Kuork

Apenas Tradutores Errantes

iLivro

Magi Cry

Autor:  SNYGOL

Samira os levou até a rua Albergs.

– Vamos comer aqui… – disse Samira os conduzindo até uma taverna que na frente diziaSalsanete – El Gosto del Mundi (Salsanete – O Gosto do Mundo). – Achem uma mesa pra vocês, eu vou para o balcão, podem pedir o que quiserem, é por minha conta… – Samira os deixou e foi direto tomar uma dose bem forte.

Eles sentaram em uma mesa ao lado da janela, John olhou ao redor e viu que tinha poucos clientes espalhados pelo restaurante que parecia ser frequentado somente por pessoas ricas.

– O que vão querer? – perguntou a garçonete vestida em trajes medievais.

John olhou o pergaminho que estava em cima da mesa, viu todas as opções:

Coração de Morcego _____________45 dobrões(Eca)

Asas de Corvo___________________40 dobrões(Nojento)

Assado de Crasckior_______________65 dobrões(É oficial, nomes não são com essas pessoas)

Pato ao molho Agroto____________50 dobrões(Razoável)

E a lista continuava, John se segurou para não vomitar. Ele leu e leu até achar algo de seu agrado, algo bem comum no mundo humano:

– Eu vou querer o frango à passarinho, para acompanhar, um suco de laranja com mel…

– Pato ao molho Agroto – disse Nicole.

– Gaisão ao molho Amora – disse Gabrielle.

– Assado de Crasckior. – disse Justin.

Todos pediram a mesma bebida que John pediu. A garçonete anotou o pedido e destacou o papel que se queimou e desapareceu e se retirou.

– O que aconteceu? – perguntou Gabrielle. – O que você ouviu na sala do gerente?

John contou tudo, o que deu tempo o suficiente para os pedidos ficarem prontos.

– Coração da Morte…? – disse Gabrielle. – O que é isso? Esse nome não me é estranho…

– Não faço ideia… – respondeu John.

– E esse tal de Sgrinhwhord? Quem é ele? – perguntou Justin.

– Esse nome também não me é estranho… – disse Gabrielle. – Continuamos a conversa depois… – disse Gabrielle vendo que a garçonete se aproximava com uma bandeja de madeira com 4 copos de suco de laranja.

– Quatro sucos de laranja com mel… – disse ela os servindo.

Ela pegou o papel que antes havia se queimado e o colocou sob a mesa como se estivesse o colando. Na frente de cada um dos quatro apareceram seus pedidos. Na frente de Nicole apareceu partes assadas de pato em um molho amarelo. Para Gabrielle, apareceu um peixe assado com um molho roxo de amora por cima. Para Justin, apareceu uma ave assada inteira e pra John apareceu partes assadas de frango.

– Obrigada! – disse Gabrielle gentilmente.

A garçonete deu um sorriso de retribuição e se retirou. Os quatro comeram tudo o que lhes foram servidos, John se sentiu nas nuvens, a comida era a melhor que ele já tinha provado em toda a sua vida. Depois de terminarem, Samira se juntou a mesa com eles.

– Então, como eu uso as moedas…? – perguntou John.

– Dobrões, elas são chamadas de dobrões, são dinheiro bruxo… – respondeu Gabrielle.

John franziu a testa.

– Por exemplo, no mundo humano, no Brasil, 1 real é o mesmo que 1 dobrão de bronze, 10 reais é o mesmo que 1 dobrão de prata, e 100 reais é o mesmo que um dobrão de ouro. – disse Samira. – Mais um exemplo, se você comprou algo como… o que você pediu pra comer, vamos supor que o preço é 50 dobrões. Você paga com uma moeda de ouro e eles te voltam o equivalente a 50 dobrões, ou cinco moedas de prata que da 50 dobrões, ou 50 moedas de bronze, total: 50 dobrões. Ou simplesmente pague com moedas de prata e bronze cujo total seja 50 dobrões, entendeu?

