Volteeeeeeeeeeeeeeei. Desculpa pela demora pessoal, mas agora vou começar a postar em um intervalo parecido com o de um mês atras :)

 

  Nosso primeiro dia na cidade . . . ?

 

  • Dez anos, né? (Devlin)

Já faz dez anos que nós renascemos nesse mundo como um só individuo, varias coisas aconteceram tanto boas quanto ruins.

Eu sou odiado por muitos e amado por poucos, bem, acho que odiado não seria a palavra certa para descrever, temido seria mais apropriado, temido que eu seja como as falsas lendas de dragões devoradores de homens, mas eu também não posso pensar que todos eram como o vermelhão.

Então não posso afirmar que sejam falsas.

Nesses últimos três as aulas finalmente acabaram e eu consigo agora controlar parcialmente minhas chamas azuis, apesar de não ser tão bem quanto eu queria.

E novamente, meu corpo mudou, eu já não me vejo mais como um humano, minha força já ultrapassa a de um adulto um pouco treinado, nem preciso disser sobre meus sentidos. Minha pele também não para de empalidecer, nesse ritmo, só não me tornarei um albino por causa do meu cabelo.

Por conta da minha pele, eu quase não consigo mais sair de casa sem me esconder, porque toda criança que eu encontro começa a jogar pedras em mim enquanto gritam ‘monstro’ e essas coisas, apesar de que toda vez que um adulto vê isso eles impedem imediatamente por medo de eu fazer alguma coisa a eles depois.

F Haaa, o tratamento que recebo das crianças com a mesma fixa etária que a minha só vem piorando a cada ano.

Mas não é como se eu me importasse com o que elas pensam de mim mesmo, e também, a Luize vem em seguida na minha casa para passar o tempo comigo, então eu não fico entediado. O pátio da minha casa é enorme então da pra brinca de varias coisas, não só brinca, treina também é bem efetivo aqui.

E quando Luize não vem, eu costumo ler na biblioteca de casa, que apesar de ter um enorme espaço, eu sou o único que vai ate lá para ler. Mas com o tempo, já não tem mais nenhum livro do meu interesse, por isso minha mãe me da de presente um livro por ano.

E, apesar de eu receber todo ano um livro de aniversario da minha mãe, eu não posso ficar lendo ele durante um ano inteiro, então eu pedi pra minha mãe me leva para a cidade pra eu comprar alguma coisa que me interesse. Minha mãe também não terá tanto problema para comprar coisas pra mim, já que ela é uma nobre.

 

 

 

  • Esta pronto? (Elize)

  • Sim! (Devlin)

Nossa, acho que faz um tempo desde que senti essa empolgação, se não me falha a memória, a ultima vez que fiquei assim foi no dia da Seleção . . . cinco anos atrás.

Mas enfim, finalmente o dia em que irei para a cidade, mal posso esperar para ir a tudo que é lugar, o problema vai ser a reação das pessoas em relação a mim, mas acho que correra tudo bem.

Uma carruagem toda decorada estava nos esperando em frente a nossa casa, eu e minha mãe entramos e a carruagem começou a andar para fora do nosso pátio, e foi em direção ate aos portões de dez metros de altura que impedia os de fora não conseguir entrar.

Os portões começaram a abrir lentamente com a nossa chegada, pude ver entre a abertura as construções que estavam a frente, como a cidade era construída em cima de um morro, e o castelo fica no centro, as ruas vão descendo ate chegar ao inicio da cidade, e de onde estamos, da para ver quase todas as construções nela a nossa frente.

Quando os portões estavam já abertos completamente, a nossa carruagem continuou em frente e os passou. Finalmente havia deixado os portões, finalmente atravessei o muro.

 

 

Foi então.

 

  • Ghu !!!??!!??!!! (Devlin)

 

Onde voc.ESTOU COM FOME!Mãe.AJUDA!Adoro essa comida.Por que só ele.Quero ir pra.Meu Deus.Mas ele falo.Não chegue pert.Eu te amo.Aaaaaah.Pamonha.Pai, venha.Onde ele foi.não te suporto.Quer casar comigo?Vamos lá amanh.Olha o passarinho.Ele é assim mesmo.Gostou filho?HAHAHAHAHAHA.Hãn Hãn.SUA PUTA!Kyaaa!Café da manha. Onde.Pamonha.Ainda bem que te conheci.Vamos comer.Então eu disse.

 

  • Aaarrraaarrrgaah!!!! (Devlin)

  • Filho! O que aconteceu!? (Elize)

A minha cabeça, parece que vai explodir, o que é isso!? Por que tantas vozes na minha cabeça!? Isso dói, dói muito, meu nariz ta começando a sangrar, haa, sinto que vou desmaiar . . . tudo ficou preto.

