JNH: Capítulo 3


Capa JNH

Because Janitor-san Is Not a Hero

Autores: Péng huā xún píng (棚花尋平)
Tradutor: Pyown

Besta Mágica ①

-550 Dias depois-
Aproximadamente 550 dias haviam se passado desde que Kurando começou a viver na caverna.
Ele olhou para a primeira marca que tinha gravado (usando uma faca) na parede da caverna.
Kurando casualmente alcançou uma besta mágica. Tem um padrão branco e preto de bolinhas e assemelhava-se a um leopardo da neve. Usando o dedo, ele tocou seu nariz.
Essa besta mágica já é do tamanho de um leopardo da neve adulto na Terra, mas surpreendentemente está longe de atingir a maturidade.
A besta mágica abriu ligeiramente os olhos quando Kurando cutucou seu nariz. Com uma expressão insatisfeita olhou para a pessoa rude. Em protesto atingiu Kurando usando sua cauda que acontece de ser duas vezes mais longa que seu corpo.
A besta envolveu sua cauda em volta do pescoço e costas de Kurando.
De lá, Kurando acariciou silenciosamente a parte inferior de seu pescoço.
Imediatamente após isso um som semelhante ao ronronar de um gato pode ser ouvido vindo de sua garganta.
Se alguém visse essa cena, teria achado ridículo, mas para eles era normal.
Ele chamou a besta mágica em sua frente, Yukishiro. Finalmente, em vez de ficar dentro da caverna Kurando sair.

◆◆◆

-550 Dias antes-
Porque ele não precisava se preocupar com comida, não poderia ser ajudado que Kurando escolheu para fechar-se-dentro da caverna para fazer preparações mentais e físicas antes de sair a partir da caverna.
O atual ele não poderia sair sem nada desastroso acontecendo com ele. Para uma pessoa japonesa como Kurando, não era difícil para ele imaginar-se impotente em um mundo perigoso. Kurando tinha escolhido concentrar-se em dominar as magias do livro. Ele também aproveitou a oportunidade para melhorar sua força física.
Principalmente porque provável esse mundo é baseado em sua habilidade mágica e não tanto nas habilidades técnicas de seu corpo.
Enquanto ainda havia uma luz fraca brilhando na caverna Kurando leu levemente o livro didático e decidiu praticar magia.

「Fogo」 (Kurando)

Ele desmaiou.

Kurando levantou-se. Ele se lembrava de sentir uma leve dor aguda em todo o corpo. O sol já tinha se podo. Ele não podia ver seu relógio de pulso, então ele não foi capaz de confirmar a hora.
Kurando retornou lentamente ao interior da caverna. Ele adormeceu enquanto sentia dor em todo o seu corpo.
A moral da história é “não ler levemente”.
Na manhã seguinte, Kurando acordou ao ar gelado. Pouco depois, ele pegou o livro.
Kurando aprendeu a lição. Ele sentiu um arrepio sempre que se lembrava do incidente ontem à noite.
Ocasionalmente Kurando tirou um pouco de comida para comer enquanto lia a tabela de conteúdos, o prólogo e o primeiro capítulo (meninos e garotas chegando à idade) sobre os moradores deste mundo. Ele leu o livro inteiro. E, em seguida, re-leu-o. Antes de praticar novamente o que tinha aprendido.

「Pequena Chama.」 (Kurando)

Dessa vez Kurando desmaiou de dor de cabeça.

O conteúdo do livro provocou desmaios e dores fortes. No entanto, a dor de cabeça não foi muito de um problema. Kurando ignorou a fadiga e dor muscular; Ele usou magia sem hesitação.
Para afetar o resultado, as intenções devem ser feitas através do encantamento. Além disso, não é possível controlar a liberação de maryoku. Kurando tinha concluído que ele desmaiou durante o fenômeno que ocorreu quando a maryoku é absorvida pelos espíritos no ar em volta.
Pode-se dizer que um poço de maryoku é o excedente da força vital de uma pessoa. Maryoku é o termo usado para descrever a energia que alimenta a magia.
Kurando respirou fundo; Quase teve um efeito sobre sua força de vida interior. Seu corpo sentia uma crise iminente. Ele interceptou o fornecimento externo de maryoku e bloqueou-o. Isso fez com que ele desmaiasse. Quando o corpo assume erroneamente que existe uma quantidade insuficiente de força vital, ele aumentará a força vital.
O livro reconhece a existência de espíritos e maryoku. Diz-se que os espíritos têm existido no ar desde tempos antigos. Ele também afirmou que as ações de Kurando até agora não são recomendadas.
Kurando sentiu seu maryoku sendo sugado por um invisível e sem forma coisa como plâncton. Essas formas de vida devoravam o seu maryoku como pombos famintos devorando comida de pássaros em um parque. Sentindo-se leve, Kurando desmaiou.

