Despedida

Depois de uma intensa noite de bebedeira, todas as rivalidades entre os Scorpions e Wyverns foram desfeitas. Os corpos dos mortos foram enterrados na floresta do lado de fora da cidade, enquanto seus pertences ficaram com amigos, familiares ou com os próprios clãs. Após isso, o antigo bairro Viper foi pacificado, reconstruído e dividido entre as facções restantes. Finalmente, havia paz na Cidade dos Ladrões. 1 semana se passou desde o confronto com a misteriosa mulher mascarada, que no fim revelou ser Wena, e muita coisa havia mudado, exceto pelo tédio de Emma, que ficou uma semana sem fazer nada, apenas observando seus status, coisa que ela há muito tempo não fazia. 

Além da experiência ganha depois da missão dada por Gyleon, ela recebeu uma boa quantidade de EXP matando soldados e derrotando Wena, o que a fez subir quase dois níveis, sendo agora uma assassina de nível 8, além de ganhar um novo ponto de habilidade.

===[Status de Personagem]===

Nome: Emma Adams
Raça: Humana
Classe: Assassina

Nível: 8
XP: 1.250/3.000

HP:1150/Regen de HP por sec: 50 de HP por sec
ATK: 200 {+}
SPD: 330 {+}
DEF: 180 {+}
INT: 200 {+}
MG: 150 {+}
CAC: 5% {+}
DAC: 5% {+}

===[Habilidades]===

Caminho do Errante:

Passos do Caçador {+} 
Efeito Passivo: Seus passos tornam-se -10% audíveis e rastreáveis.

Caminho do Assassino:

Investida Cortante {+} (Novo!)
Efeito Ativo: Respire fundo e concentre seu olhar em um único ponto, para que você ganhe um aumento súbito em sua velocidade, permitindo que você corra mais rápido e ataque o seu inimigo. Dano varia com a velocidade: 20 de DMG por cada 30 de SPD

Caminho do Oculto:

Vestes das Sombras {+}
Efeito Passivo: Quando equipado(a) com uma máscara, ou com um manto, torna-se -10% perceptível, mas anda 5% mais devagar. (Efeito é desativado quando visto por elementos hostis)

Além de ter colocado todos os seus 10 pontos de atributos em defesa, ela escolheu a habilidade Vestes Sombrias, já que queria acabar com todas as suas primeiras habilidades, pra já liberar todas as de segunda linha. Ela fechou seu status e sentou em sua cama. Durante sua estadia para aguardar a estabilização da cidade, ela procurou muitos trabalhos para fazer, mas nenhum estava disponível. Por conta disso, passou 7 dias enfurnada em um quarto de uma das propriedades de Gyleon, que foi dada ao grupo para que eles pudessem esperar lá enquanto Gyleon estava ocupado demais para falar com eles.

No entanto, apenas Emma ficou lá, parada de verdade. Elron e Adrielyel estavam treinando combate nos campos de treino dos Scorpions, enquanto Athert estava utilizando os favores de Elron com os mercadores da cidade, o que fez Emma ficar um tanto quanto solitária, mas ela não se importava muito. Ou ao menos, era isso o que ela pensava.

Após sentar-se, deitou na cama, enrolando-se com o cobertor, mesmo não estando frio. Ela lembrou de sua vida antes daquilo, como tudo costumava ser, antes dela ir pro fundo do poço. Ela olhou para a janela, os raios de sol adentrando no quarto, mostrando as partículas de poeira que voavam pelo cômodo.

– Será que é isso o que eu deveria estar fazendo? Será que… eu não deveria ir lá fora? – Ela se questionou, olhando para o nada.

E então, ouviu uma batida na porta. Ela rapidamente se levantou e ficou sentada na cama.

– Pode entrar! – A garota gritou, um pouco elétrica pela repentina batida.

A porta se abriu, revelando Athert, carregando um saco consigo.

– Qual é a boa, isolada? – O rapaz disse, num tom de animação.

– Caralho Athert, onde você esteve todo esse tempo? – Emma questionou, um pouco raivosa.

– Eu poderia perguntar a mesma coisa, se você não tivesse ficado aqui por quase 7 dias inteiros. – Ele falou, sentando-se em uma cadeira que estava no quarto.