 

 

 

  • Hum . . . (Devlin)

  • Bom dia (Elize)

Ao abrir meus olhos, me encontro deitado em meu quarto, minha mãe esta do meu lado, e quando nossos olhos se cruzam, sinto que ela expressa alivio em seu olhar.

  • Quanto tempo eu desmaiei? (Devlin)

  • . . . Três dias (Elize)

Acho que preocupei minha mãe. Bem, primeiro vamos nos lembrar do que aconteceu para eu chegar a essa situação, se me lembro bem, quando sai pelos portões, primeiro comecei a escutar vozes de todos os lugares, assuntos e gêneros, provavelmente isso causou uma sobrecarga no meu cérebro. Muita informação não é bom.

Acho que terei que começar a treinar meus sentidos para poder controla-los melhor, e depois.

  • Como esta se sentindo? (Elize)

Não, primeiro tenho que me recuperar, pelo bem da minha mãe.

  • . . . Não se preocupe mãe, eu estou bem agora, então, por favor, não faça essa expressão (Devlin)

  • Mas, e se algo acontecesse com você e nunca mais acordasse? (Elize)

  • Não se preocupe isso não vai acontecer. Não faria nada para lhe fazer sofrer mais do que já esta (Devlin)

Isso, primeiro tenho que cuidar de minha mãe, ela já esta sofrendo o bastante com o afastamento do pai, não posso lhe preocupar.

  • Sabe, as vezes você parece uma criança. Quando você começa a faze essa cara de choro (Devlin)

  • Não estou fazendo cara de choro nenhuma, e a única criança aqui é você (Elize)

  • Sim, sim, não precisa ficar emburrada (Devlin)

  • Não estou emburrada . . . Mas filho, esta tudo bem mesmo, não sente nenhuma dor? (Elize)

  • Mas que mãe preocupada, eu estou bem . . . apenas com fome (Devlin)

  • Ok, então vou pedir para alguém fazer um lanche para você (Elize)

  • eu mãe, eu quero provar a sua comida (Devlin)

  • Guh, s-sabe filho, sua mãe nunca foi boa em cozinhar, então (Elize)

  • Se for feito por você, pra mim, qualquer coisa estará bom (Devlin)

  • Kyaaaa, querido! (Elize)

  • E-eei mãe, não se joga em mim (Devlin)

 

 

 

Uma semana já se passou, e desde aquele dia, eu venho treinando constantemente todos os dias para aprender a suprimir os meus sentidos de audição. Foquei-me nele porque é o que mais me prejudica, e com o tento, tentarei me acostumar com o grande numero de conversas simultâneas.

Apesar de ter ficado de cama, eu posso treinar em qualquer lugar, já que é apenas a audição, então não faria diferença onde.

E sim, ainda estou de cama. Parecesse que o estresse que causado no meu corpo foi muito auto, e se eu tento me mover nem que seja um pouco, meu corpo todo dói junto com uma forte dor de cabeça. Apesar de já ter melhorado bastante desde que se passou uma semana.

 

 

 

 

Que tédio, ate quando vou ficar assim!? Serio, já faz duas semanas! Apesar de eu poder me levantar já, ainda é melhor ficar de cama para uma recuperação mais rápida, mas mesmo assim, isso é um tédio.

Haaa, mas pelo menos eu já progredi bastante com meu treinamento, já que era a única coisa que eu poderia fazer. E agora consigo diminuir a área para a de uma pessoa normal, mesmo já estando acostumado a escutar todas as conversas de casa, o que ainda faço.

  • Filho, como esta seu corpo? (Elize)

. . . Já vi essa cena se repetir inúmeras vezes, minha mãe entrando com um rosto preocupado me perguntando como esta meu corpo segurando uma bandeja com pães ou frutas.

  • Esta bem mãe, ele já não dói quando me movo, mas ainda assim sinto dores de cabeça (Devlin)

Ela vem e se senta em uma cadeira ao lado da minha cama e começa a ficar me observando enquanto como, e ela sempre reage a menor expressão de dor que faço.

  • Todos os médicos vivem dizendo a mesma coisa, que não sabem a causa do seu estado, que não sabem explicar como você chegou a isso (Elize)

Bem, eu não os culpo, ate porque não teria como eles descobrirem que eu fiquei assim por ultrapassar o limite de informação que meu cérebro poderia aguentar de uma só vez.

