Ola, só vou avisar que decidi mudar o nome da especie do vermelhão de Drugans para Dragos, bem melhor né?

Nosso primeiro encontro.

A primeira coisa que entra em meu campo de visão um pouco desfocado, seria precisamente o rastro de destruição feito por mim em minha queda.

Mesmo sem me enrolar em minhas asas, acredito que não sairia muito ferido, já que, minha pele esta tão dura quanto aço.

Acho que não perde para escamas de um pequeno dragão. E eu fico feliz que elas se mantiveram como uma pele, apesar de estarem muito branca, já que se si formassem em escamas mesmo, não acho que me deixariam em paz (Os Humanos).

Hum? Asas? Por falar nelas, não consigo senti-las.

Começo a lembrar de pouco a pouco do meu estranho sonho, onde me encontro com meu ‘pai’.

No momento em que ele falou que era meu ‘pai’, parei de escutar na hora, meu foco só voltou quando ele começou a falar do colar que se encontra em meu pescoço.

  • Realmente, esse colar será útil – falo ao lançar um olhar em minhas costas, onde deveria de estarem minhas asas.

Uma pedra negra entalhada em um estranho metal branco, pendurado em uma fina corrente de mesmo material em meu pescoço.

Também me lembro de uns pontos chaves, como eu não ser um humano ou algo assim, também alguma coisa sobre escravos, almas e por ai.

  • Espera, ele havia dito algo de eu ter chifres e um rabo também? – murmuro ao lembrar daquilo.

No momento em que ia tirar o colar de meu pescoço para confirmar, meus sentidos finalmente se estabilizam. Em seu retorno, sinto a presença de uma pessoa escondia em algum lugar a minha frente.

Mulher, corpo ágil, esta com seu coração em um ritmo acelerado, possui uma arma afiada, muito afiada, o som que faz quando o vento passa pela sua lamina é muito fino, como se pudesse cortar qualquer coisa. Essa é definitivamente a arma mais afiada que as senti.

Percebo agora que o motivo de seu coração acelerado não se trata de medo, e sim de… excitação.

Como não estou olhando em sua direção para não alerta-la de que a encontrei, não posso dizer sua aparência, mas para uma mulher exalar uma flagrância natural tão doce, creio que ela seja bonita.

Com todas essas informações consigo também deduzir que esse colar não me afeta em minhas habilidades, exceto pelo fato de que ele retorna minhas asas de volta ao meu corpo, assim não me permitindo voar.

E, como aparentemente eu possuo um rabo, assim como chifres, deve de ser o mesmo para eles.

(GRUUUUUNNH)

Há, agora que eu percebo que eu estou com tanta fome que meu estomago esta produzindo tamanho som.

Tento me levantar para busca algo para comer, mas no momento em que me coloco de pé, logo meu corpo perde forças e eu caio de cara no chão.

  • Kyaa, meu Deus que fofo – escuto o murmuro da garota que esta escondida atrás da arvore.

Hum, então ela é uma pedofila. Sim, isso explica sua excitação.

Tenho de ficar longe dela, nesse mundo, tenho apenas 10 anos.

Não quero ser abusado sexualmente por uma estranha.

Falando em desejos sexuais, desde que me reencarnei como um bebê ate agora, não senti nenhum desejo, mesmo me encontrando com muitas empregadas bonitas, eu era um otaku afinal. Talvez isso tenha a ver com o fato de meu corpo ainda estar em fase de crescimento e não ter chegado à puberdade.

Colocando os assuntos mundanos de lado, preciso comer algo, rápido!

  • Ok, vamos lá, ele é só uma criança – escuto outro murmuro da mulher a me espionar.

Ele começa a se aproximar de mim, assim revelando sua aparência.

E como eu suspeitei, ela é uma beleza.

E, como um mundo de fantasia deve ser ela tem cabelo colorido, um roxo claro, não sou bom em definir cores, quer disse, sou bom em definir a diferenças das cores, mas seus nomes já é outra história.

Ela possui olhos cinzentos, um rosto de que não é de criança, mas também não é de um adulto. Lábios finos, nariz pequeno, um corpo um pouco magro, mas bem definido, e seios não muito grandes, mas não muito pequenos.

Ela deve de ser uma aventureira, pela sua adaga, seu colete de couro em seu busto e também pelos animais com uma pequena aura mágica mortos atrás das arvores.

Bem, acabo de perceber que eu sempre acabo analisando os peitos das mulheres, mesmo que por enquanto não possuo desejos, eu ainda sou um homem.

Sendo que em minha vida passada nem sequer cheguei aos dezoito, e muito menos tive relações com mulheres… triste.

 

(PV Alice)

 

Certo!

Tomei coregem, irei falar com ela! (Ela a criança, o Devlin)

Mesmo que eu não entenda o que aconteceu direito com aquelas asas, pode ter sido minha imaginação, ele ainda é uma criança, e criança são fofas, e coisas fofas merecem ajuda!

N-não é porque eu acho que ela pode ser um filho de um nobre, e-e eu esteja atrás de uma recompensa, n-não, não é, ok!