– Vai se ferrar…

– Enfim, o Gyleon mandou avisar que já está tudo pronto para recebermos nossas recompensas e sairmos dessa cidade. O que acha? Quer meter o pé?

– Eu… eu não sei.

– Como é que é?

– Você sabe… Wena… Ela sempre usava o termo “nós”, quando falava comigo. Ela provavelmente não é a única que me queria morta. Então eu acho que é melhor eu ficar aqui em Karnyamithl.

– E quem garante que você estará segura aqui dentro? Aquela mulher atravessou a barreira e chegou até aqui, por que os outros não fariam o mesmo?

Essa pergunta pegou Emma em cheio, que recuou, não sabendo como responder Athert.

– Vamos, a nossa jornada ainda não acabou. – Ele disse, tentando animar a garota.

– “Nossa Jornada”? E o que estamos atrás pra isso ser uma jornada?

– Você mesma não lembra? Estamos atrás de uma maneira de você sair daqui, esqueceu?

– E vocês ainda vão me ajudar nesse sonho louco? Sair de um mundo digital e voltar para o mundo real sem nem mesmo ter certeza de que isso é possível?

– E por que não? Afinal, temos o que fazer? Eu sou um vagabundo que estive fugindo do perigo até agora, então eu acho que posso fugir mais uma vez. Quanto ao Elron e a Adrielyel, eles também não vão muito longe sem a gente, e aposto que a elfa não vai deixar irmos embora sozinhos.

– Ah, vocês são um bando de idiotas mesmo. – Emma disse, sorrindo de leve.

– Falou a que liberou o projeto Re:Birth para o planeta inteiro.

– Corta essa, foi algo genial!

– Eu tenho argumentos o bastante para dizer o quanto você está errada, mas não temos mais tempo. Gyleon quer falar conosco.

– Sério? O que aquele velhote quer com a gente dessa vez?

– Eu não sei, mas acho que é importante. Enfim, vamos de uma vez. – Athert finalizou, levantando-se da cadeira e indo em direção da porta. – Você vem, né?

Emma, agora um pouco mais confiante sobre o que queria fazer, acompanhou Athert para fora da casa e pelas ruas da nova e pacifica Cidade dos Ladrões, até chegar em um bar, onde Gyleon estava esperando com Jyuv, Elron e Adrielyel.

– Vocês demoraram! – Elron disse, do jeito dele de ser.

– Cale a boca, aposto que você chegou agora pouco. – Emma retrucou, sentando-se em uma das cadeiras disponíveis.

– Se vocês começarem mais uma briga, eu juro que cego vocês dois. – Athert respondeu ambos, tomando um lugar na mesa. – Enfim, Elron, o que quer com a gente?

– Primeiro, gostaria de saber se você conseguiu as coisas que queria, Athert.

Por um momento, o demônio parecia confuso, mas logo lembrou do saco que estava carregando consigo, o que fez ele logo abri-lo e de lá retirar alguns itens.

– Primeiro, um cajado!

- Pedi pra que um artesão mágico desse uma refinada na joia do olho de Rasimul, e acabou saindo este cajado!

– Pedi pra que um artesão mágico desse uma refinada na joia do olho de Rasimul, e acabou saindo este cajado!

– Certo, mas ele tem algum efeito à mais? – Emma perguntou, curiosa.

– Claro que Sim! Por ser um item de raridade rara, ele amplifica os meus poderes! Agora, com a joia junto do meu poder de luz, eu posso criar uma onda hipnótica que paralisa todos os inimigos. – Athert explicou.

– Uau, isso é meio… forte – Emma disse, um tanto surpresa.

– Mas não acaba por aí! Agora, estas manoplas!

- Feitas com as escamas de Rasimul, elas vão servir para proteger os braços da nossa amiga Adrielyel ao mesmo tempo que ajuda ela na precisão das flechas

– Feitas com as escamas de Rasimul, elas vão servir para proteger os braços da nossa amiga Adrielyel ao mesmo tempo que ajuda ela na precisão das flechas.

– Espera, pra mim?! – Um grande sorriso se formou no rosto da elfa.

