O Novo Mundo

Vagando pelo vazio inerte, Emma não fazia ideia de onde estava, muito menos se o processo realmente tinha funcionado. O terror da dúvida a fez até mesmo cogitar que a passagem havia falhado, e que agora ela estava morta, a deriva no inferno negro.

Para a garota, de todas as propostas que foram dadas para descrever o inferno, ser engolida pelas trevas de um abismo infinito desprovido de qualquer existência, física ou imaterial, era a mais perturbadora.

Entretanto, seu coração se encheu de esperança quando ela viu uma pequena centelha de luz surgindo no meio da escuridão, aumentando gradualmente com o passar do tempo. Logo, Emma percebeu que não era a fagulha que estava crescendo, e sim ela que estava se aproximando da luz, sendo puxada por ela. Ao ficar mais próxima, percebeu que aquilo se tratava de um túnel luminoso que parecia enorme, não sendo possível ver o final. Quando atravessou a borda do buraco e entrou no caminho, uma voz robótica ecoou pelo espaço vazio.

Transporte para avatar computadorizado irá iniciar em alguns segundos. O Mundo selecionado foi: Yharag {Versão Alfa}

Viagem começará em: 1…2…3…4…5. Iniciando transferência.

E então, numa velocidade surpreendente, Emma foi jogada para dentro da passagem. Quanto mais adentrava, mais ofuscante se tornava a luz no final do túnel, até que ela dominou por completo a visão da garota, que desmaiou subitamente.

☉☉☉☉

Ao sentir o vento suave passando por seu corpo, Emma acordou, levantando-se rapidamente, com uma leve dor de cabeça. O sol cobria sua visão, o que a obrigou a piscar algumas vezes para que seus olhos se adaptassem à luz. Aquela cena a lembrou de mais cedo, fazendo-a pensar se toda a situação anterior não passava de um sonho.

Contudo, ao notar que ela estava deitada em um mar de flores numa planície, ela soube que devia estar muito longe de casa. Olhou ao seu redor, encontrando no horizonte uma vasta cordilheira, por onde o sol se erguia dos picos nevados. Para a direita, uma floresta com árvores de cor púrpura e à direita, um grande, vindo da montanha, de águas cristalinas serpenteava pela paisagem, cortando-a por uma longa extensão. Aquele lugar era completamente diferente do que Emma já havia visto em toda a sua vida.

Em seu cotidiano, a humanidade reinava soberana sobre a natureza. Todavia, naquele mundo tão belo e selvagem, a vida parecia florescer de cada canto, como um verdadeiro mundo de conto de fadas. É tão… lindo, pensou, maravilhada com o vislumbre do meio ambiente.

Mas ela sabia que não havia ido até aquele mundo para apreciar a vista. Com rapidez, ela se levantou e parou para olhar mais para si mesma. Suas roupas de antes haviam sumido, sendo substituídas por vestes simples de pano branco e um par de sapatos. Roupas para iniciantes, eu suponho.

De repente, uma tela abriu-se na sua frente, como um holograma que ela estava acostumada a ver, só que fixo e de tamanho reduzido.

—{Mensagem}—

Bem vindo(a) a Yharag, viajante! Você deve estar cheio de perguntas sobre o que fazer agora que chegou até aqui, bom, iremos lhe dar um breve tutorial!

°O Início -> Yharag é um mundo baseado nos jogos MMO RPG, onde você deverá cumprir missões, explorar novos lugares, descobrir novas técnicas e muito mais para aumentar seu nível de personagem! Entretanto, para sermos mais práticos, números não irão medir sua força e habilidade, mas sim sua experiência.

°Experiência -> Há várias maneiras de adquirir experiência. Suas habilidades e poderes serão aprimoradas quanto mais você usar elas, ou seja: quanto mais você treinar e praticar, mais forte você fica. Para saber o quão habilidoso você se tornou em certa área, una as mãos e diga: “Abrir Status”. Com isso, uma outra tela aparecerá diante de você, onde estará medido o seu nível e uma barra de progresso para cada seção. Para finalizar, existem três seções de habilidades. Elas são: Combate, Intelecto e Doméstico.

°Como começar -> Recomendamos que você procure a cidade mais próxima, de preferência uma pequena, que estará cheia de NPCS (Personagens não controlados por jogadores) precisando de ajuda, e assim você vai poder adquirir mais experiência.

Por enquanto é só isso. Conforme você avançar em sua nova vida, daremos mais informações e tutoriais como este. Até a próxima!

—{X}—

Automaticamente, a tela se fechou diante dos olhos da garota, que estava surpresa pelo nível de detalhes que os desenvolvedores do projeto foram capazes de incrementar no programa. Curiosa para saber sua localização, ela pensou em fazer o que estava sendo sugerido no guia, mas, ao invés de falar “Status“, ela falaria “Mapas”. Quando tentou, um holograma 3D surgiu deitado na sua frente, mas só continha informações dos locais que ela havia visto e marcado mentalmente. Sua única outra alternativa era botar sua cabeça para pensar, e foi o que ela fez.

Bom, se o Sol nasce nas montanhas, para lá só pode ser o leste, ou seja, logo atrás de mim é o oeste. A floresta violeta se encontra ao norte, enquanto o grande rio está ao sul. As cidades, principalmente as medievais, que foi o período em que o jogo se inspirou, geralmente se encontram perto de grandes fontes de água. E como para o leste se encontram algumas montanhas, a água deste rio provém do degelo da neve no topo delas, o que é comprovado já que a correnteza vai para a direção oposta das montanhas. Logo, a melhor chance que eu tenho de achar uma cidade é seguir o rio pelo oeste!

