois rostos, Lyam tinha um rosto jovial, alegre e despreocupado. O seu eu atual não era muito diferente, o mesmo rosto jovial e sorriso sedutor. A principal diferença eram seus olhos completamente brancos aonde devia haver pupilas e seu longo cabelo de chamas divinas.

É claro, a coroa espiritual majestosa que flutuava sob sua cabeça – uma auréola que se tornou uma coroa dos reis dos reis celestes.

Ele soltou um longo suspiro e falou:

“Seth, meu filho venha até mim!” Disse ele, em menos de meio segundo ele surgiu diante seu pai.

Seth usava uma bio-armadura escura divina, criada pelo próprio imperador. Seu elmo tinha o formado da cabeça de chacal. Sua capa era da mesma cor escura em suas costas estava um magnífico machado de guerra que poderia cortar um mecha no meio.

Set era seu terceiro filho com a imperatriz divina do fogo eterno Llachar.

“Fenrir irá causar vários problemas sendo influenciado por Tártaro, você e o melhor e mais forte caçador entre nós, peço meu amado filho que traga fenrir até mim!” Disse Apollo com uma voz paternal.

“Cumprirei suas ordens, pai, mas não me culpe se eu quebrar um ou dois braços dele no processo! Hahaha!” Seth gargalhou e com uma greve do seu machado abriu um portal no tempo e espaço indo a caça de Fenrir.

“Ele puxou a mãe” imperador Apollo soltou uma risada humorada olhando em direção da imperatriz divina Llachar.“É um problema deixar as coisas nessa situação, mesmo que ele seja de um ramo diferente de um universo paralelo, não vai afetar essa linha direta do tempo, ainda sou eu e não me agrada deixar ele perdido sem saber quem é, á chances de Tártaro está atrás dele!”

O imperador Apollo conhece grande parte dos segredos do universo. O tempo em si era como um rio com várias ramificações, existências paralelas, Lyam era parte de uma dessa ramificações e mesmo seu desaparecimento não vai influenciar no fluxo do tempo atual.

Sekhmet franziu a testa em confusão e perguntou:

“Por que estaria atrás dele?”

“Desde que eu destruir seu corpo primordial, ele vem a procura de um recipiente que possa comportar seu espírito divino, meu corpo e rico em poder espiritual, perfeito como recipiente para ele, eu temo que ele mande seus lordes do caos atrás do jovem eu.” Sua expressão era preocupada então chamou:” Hórus, meu filho venha até mim!”

Em um borrão de luz sagrada Hórus surgiu trajando uma bio-armadura dourada e seu elmo era no formado da cabeça de um falcão.

“Me ajoelho perante a ti meu pai, em que eu possa o servir?” Perguntou Hórus, dobrando as seis asas angelicais em sua costa.

Hórus era o quarto filho dele, com a imperatriz Anna.

Apollo fitou Sekhmete e falou para os dois:

“Vocês serão responsáveis pela procura do meu eu mais jovem, se os lordes do caos tentarem o capturar vocês vão os proteger e relatar a mim. Fora isso não intervira em suas ações e por hora deixei ele lidar com o problema atual com suas próprias forças!”

Sekhmet e Hórus ouviram a ordem de seu pai e iniciou a procura de Lyam pelos milhares de mundos diferentes.

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Em um outro mundo chamado Aayós……

 

Na floresta aos redores da cidade Elba, duas aventureira de renome caminhava pelo solo irregular, barrento, caçando goblins. Ela analisava as pegadas no solo, para olhos destreinados passariam despercebidos, porém para ela era como se tivesse anunciando sua presença.

Além dos vários galhos quebrados e pegadas no solo, podia sentir o aroma único enfraquecido dos goblin no ar.

“Mia……Encontrou o rastro dos goblins?!” Perguntou uma uma voz feminina atrás dela.

Mia virou o rosto, vendo a meia-elfa Sofie, ofegante, se apoiando em seu cajado de carvalho negro. Sofie tinha 1,50 centímetros de altura, corpo magro quase infantil. Estava equipada com um chapéu pontudo de bruxa, seu cabelo rosa ondulado chegava até seu pescoço. Seu manto marrom desgastado, mal a protegia do tempo frio.

Como todos meio-elfo sua orelha eram pontudas e seus olhos cor âmbar.

“Sim, meu faro captou o leve aroma de urina e merda tipico deles, estão á 400 a 460 metros a noroeste, adentrando a floresta!” Respondeu Mia para a meia elfa.

“Guarde esses detalhes nojentos para você! Sua vira-lata idiota!” Gritou Sofie com uma expressão de nojo.

Mia sorriu largamente para Sofie, mostrando seus caninos, rosnando para ela como uma provocação.