– Sim. É praticamente o mesmo esquema do dinheiro humano, a diferença é que não tem os centavos, nem as notas de 20, 5 e 2, é tudo pago com as moedas de 1, 10 e 100, que no caso são: “bronze, prata e ouro”. Unidade, dezena e centena…

– Você é bem inteligente… – disse Samira.

– Eu sei… – disse John os fazendo rir.

Samira pediu a conta. Depois de saírem do Salsanete, eles foram até a rua Esmelretti, ela parou na entrada da rua e disse:

– Eu encontro vocês daqui a pouco, tenho alguns assuntos a resolver. Essa rua, Esmelretti, tem de tudo, inclusive a Magi Cry. Comprem o que tiverem de comprar, eu encontro vocês a sim que terminar…

– Tudo bem… – disse John.

Samira os deixou.

– Onde se vendem eles? Os Air-Skates…? – perguntou John enquanto caminhavam no meio da rua.

– Na loja de esportes… – disse Gabrielle. – Tem uma logo ali… A Magi Cry fica de frente, do outro lado da rua… – o jeito que Gabrielle disse foi a mesma coisa em que dizer: “Vamos na Magi Cry primeiro, entenderam? ”.

John se lembrou na hora de que Gabrielle não gosta de Air-Skates.

– Vamos na loja de esp… – começo Justin.

– Cry… vamos na Magi Cry primeiro… – disse John o interrompendo.

– Ótima ideia, John… – concordou Nicole vendo o perigo se discordasse.

Justin sem ter ninguém ao seu lado, teve que ceder, e também não estava afim de enfrentar Gabrielle. Eles foram até a loja que tinha sua placa com o nome de Magi Cry, ficaram de frente da loja. Era uma loja simplória vendo de fora, apertada entre dois prédios de dois andares, sem janela e uma porta vermelha de madeira e vidro. Eles abriram a porta e um sino tocou, assim que eles fecharam a porta, um homem apareceu como mágica na frente deles, usando um chapéu pontudo purpura e uma capa purpura e com sua cara de nerd e o sorriso e o carisma estampados no rosto, o fazia parecer esses mágicos amadores de shows de aniversários, ele não devia ter mais de 30 anos.

– Em que posso ajuda-los?

John olhou em volta, o chão era de mármore esverdeado, dando um tom verde e sombrio ao local, não havia nada, apenas as paredes, o teto e o chão no local. John olhou para frente e viu que tinha corrimões no chão a uns 5 metros de distância deles que dava para baixo, havia uma escada pegando o espaço todo, mas John não conseguiu ver nada, pois o teto se inclinava para baixo acompanhado a escada.

– kit Exu Magus… – disse Gabrielle se recuperando do susto.

– Hum… – disse o homem com um sorriso de esticar as bochechas estampado no rosto e tocando os dedos como se estivesse tocando piano, era meio esquisito e doido ao ver de John,ele devia ter um parafuso a menos, John chegou a pensar, pois o homem era muito alegre, era um bobo alegre. – Já estão na idade…?

– Sim – respondeu Nicole sem reação.

– Perfeito! – disse ele quase pulando de alegria. – Me sigam…!

Ele se virou e foi em direção a escada. Os quatro se olharam sem muita reação, de certa forma estavam até assustados. Justin engoliu seco e disse:

– Primeiro as damas…

Nicole e Gabrielle o fitaram com um olhar de morte.

– Belo cavalheiro que você é… – disse Gabrielle secamente, e tomou a dianteira seguida por Nicole e John.

Eles desceram 15 degraus até uma parte plana da escada, o teto já estava alto. Os quatro se deslumbraram com a vista, era como se eles tivessem vendo uma estação subterrânea de trem, mas sem os trens, plataformas, bancos, pilastras e nem nada do tipo, era apenas um imenso salão retangular, com chão de mármore esverdeado dividido por uma fileira de estatuas de animais-celestes feitos de mármore esverdeado, tochas na paredes com fogo verde iluminava o local, estantes de vidros formavam os corredores, 5 de cada lado da fileira de estatuas. No fim da escada havia um tapete vermelho que se dividia indo pra cada um dos corredores. O salão era tão grande que, era impossível de se ver o fim. O local estava repleto de pessoas andando pelos corredores olhando as estantes.

