O mesmo de sempre. Se ficar um pouco confuso a explicação de algumas coisas desculpem-me

Não revisado > < .

 

  Nosso primeiro dia escolar

 

A caminho de casa, minha mãe começou a falar algumas curiosidades que antes eu não estava a par, como por exemplo, esse ano foi muito mais movimentado do que ano passado, principalmente em parte da família real e os nobres reais, que ocupam uma minoria na capital.

Normalmente, segundo ela, não aparecem muitas crianças que tenha sangue real para a Seleção devido a serem muito poucos (palavra bipolar), mas aparentemente, os de sangue real, tudo invento de ter filho junto, me incluindo.

Como resultado, de normalmente, um a três crianças e as vezes nenhuma, esse ano apareceu sete crianças da realeza, e dezoito da nobreza real, me incluindo, novamente. Porem, os nobres, apesar de também ser parte da minoria, já é mais frequente aparecerem todos os anos, como a cada vinte anos, uma pessoa aparece com uma incrível compatibilidade e os seus descendentes se tornam algo como ‘sangue elementar’ por assim disser, que seriam os parentes da pessoa extremamente compatível com algum elemento, e se tornam nobres. Esse ano teve mais ou menos, pelo ponto de vista de minha mãe, em torno de cem crianças nobres, incluindo os nobres elementares.

Já os plebeus, que constitui as quatrocentas crianças, sempre fica entre essa marca de pessoas que vem fazer a Seleção. E por curiosidade, esse pessoal me lembra da época da primeira revolução industrial no meu antigo mundo. O pessoas que gostam de ter filho! Poxa! Pra ter uma quantidade de quatrocentas crianças de CINCO ANOS TODOS OS ANOS!!!! Tem que gosta de faze filho, mas se nesse mundo não existe preservativo, então ta explicado.

Voltando aos comentários de minha mãe, segundo ela, a maioria da realeza, dos nobres reais, e dos nobres, acaba por ser escolhido por um elemento, porque pelo visto, o sistema de nobreza e realeza foi fundada laaaaaa atrás pelo pessoal que tinha muito poder, e se tinha muito poder, ele tinha um contrato com um ser elementar, porque mesmo se a pessoa escolher não se um mago, a magia dos elementos podem lhe ajudar nos combates corpo a corpo para os guerreiros.

Mas isso não impede das pessoas que não tem um ‘contrato’ de serem fortes, porque cada pessoa tem magia dentro de si, apenas que se tiver um contrato, ela ficara mais forte.

As pessoas que usam magia sem elemento podem optar por magia de reforço muscular, que é mais eficaz do que se tivesse elemento, por isso a guarda é feita por um ramo familiar nobre que se especializou em aprimoramento do corpo.

Ok, voltando novamente. Já os plebeus, para conseguir serem escolhido, basicamente dependem dos seres elementares gostarem dele, ou não, e das quatrocentas crianças plebeias que apareceram na Seleção, cerca de cinco por cento conseguiu um contrato, ou seja, a cada cem pessoas, uma conseguiu se estabelecer com um elemento.

Não realmente uma taxa pequena, o problema e ter uma alta afinidade, porque para pessoas com uma compatibilidade comum, no máximo conseguiriam lançar magias de porte médio.

Também tem os elementares da luz e da escuridão escolherem alguém, mas normalmente, eles escolhem alguém por um preço, o da escuridão colocam condições que aumentam o seu poder, como, não faço ideia, já o da luz, escolhe alguém com a condição de impedir o escolhido pela escuridão de realizar os planos do respectivo ser elementar. É meio confuso, mas também não é como se as pessoas, no caso minha mãe, soubessem em detalhes.

Minha mãe parecia estar empolgada falando então deixei continuar, então ela tocou num assunto que me interessou que seria o do porque uma pessoa pode ter somente um elemento. Ela disse que isso é porque, segundo as informações obtidas ao longo da historia de Lavis, os seres elementares não se gostam nem um pouco, e se por um acaso uma pessoa for escolhida por dois elementares, o corpo dela não aguentaria e . . . como posso dizer, ela morreria, deu, simples assim.

E entre eles, os seres elementares da luz e da escuridão são os que mais se odeiam, por isso o negocio de condição para formar um ‘contrato’.

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No dia seguinte, minha mãe meio banzinha (gíria gaucha para pessoas meio burras) do jeito que é, apesar de ter momentos que ela parece extremamente inteligente, apenas se lembrou de me contar que eu, depois de realizar a Seleção, entraria em uma escola para aprender a controlar meus poderes.

Apesar de eu querer ser ensinado por ela, ela me disse que isso não seria possível, já que seu elemento era outro, e para piorar ainda era o meu oposto, água. Mas fazer o que, vamos para a escola, e~~~ . . . . . não to nem um pouco afim.

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Depois de desabar minhas reclamações para ela, comecei a me dirigir para o colégio, que ainda fica dentro desse muro, serio, quando vou poder sair para a cidade? Bem, como esse é um colégio, e colégios devem de ter alunos, eles permitiram a entrada das crianças nobres do outro lado dos muros, apesar de serem apenas os elementares, mas isso não muda muita coisa, já que a maioria dos nobres são descendentes elementares mesmo.

O nosso uniforme acabou por combinar com meu estilo, sapatos, calças pretas, camiseta de mangas compridas brancas, um colete preto, um casaco preto e uma gravata vermelha que representa meu elemento. Para as garotas seria a mesma coisa, só que em vez de vestir calças, elas vestem saias xadrez preto e a cor de seu elemento anulando a necessidade de uma gravata.