  • Bem, pelo menos amanha, eu já voltarei a andar normalmente pela casa (Devlin)

Mas eu ainda quero tentar aumentar o limite de informações que meu cérebro aguenta receber, mas isso será apenas para o futuro, já que dentro dos muros eu poderia escutar o que todos estão falando e ainda não sofreria uma sobrecarga . . . que se eu parar pra pensar, isso é bem surpreendente.

E pensar que uma vez eu já fui um órfão que a única razão de viver era assistir anime. Realmente, minha vida aqui nem se compara com minha antiga, agora eu tenho uma mãe que me ama (apesar do meu pai não me dar muita bola, e meu avô ter parado de aparecer) uma empregada que cuida de mim, uma amiga insubstituível, e um corpo que não para de evoluir.

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Não sei por que, mas acho que acabei de fazer merda. (entendedores entenderão)

 

No dia seguinte, Luize veio me visitar para comemorar minha ‘recuperação’, as aspas porque eu ainda sinto dores de cabeça às vezes, mas pelo menos posso andar agora. Ela também veio para confirmar de que eu iria a sua festa de aniversario.

Eu fico imaginando como ela ficaria em seu vestido de aniversariante, com seus longos cabelos dourados e olhos verdes, com seu rosto redondo, lábio pequeno, e nariz fino, e nesses anos, ela vem ganhando corpo assim como seus peitos em desenvolvimento . . . . . O que eu to pensando!!! Ela recém vai fazer dez anos e eu . . . . tenho dez anos também . . . .

  • Então Devlin, você sabe que é amanha não é? Vai poder ir? não esta doendo nem nada o seu corpo? (Luize)

  • Eu estou bem, e sim, já conversei com minha mãe e ela me deixou ir a sua festa, ate porque recusar a festa de aniversario de uma princesa não seria nada educado segundo minha mãe (Devlin)

  • Haaa, é um alivio que você vai poder ir, senão, eu teria de ficar recebendo todos os convidados e escutando elogios vazios (Luize)

  • E por que o fato de eu ir a sua festa de dez anos faria com que você não precisasse receber os convidados? (Devlin)

  • Beeeem, se você for, as pessoas vão pensar duas vezes em se aproximar de nós, hehe (Luize)

  • . . . Achei meio ofensivo, e dês de quando você consegue pensar em tais planos fufu (Devlin)

  • Bu, agora quem ficou ofendia sou eu, acha por acaso que eu sou uma cabeça de vento!? (Luize)

  • Sim (Devlin)

  • Ghu, resposta imediata (Luize)

  • Bem, estamos quites agora (Devlin)

.

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(Terceira pessoa)

 

No meio da noite, entrando pelos portões que leva para a área real, onde a realeza e os nobres reais se encontram, um homem elegante, de cabelos loiros e olhos azuis, com um rosto nobre estava se dirigindo para uma das muitos mansões.

Enquanto o homem andava, podia se perceber que ele estava cambaleando, indicando que estava bêbado, mas não ao ponto de cair no chão.

Das muitas mansões de dentro dos muros, o homem entra na cujo ele era o proprietário, a mansão Vilela. Sim, esse homem era ninguém menos que Loren Vilela, pai de Devlin Vilela Evening.

Ao entrar em sua mansão, ele se dirige para o armazém e pega uma garrafa de vinho, sem se importar com pegar um copo, ele logo toma toda a garrafa de bico.

Após se embebedar ainda mais, ele começa a subir as escadas em direção ao seu quarto. Abrindo a porta, ele encontra sua mulher dormindo, com um rosto de um anjo, enquanto abraça um travesseiro.

O homem contempla a visão dessa mulher por um tempo, olhando para seu rosto elegante, seus olhos azuis e cabelos longos da cor preta, seu corpo bem balanceado. Uma linda mulher era o que ele estava pensando, uma inda mulher que já não me pertence mais!

A respiração de Loren estava desregulada, ele estava com dificuldades de respirar, começou a se aproximar da cama em direção a Elize dormindo. Quanto mais se aproximava, mais pesada sua respiração ficava.

Se alguém pudesse velo naquele estado, certamente o acharia louco, e levantou sua mão direita, e nela foi exposta uma faca de cozinha que tinha acabado de pegar lá em baixo.

  • Ha . . . Ha . . . Meu amor . . . isso é culpa sua . . . olhe para o seu filho, ele a cada dia não parece mais humano! . . . Ele não é meu filho . . . e isso só pode significar que você dormiu com outro . . . e ainda por cima um Drugans !? (Loren)

Loren começou a falar com Elize, mesmo sabendo que ela estava dormindo. Os olhos dele já não continha sanidade.

  • . . . Se você não pode ser minha . . . de mais ninguém SERÁ!!!! (Loren)

 

 

A cama foi pintada de vermelho vivo.

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