Também, suas roupas estão rasgadas atrás de suas costas, ele pode estar ferido. Eu preciso ajudar, ate porque, eu sou uma boa samaritana.

S-sim é por isso!

Ele também parece estar com fome, e uma coisa dolorosa é passar fome, isso eu sei. Ainda mais para uma criança!

No momento em que saio do local onde estava observando a criança, ela já estava sentada novamente, e foca seu olhar sobre mim.

Na hora que recebo seu olhar, sinto um arrepio percorrer minha espinha.

Ela me observa silenciosamente, dos pés a cabeça, como se pudesse ver tudo através de mim.

Também.

Mesmo antes achando fofo seu rostinho parecendo uma boneca de porcelana, agora percebo uma coisa que antes não havia notado.

Era como se… ele não tivesse emoções.

Percebo o quão bom foi minha comparação a uma boneca.

Não tinha o brilho que as crianças tinham.

Como alguém com nenhum motivo particular para viver.

Não!

Havia um brilho sim!

Lá no fundo de seus olhos azuis, como um mar sem fim, pude ver um brilho.

Um motivo de viver.

Apenas que.

Não era um brilho que uma criança deveria ter.

  • … –

Acabo ficando sem palavras por um tempo, tinha esquecido o que iria dizer.

  • Há, certo, parece que você esta com fome, que tal se eu te levar para comer algo? – pergunto para a criança da maneira mais amigável possível.

Ela começa a me olhar nos olhos, como se estivesse tentando ler minha mente.

  • Certo – fala em um tom frio, desprovido de qualquer sentimento.

O bem que achei que ela iria recusar mesmo, ate porque, eu também não aceitaria a comida de alguém assim do nada.

?

  • E-espera ai, eu sei que você esta com fome e tudo, mas não vá aceitando assim a oferta de estranhos, e se eu fosse tentar algo com você?

  • … –

Resebo apenas o silencio como resposta.

Mas bem, acho não se pode ajudar, afinal de tudo, ela é apenas uma criança como ‘qualquer outra’.

  • E-então, deixe eu me apresentar, meu nome é Alice, sou uma aventureira Rank F, futura Rank S ao seu dispor.

  • … Devlin.

Gueh. Ainda preciso me acostumar com essa voz fria que não combina com essa criança fofa.

  • B-bem, então siga-me, irei te levar ate a capital, vamos comer uma bela refeição – falo animadamente ao caminhar em direção a capital.
  • ? por que não ta me seguindo? – pergunto ao perceber que ele continuava sentado no mesmo lugar.

Há, sim, ele tinha tentado se levantar antes, mas pelo visto esta sem forças para isso, quanto mais para caminhar.

  • Bem, acho que terei de te carregar mesmo.

No momento em que falo isso, a criança, chamada Devlin, estreita os olhos e me lança um olhar frio, indicando sua rejeição da ideia.

  • M-mas assim não vamos conseguir voltar para cidade, por favor, reconsidere – tento persuadi-lo, mas a criança teimosamente me encara com seus olhos persistindo em negar minha oferta.

Então, ela aponta o dedo para a arvore em que eu estava escondida, e fala essas simples palavras.

  • Suas presas.

Há, com tudo isso eu já estava ate me esquecendo das lebres, como pude ser tão idiota, sem elas não terei meu dinheiro. Mas espera, como ele sabia sobre elas, hum, talvez o cheiro do sangue.

Essa criança tem inesperadamente um bom nariz.

?

Não!

Ele quer que eu asse uma lebre para comer!

Aaaaaah, sorte a sua que és tão fofo!

Senão, teria te deixado aqui para morrer de fome.

Com esses pensamentos, pego uma lebre vermelha, retiro com cuidado sua pele, para poder vendê-la, retiro as partes de dentro que não são comestíveis e então ascendo uma pequena fagulha atritando uma pedra com meu punhal.

A fogueira fica pronta!

Normalmente, as pessoas não comem essa carne, como ela é muito ruim, e como a lebre é pequena, rende pouco.

Essas carnes, acho que são colocadas nos pratos com valor de um cobre, então, se acrescentarmos os legumes, vale mais apena vender as lebres a guilda.

Recebendo um cobre por cada lebre, no caso os cinco por cada cinco lebres vermelhas.

Espero que o dia em que eu como carne bovina chegue logo.

Depois de assar a carne da lebre, eu a passo para a criança uma parte dela, e como a outra.

Mas, acaba que ele não se satisfez em tudo.

(GRUUNH)

Whik whik (Choro), ele comeou, ele comeu as minhas lebres.

Só sobrou a chifruda.

Criança má!

Deveria ter te deixado morrendo de fome mesmo!

  • Fu – solta um pequeno suspiro, parecendo satisfeito.

Golpe baixo!

Para de fazer coisas fofas assim!

Aaaah! Ele ta me fazendo me arrepender do que eu pensei antes.

?

Do nada a criança vira sua cabeça e começa a encarar uma direção.