Kurando lentamente se levantou. Desta vez, sentiu dor e ouviu um ligeiro toque em seus ouvidos.
Ele olha para o relógio de pulso dele. Desta vez, um dia inteiro não passou. Passaram-se apenas 3 horas desde que Kurando desmaiou.
E mais uma vez,

「Pequena Chama Vermelha.」 (Kurando)

Antes de desmaiar, Kurando sentiu uma explosão seguida de dores no coração.
No entanto, ele repetiu esse processo mais 10 vezes. Desmaiou toda vez; No entanto, o intervalo em que ele ficou inconsciente encurtou cada vez. Kurando cavou um pequeno buraco no meio da sala para ser usado como uma lareira improvisada. Nesse lugar havia um pequeno fogo vermelho. Kurando sacudiu o punho triunfante.
Esse pequeno fogo é meramente a concretização da classe mais baixa dos espíritos de fogo; Os residentes deste mundo comumente usam ele para cozinhar suas refeições.
Kurando aprendeu com essa experiência que os espíritos se manifestam como um fenômeno natural neste mundo, desde que sejam providos de maryoku suficiente.
Depois de seu primeiro uso bem-sucedido de magia Kurando começou a mergulhar em aprender magia.

◆◆◆

Todas as manhãs, depois que Kurando se levantou, olhou para fora para relaxar. Depois, ele iria praticar magia, e depois desmaiar.
Era a rotina diária de Kurando. Antes que ele soubesse, a nevasca lá fora já havia terminado.
No total há agora 180 marcas gravadas na parede.
Todas as manhãs, depois que ele se levantou, Kurando comeu sua refeição antes de remover a cobertura de terra que ele fez para fechar o caminho da entrada da caverna.
Depois que Kurando aprendeu a materializar os espíritos da terra sempre que era possível, cobriria a entrada da caverna antes de dormir.
Mas, de modo algum se poderia chamar de tampa da caverna.
É o amanhecer, a luz do sol deslumbrante da manhã fez com que Kurando brilhasse.
Essa é a primeira vez que entra em contato com a luz solar direta depois de muito tempo.
Depois de abrir os olhos, ele olhou ao redor da montanha. Como de costume, Kurando viu uma besta mágica, assemelhando-se a um leopardo da neve, deitada na ampla área rochosa enquanto banha-se à luz do sol.
A besta mágica levantou lentamente a cabeça. Seu pelo de sua cabeça para seu abdômen é branco puro. Em geral, parece um leopardo da neve com algumas pequenas manchas pretas.
A uma distância considerável, ele estava imóvel olhando para Kurando com seus olhos dourados cinzentos. O orgulho da besta não permitiria que Kurando o perturbasse.
E assim, como se nada tivesse acontecido, a besta recostou a cabeça.
Kurando ficou hipnotizado pela besta.
Durante esses 180 dias, a nevasca ocasionalmente ficou mais calma.
Na manhã seguinte, quando Kurando olhava para fora, ele normalmente via aquela besta mágica ali deitada.
A primeira vez que viu a besta, seu corpo ficou rígido. Kurando pensou que ia ser comido. Passaram-se vários dias. Ele tinha encontrado ela todos os dias, mas nada aconteceu. A besta não parecia se importar com a companhia. Talvez, também tenha sido assistindo Kurando o tempo todo?
E assim, o sentimento parecia mútuo. Eles nunca se aproximam um do outro.

Existem várias teorias, mas o livro de magia define uma besta mágica como um animal que pode usar magia.
Quando uma existência acumula bastante força de vida (espírito de vida) e outros espíritos resultará na próxima geração se tornando uma raça que pode usar magia.
Força de vida é o espírito de vida em si mesmo. Reside em todos os seres vivos se é uma árvore, um inseto, ou mesmo humano. Poderíamos chamá-lo de “um segundo coração ou um segundo cérebro”.
De uma perspectiva mais ampla, pode-se definir uma besta mágica como a reencarnação de uma alma humana.
No entanto, não existe coexistência (entendimento mútuo) com um monstro – quando a quantidade de espíritos que ele contém diminui, fazendo com que ela se transforme e se materialize. São desastres naturais; É um inimigo universal para todos os seres vivos – é uma entidade completamente diferente.
Nem todas as bestas mágicas podem raciocinar. Mas, não é impossível em tudo raciocinar com um monstro.
Na realidade, Kurando e o leopardo da neve, como besta mágica, chegaram, não verbalmente, a um entendimento mútuo de que não se incomodariam.
Talvez, isso seja possível porque Kurando não tem meios de atacá-lo.
Kurando nunca mostrou nenhuma tentativa de caçar a besta pelo seu pelo para se manter quente do frio. Embora fosse um método garantido para se manter aquecido, Kurando nunca o considerou, nem mesmo por um segundo.

Como resultado de seu entendimento mútuo, Kurando olhou para a frente da besta mágica fora da caverna; Para Kurando foi o seu entretenimento para o dia. Talvez, ele quisesse estar na presença de outro ser vivo que não fosse ele próprio?
Por algum tempo, ele queria abordar a existência que chamou sua atenção. Hoje, Kurando decidiu ir para fora.

Kurando estremeceu. Será que ele tinha medo de ir para o mundo? Ou seus calafrios eram causados ​​pelo ar frio?
Ele não tinha uma resposta a essa pergunta.
Tudo o que ele sabia é que ele estava indo lá fora. E, isso é tudo.

Comentários