– Digamos que seu irmão já tem coisas demais com ele. Aí pensei em dar pra você!

– Ei, quem tem coisa demais?! – O Elfo questionou.

– Cara, tu tem uma lança de fogo e uma armadura completa, não fode!

Elron calou-se, vendo um pouco de razão nas palavras do demônio.

– E por último, mas não menos importante, temos aqui uma adaga feita com o dente venenoso da Rasimul!

- E por último, mas não menos importante, temos aqui uma adaga feita com o dente venenoso da Rasimul!

– Esse aqui é pra Emma.

– Pra mim? Eu tenho uma adaga que explode em relâmpago, pra que eu vou precisar de outra?

– Vai recusar mesmo caralho? Eu fiquei que nem doente procurando alguém que fazia uma adaga dessas, só aceita de uma vez!

– Tá bom… – Com certa relutância, Emma Pegou a Adaga, guardando em seu bolso.

– Agora que você acabou com a entrega de suas coisinhas, vamos direto ao ponto. – Gyleon começou, fazendo um gesto para que Jyuv retirasse um mapa de seu casaco e colocasse sobre a mesa. – Seguinte, se vocês realmente estiverem sendo perseguidos por aquela gente maluca, eu recomendaria que nunca parassem de correr, mas é óbvio que uma hora isso vai dar merda, então primeiro, vocês tem que subir seus níveis! Para isso, eu indico uma cidade um pouco longe daqui. É Edheglast, a Cidade das ilusões.

– Edheglast? É aquela cidade que ninguém sabe realmente onde fica? – Athert perguntou, interessado no assunto.

– Sim! No entanto, eu conheço uma pessoa que mora lá, mas atualmente ela está de passagem pela Vila Wamol, no Pantano Esquecido. Encontrem-na, sigam-na, e vocês logo estarão protegidos de qualquer coisa!

– Mas espera, qual é o nome dela? – Emma questionou, querendo a informação.

– Não posso dizer. No entanto, procurem por um lugar na Vila Wamol, chamado de “Barriga da Besta”, vocês provavelmente irão encontrar ela lá.

– O nome é meio… tenebroso. – Adrielyel comentou, um pouco encolhida.

– Toda a Vila Wamol é tenebrosa. Mas não temam, vocês vão se acostumar com o lugar! Enfim, acho que isso é um adeus, não é? – Gyleon disse, fazendo uma expressão triste. – Esta cidade nunca encontraria a paz se não fossem vocês, jovens. Quando essa merda toda acabar, venham dar um abraço no velho Gyleon!

– Com certeza iremos. Valeu, Velho! – Emma disse, levantando-se e apertando a mão do homem.

Todos fizeram o mesmo, despedindo-se do homem que os havia ajudado durante o tempo em que estiveram lá. Logo em seguida, saíram do bar, indo em direção dos portões da cidade. Quando chegaram lá e atravessaram os portões, deram uma última olhada para o interior da cidade. Um lugar no qual eles guardariam boas e más memórias.

– Acha que um dia iremos voltar pra cá? – Elron perguntou.

– Talvez… Mas é como ele disse, temos que seguir em frente. – Athert falou, virando seu olhar para a barreira roxa que separava Karnyamithl do mundo externo.

– Então vamos logo! Quanto mais cedo chegarmos em Wamol, mais seguros estaremos! – Emma disse, começando a correr e pulando para atravessar a barreira ilusória.

Os outros, logo acompanharam-na, correndo para sair da cidade.

E assim, começava uma grande jornada pela libertação de Emma, que lutaria para sair daquele mundo a qual ela não pertencia.

Com uma nova aventura, novos inimigos surgem…

“A Ordem é inexistente, ao mesmo tempo que existe se esgueirando nas sombras dos impérios”
– B.W

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É, finalmente acabou o primeiro arco! Obrigado à todos que acompanharam a história até aqui. Mas não temam, ainda não é o fim! Essa semana mesmo (Dia 11/06), estarei postando primeiro capítulo do segundo arco de Re:Birth!

E lembrem-se, mesmo que as sombras da tristeza e da amargura te alcancem, vocês devem lutar para cortar a escuridão!

Um abraço, e boa leitura!

– S.K                                                                                  

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