Ela me olha, parecendo ter percebido minha angustia por ter perdido as lebres que ele comeu, ele age como se tomando uma decisão.

  • Lá – ele aponta para o local onde estava olhando a pouco tempo e fala essa simples palavra.

  • Hum, o que tem lá? – pergunto, não entendendo o que ele queria dizer com isso.

  • Apenas vá – responde despreocupadamente.

Não sabendo o motivo, mas sem vontade de perguntar novamente, eu me dirijo para onde o garoto pediu para eu ir.

Chegando mais perto de um arbusto, escuto um som de farfalhar.

Escondo-me atrás dele, e então obsevo o que estava a minha frente.

?

Há, d-duas lebres!

Chifrudas ainda!

Como?

A criança tem algum tipo de dom?

Não! Vamos pensar nisso depois, agora, vamos pegar essas lebres!

 

(PV Devlin)

 

Tenho que dizer, ela é ate que habilidosa, utilizando uma pedra para atrair os coelhos chifrudos para onde ela quer, assim os emboscando.

Apesar de eu me surpreender que na verdade ela não tinha nenhuma intenção maliciosa comigo.

 

Depois de recuperar um pouco meu raciocínio (um pouco?), começo a especular coisas.

O do por que eu desmaiei, por exemplo.

Isso pode ser algo parecido com quando eu tentei ir à cidade.

Meu corpo se desenvolver para um meio dragão muito subitamente, provavelmente consumindo muita energia do mesmo, assim me levando a exaustão, o que me levou a desmaiar no meio do ar.

O sobrecarregando.

Também tenho que descobrir mais coisas sobre esse colar.

Mas, depois de comer a carde daqueles coelhos, meus olhos começam a ficar pesados.

Como se meu cérebro apenas havia me acordado para digerir alguma coisa e recuperar nutrientes para minha recuperação.

Assim, entro em repouso novamente.

Ao abrir meus olhos, dessa vez não vejo o céu e as arvores em minha volta.

O que esta ao meu redor, é uma pequena sala, com uma cama, onde estou atualmente deitado, uma pequena mesinha ao lado e uma cadeira.

Eu um canto esta uma bolsa, e ao seu lado a garota, Alice, esta me observando.

Percebendo que acordei, ela começa a falar.

  • Poxa, caindo no sono logo após eu ter voltado, sabe como foi difícil te trazer ate aqui? Sorte a sua que o dono do lugar não cobra a mais por pessoas em um quarto. Mas também, nem me informa de onde você é, assim também não vou conseguir saber de que família pertence – ela começa a falar sem para, reclamando de algo que não é da minha conta.

  • Então, pode me dizer da onde é para mim te levar de volta aos seus pais?

Ela realmente não deveria de ter tocado nesse assunto.

  • Agradeço – dou essa simples saudação e me dirijo para fora do quarto.

  • Oi, aonde vai – fala a garota ao me impedir de sair do quarto.

Encarando ela, falo – Não lhe interessa.

Ela agarra meu broco para tentar me impedir de sair e fala – é perigoso para uma criança sair para rua sozinho, ainda mais que já esta de noite, então pelo menos durma aqui e eu te levo aos seus pais amanha, ok?

  • … Eu já não tenho mais uma mãe – sinto minha mana se descontrolar.

  • … Desculpa, mas e o seu pai? Eu o levo ate ele.

  • ELE NÃO É MEU PAI! – acabo perdendo o controle e grito com a garota ao soltar meu braço de seu aperto.

Olhando em seus olhos, vejo meu reflexo, nele, o colar esta emitindo uma fraca luz, e meus olhos voltam a cor carmesim apenas por um estante antes de voltar ao azul.

A garota não entendendo o do porque eu fiquei assim, acaba gritando de volta – SE NÃO TEM PAIS MAIS UM MOTIVO PARA FICAR COMIGO! – mas após se dar conta do que gritou, ela logo coloca suas mãos em sua boca e um olhar de arrependimento aparece nela.

Estou preocupado de que o que aconteceu ‘ontem’ aconteça novamente, então como ela esta bloqueando a porta, eu pulo pela janela.

Deixando para traz uma Alice perturbada com minha súbita ação, uso o impulso do pulo para me mover ao telhado do prédio em frente.

Vozes de todos os tipos assombram minha cabeça, posso escutar gritos de socorro, risos vulgares, choros de dor, medo.

Estou sentindo que após aquilo me transformei em uma pessoa sombria.

Minimizo o alcance da minha escuta para evitar ter esse tipo de sentimento, assim, correndo de telhado em telhado em direção ao rastro daquele vago cheiro que já não está mais presente.

Sim.

Já não sinto mais seu cheiro.

Ele provavelmente já se dissipou com o vento.

Enquanto correndo, regulo minha respiração para manter a calma.

Eu testemunhei que o controle sobre a mana esta estritamente ligada aos sentimentos, então, para que um incidente como aquele não aconteça mais uma vez, tenho de esquecer, esconder… tranca-los o mais profundamente possível em meu coração.

Até.

O dia que eu poderei o explodir bem em cima dele!

 

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