Bem, a escola tinha uma aparência normal ate, apesar de ser feita de puro mármore, ela tinha um tamanho capas de suportar cerca de seiscentos alunos, sendo que teríamos cinco anos de aula letiva para podermos dominar completamente nossos poderes.

O primeiro ano tinha um total de cento e dezoito alunos.

O segundo ano tinha um total de noventa e dois alunos.

O terceiro, quarto e quinto, tinham por essa mesma media.

Fui ver no folheto na parede meu nome para poder saber em que classe estava, e com as orientações, acabei chegando primeiro que todos apenas para pegar o local mais no fundo e afastado da turma, a classe era uma sala de aula normal, com uma única diferença, todas as cadeiras estavam em duplas, o que dificultara minha vida se eu acabar tendo que sentar do lado de alguém que não me quer por perto.

Pouco a pouco, as pessoas foram entrando e já evitando sentar perto de mim.

Como aviam poucas crianças de sangue puro, pude notar que não havia nenhum deles nessa sala. Após um tempo, dois professores entraram na sala, um estava vestindo um manto cobrindo seu corpo de cor vermelha e o outro um azul claro, o que me fez lembrar que toda classe teria dois professores para cada elemento, então um provavelmente era o do fogo, enquanto o outro o do ar.

  • Meu nome é Fargo, e serei o instrutor para os de elemento fogo (Fargo)

  • Me chamo Arlindo, e serei o instrutor para aqueles do elemento de ar (Arlindo)

Pff, Arlindo. Ok, pelo menos parece não terei um colega de classe, melhor.

  • Professor, não seria melhor se tivéssemos aulas separadas para os respectivos elementos ao invés de misturar dois em uma sala? (criança aleatória aparentemente esperta)

Boa pergunta.

  • Ainda bem que perguntou, temos esse sistema porque os dois elementos, no caso, o fogo e o ar, podem aumentar a força um do outro se combinados, e vamos ensinar isso ao longo do ano para caso vocês serem chamados poderem maximizar seus poderes (Arlindo)

  • Chamados para que, por exemplo. (mesmo pirralho de antes)

  • Hum, bem, caso necessário, serem . . . hee, há sim, parece que um aluno ainda não chegou (Arlindo)

Ó, ele fugiu.

Após disser isso, alguém abre a porta com força e entra na sala.

  • Desculpa o atraso, acabei me perdendo . . . hum? Devlin! (Luize)

Me pergunto quem é mais cabeça de vento, ela ou minha mãe.

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Nunca saberei.

Mas ela ficou bem nesse uniforme, só que dessa vez seu cabelo esta solto.

  • !? T-tudo bem senhorita Luize, nos primeiros dias de aula isso costuma acontecer (Arlindo)

Sabe senhor Arlindo . . . Pff. . . desculpe, eu escutei auto e claro esse seu suspiro de alivio.

  • Por favor senhorita, sente-se na cadeira vazia . . . ali (Fargo)

Por favor, tente disfarçar mais sua repugnância em relação a mim.

Luize após assentir se aproximou de mim e se sentou ao meu lado.

  • Hehehe, parece que alem de sermos colegas de classe, também seremos colegas de classe . . . não, espera! (Luiza)

  • . . . Onde esta aquela garota madura que eu vi de ontem (Devlin)

Luize ao escutar o que falei, começou a fazer um rosto meio sombrio.

  • . . . Sobre isso, eu queria me desculpar com você Devlin (Luize)

  • Sobre o que? (Devlin)

  • Bem, sobre não te contar sobre mim (Luize)

  • Não me importo (Devlin)

  • . . . Hã!? (Luize)

  • Entendo seus motivos, e que fique sabendo, o que me importa não é os status sociais de alguém, e sim a pessoa em si, portanto, mesmo se você fosse uma plebeia, eu ainda seria seu amigo (Devlin)

  • . . . Obrigada (Luize)

  • Sim, seu rosto fica muito melhor com esse seu sorriso (Devlin)

  • !?!?! O-o-o-o que esta dizendo assim do nada (Luize)

  • Hum, apenas minha opinião, mas você ta bem, seu rosto ta vermelho (Devlin)

  • E-e-e-eu to bem p-p-por-

  • Hukum, bom, se os dois já tiveram sua conversa vamos iniciar a aula (Arlindo)

  • Sim (Devlin e Luize)

Estou um pouco feliz, apesar de no inicio eu querer ficar sozinho, a estória muda quando a pessoa ao meu lado é a Luize, sinto que não será tão ruim assim as aulas.

Bem, depois disso, os professores começaram a nos ensinar os passos teóricos de como controlar nossos poderes, que é basicamente a mesma coisa para todos os elementos.

Resumindo as coisas, é necessário focar a sua mente e imaginar e determinado elemento fluir através de seu corpo para poder se acostumar com ele, depois, imaginar ele saindo onde você quer e sua forma.

Depois da aula teórica, fomos a um ambiente fechado para botar em pratica o que aprendemos, no inicio eu tinha achado fácil, mas as suas dificuldades foram aparecendo, mesmo eu tendo feito o que fiz na Seleção e conjurado chamas azuis por tudo o meu corpo, aqui só consegui incendiar minha mão com chamas normais. Mesmo o professor tendo me elogiado, eu não estava satisfeito com aquilo, não estava sentindo a mesma sensação de conforto que senti com aquelas chamas azuis.

Então as horas foram passando ate chegar o final da aula, então eu e Luize voltamos para casa juntos ate nos separarmos na praça das flores.

E esse foi nosso primeiro dia na escola. Nada de mais sinceramente.

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