Mia era uma demi-humana da raça Lycan.

As orelhas prateadas de lobo e sua cauda eram a prova de sua raça. Diferente dos humanos, eles eram mais fortes e seus sentidos como olfato, visão e audição eram superiores.

As duas aventureiras seguiram o rastro dos goblins, passando pelos altos pinheiros, pedras cinzentas coberta por musgos e pequenos riachos gelados. Cada respiração de Mia provocava um vapor branco, por causa da temperatura baixa – resquícios do inverno que passou.

As orelhas de lobo dela se contraíram, o vento mudou de direção, trazendo um novo aroma, um que nunca sentiu antes, se fosse tentar definir o aroma desconhecido o que mais chegaria próximo seria um dia ensolarado. Se Mia fechasse seus olhos, ela acreditava que poderia imaginar um dia ensolarado de verão.

“Sofie, captei um outro aroma próximo, desconhecido” disse ela, caminhando em direção ao aroma desconhecido.

“Ei, sua vira-lata, vai deixar nossa recompensa ir embora?!” Protestou Sofie.“Minhas economias estão quase no vermelho!”

Mia deu de ombros e disse em um tom casual:

“Se quiser sua recompensa, ó grande bruxa Sofie, a direção é por ali!” Apontou ela em direção aonde a floresta ficava mais densa.

Sofie resmungou, protestando, mas por fim deixou cair seus ombros de forma desanimada e seguiu atras de sua companheira de equipe.

Em menos de vinte minutos Mia encontrou um jovem humano, nu, no meio de uma clareira. Apesar de ser jovem seu físico era de invejar qualquer homem adulto, logo Mia deduziu que fosse algum aventureiro novato que se perdeu na floresta – o que não era raro de acontecer.

Mas, por que ele está nu? Se perguntou curiosa, farejou o ar ao redor do humano e captou um aroma sutil que somente repteis possuem.Um Lizardman? Não, impossível….Então será que ele se deitou com uma mulher da tripo Lizardman?

Mia conhecia vários aventureiros, muitos com gostos estranhos, talvez o jovem a sua frente fosse o mesmo.

Sofie correu a frente, com seu cajado cutucou o corpo do jovem humano de cabelos negros. Ela virou seu corpo com muito esforço, vendo a parte inferior do jovem, seu rosto foi tingindo de vermelho.

“É a primeira vez que vejo a coisa de um homem!” Disse ela envergonhada e com seu cajado o cutucou.

“Ei, bruxa pervertida e desrespeitoso mexer com a……Sem seu consentimento!” Mia afastou Sofie do jovem humano, temendo que ela o violasse.

“Tsch…Mesquinha!” Bufou ela insatisfeita e perguntou:“Ele está vivo?”

Mia confirmou assentindo com a cabeça, podia ouvir a respiração suave e os batimentos de seu coração.

“Ele parece não levar nada consigo……Nenhuma identificação…….Já tentou verificar seu status?” Perguntou Sofie com curiosidade.

“Não, vou verificar agora……「Olhos Lupinos」! ” Mia forçou seus olhos sob o jovem desmaiado, usando sua habilidade racial「Olhos Lupinos」para identificar o nome dele e se era um aventureiro registrado.

“Então?” Perguntou Sofie ansiosa.

“Lyam Marwe Lv 1, sem classe, sem habilidade ativas ou passivas……Seus atributos são anormais para um lv 1……Não posso ver sua habilidade inata!” Mia analisou o jovem mais três vezes, não conseguindo compreender como alguém sem classe podia ter atributos tão altos.

Ele era um mistério.

“Fufu interessante, talvez eu faça algumas experiências mágica em seu corpo!” Disse Sofie com um sorriso malicioso.

Mia vez um expressão desagradável e começou uma discussão de quem teria posse sob o jovem lv 1, ambas planejavam o levar para cidade Elba e através da Curse 「Escravidão」o transformar em seu escravo.

(Magusgod: Curse significa maldição)

“Será melhor para ele se eu for o mestre, sua vira-lata!” Disse Sofie puxando a perna esquerda de Lyam.

“Não, sua bruxa nanica, será melhor eu ser a mestre dele!” Rosnou Mia, puxando a perna direita.

As duas brigaram pela posse dele, no meio da confusão ele abriu seus olhos vendo a duas belas garotas.

“Quem são vocês?”

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Magusgod: Esse foi o último capítulo do primeiro arco da novel histórias de um mago. No próximo capítulo será o inicio do segundo Arco – Mundo de Aayós. Não sei quando vou postar o primeiro capítulo do novo arco. Provavelmente até domingo eu vou postar.

Espero que tenha gostado desse arco que foi emocionante de várias maneiras.

Até a próxima pessoal:)

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