O homem os aguardava no pé da escada com um sorriso. John continuou a descer sem olhar para o chão, apenas admirando tudo. Quando chegaram no fim, o homem se apresentou:

– Me chamo Eliot e estou aqui para ajuda-los no que precisarem. Um pequeno aviso: “Vocês não escolhem os braceletes. Eles os escolhem”. Agora é com vocês, bastam andarem pelos corredores até encontrarem seus braceletes. Quando encontrarem, basta dizer meu nome que irei até vocês e os trarei até o caixa… – ele apontou para o lado.

Havia um balcão enorme com vários caixas ao lado da escada. Havia pessoas vestidas como ele por toda a loja, todos atendentes como ele.

– E como vamos saber qual bracelete nos escolheu? – perguntou John.

– Acredite, vocês vão saber… – ele disse com aquele sorriso que estava deixando Nicole irritada. – Oh, clientes… – ele desapareceu da vista deles.

– Estranho… – disse Gabrielle.

– Esquisito… – disse Justin.

– Irritante… – disse Nicole.

– Maluco… – disse John.

Os quatro se olharam, e caíram na gargalhada. Depois de se recomporem, cada um foi por um corredor. John foi no corredor cujo o lado direito era feito pelas estatuas.

Nas estantes de um só compartimento, havia um livro inclinado para os clientes, em cima do livro, bem no meio da capa, sem ter nada o segurando, havia um bracelete. Os livros eram de capa dura, de couro, suas paginas pareciam ser amareladas, em suas capas haviam pentagramas e o titulo era em hieróglifos desconhecidos que diziam: “Alma de um Mago”. Sem saber como, John leu como se fosse português. As cores das capas eram diferentes pra alguns livros, alguns eram azuis, outros vermelhos, outros verdes, alguns mais claros e outros mais escuros, havia livros de todas as cores e tonalidades. Os braceletes eram todos pratas, apenas os símbolos místicos que se modificavam, mas em todos estavam escritos em latim: “Alma de um Mago”. Os ovos astrais estavam ao lado dos livros acima do pano de veludo vermelho que protegia os ovos e os livros do vidro. Os ovos eram do tamanho de ovos de galinha, todos de ouro, e cada um com os mesmos símbolos e linhas místicas encravados neles.

Quando John se deu conta, ele já não podia mais ver a entrada para o corredor de tão longe que estava, ele virou na encruzilhada de corredores e virou novamente para o fim do salão, agora ele seguia um corredor que era formado só por estantes. John sentiu uma leve corrente de ar o atingir de frente, um ar aconchegante e viciante.

Continuou em frente virando corredores, era como se ele fosse puxado pelo ar, até que chegou uma hora que ele já estava seguindo um corredor ao lado da parede e já podia ver o fim da loja, havia estantes encostadas na parede no fim da loja. John foi até a estante da ponta, onde um bracelete negro com os símbolos místicos e as letras em latim encravados na cor prata, assim como o livro que era da mesma cor. O ovo astral era diferente dos outros, não era dourado, era ouro branco. A leve brisa saia da estante que estava o Kit diferente dos demais, um brilho violeta-obscuro contornava os símbolos e as escritas dos três itens, era tão hipnotizante, que fez John tocar o vidro. O vidro se derreteu como água, John se afastou assustado, o bracelete voou do livro e se quebrou em pedaços indo em direção a John, os fragmentos do bracelete giraram em torno do pulso direito de John e se juntaram novamente, o livro havia sumido e o ovo astral apareceu na mão esquerda dele. John soube na hora, ele havia acabado de ser escolhido pelo Kit Exu Magus.

 

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