Com este pensamento em mente e um plano de viagem arquitetado, Emma se virou e olhou para o oeste, onde a grande extensão de planícies gramadas continuava. Com determinação e confiança em seu raciocínio, a garota começou a caminhar em busca de uma cidade.

Enquanto caminhava, ela pode sentir a gigantesca diferença de sensações entre os dois mundos. Enquanto Nova York tinha um forte cheiro metálico, aquele lugar simulava perfeitamente o ar limpo e puro da natureza, coisa que Emma nunca havia sentido antes. Sentia-se liberta das correntes de sua pacata rotina, livre como uma borboleta. Esse compilado de sensações e experiências a deu mais motivos para querer salvar Yharag da destruição iminente. Ela não queria que a paz harmônica tivesse seu ritmo interrompido.

Nas distâncias à sua frente, algo se destacou entre o mar florido. Era uma pequena vila cercada por cercas de madeira, constituída de algumas casas de madeira umas iguais às outras, como se fossem realmente cópias; uma construção de onde saía fumaça por uma chaminé; uma tenda um pouco mais próxima dos limites da vila e uma grande fazenda. Não é grande coisa, mas vai servir por agora, pensou, aumentando a velocidade de seus passos para chegar lá mais rápido.

☉☉☉☉

Já bem próxima da cidade, a menina sentia-se exausta de tanto andar, mas acreditava que aquilo iria aprimorar suas capacidades de movimento por conta do sistema de experiência prática que ela aprendeu fazia alguns minutos atrás. Ao passar pelo pequeno portão de madeira, identificou o nome da cidade, que se localizava na placa em um dos suportes. “Wast”. 

Vendo mais de perto, o vilarejo parecia bem simpático, com pessoas fazendo seus afazeres e crianças brincando pelas ruas estreitas no chão de terra, o tipo de lugar que você poderia encontrar em muitos filmes que se passam na idade média. Após recuperar o ritmo de sua respiração, voltou a caminhar para o interior da vila

Enquanto andava, algumas pessoas a encaravam com curiosidade e surpresa, como se nunca tivessem recebido uma visita, entretanto, não se incomodou muito com isso.

Por estar concentrada em outras coisas, mal percebeu quando chegou no centro do povoado, notando apenas quando bateu de frente numa pilastra de pedra, dando alguns passos para trás devido à surpresa. Felizmente, ela não se machucou muito devido à velocidade em que andava, mas ainda sim doeu bastante. Não me sinto tão idiota desde quando eu dei de cara numa porta de vidro…

Olhando melhor no que ela havia colidido, a pilastra fazia parte de um conjunto circular de outras oito, cada uma gravada com um estranho símbolo que ela nunca havia visto antes. No centro desse círculo pétreo, encontrava-se uma espécie de altar, onde jazia um cristal transparente que se mantinha rotacionando no ar por forças que a jovem ainda desconhecia.

Aproximou-se do cristal flutuante com receio, examinando-o com o olhar. No pequeno suporte que ficava embaixo da pedra, encontrava-se uma frase: “Para adquirir sua classe pessoal, você deve cumprir uma missão qualquer para seu desempenho ser avaliado e comparado ao melhor estilo de jogo para você.”

Classe pessoal? Acho que deve ter ligação com estilo de combate. Parece importante. Quanto à missão, não deve ser difícil encontrar alguma aqui no vilarejo.

De súbito, uma nova mensagem em holograma apareceu em sua frente.

—{Tutorial}—

°Missões -> Geralmente são problemas ou tarefas para serem resolvidas, podendo ter muitas formas diferentes de solução. Para encontrar e aceitar uma missão, procure alguém com um dos dois símbolos indicadores de missão acima da cabeça: Espada, para missões de combate ou um Livro para missões variadas. (Nota: Com o decorrer da missão, ela pode acabar trocando de classificação.)

—{X}—

Bom, eu ia acabar percebendo alguém com uma espada ou um livro na cabeça de qualquer jeito

Olhando ao seu redor, não havia ninguém com o indicador de missão, então Emma decidiu focar em algum local onde pessoas geralmente precisam de ajuda. Sua atenção logo se voltou para um lugar diferente, que se destacava entre o resto da vila por seu tamanho: a fazenda.

Assim que botou os olhos no lugar, ela imaginou que a maior parte da renda e da alimentação dos cidadãos viesse dalí. Logo, imaginou que o lugar deveria precisar de ajuda em pelo menos alguma coisa.

Andando mais um pouco, ela chegou até o portão de entrada, que estava fechado. Antes que pudesse se aproximar muito, ela foi impedida de continuar por um homem, que surgiu de repente. Seu cabelo castanho caía até a altura dos ombros e seus olhos da mesma cor olhavam para a garota numa tentativa de intimidação. Entretanto, suas mãos tremiam e sua postura era instável, indicando claramente que ele estava tenso. Um segurança armado com medo de uma pessoa desarmada? Isso é novidade pra mim.

— S-Senhorita, não posso permitir que forasteiros passem, peço educadamente que se retire. — pediu, com a voz trêmula. Em sua cabeça, tudo se resolveria se ele fosse educado.

— Qual foi? Eu posso não ser daqui, mas não quer dizer que eu sou uma pessoa ruim! Eu só quero falar com o teu chefe. — Emma retrucou, já esperando uma discussão.

— Me desculpa, mas eu realmente não posso te deixar passar. E-Eu tenho um trabalho a cumprir! — Apesar de visivelmente amedrontado, ele ainda tentava se manter de pé, cumprindo o seu dever.

— Me diga seu nome.

— Meu… nome?

— Isso! Me fala o seu nome, anda! — exigiu em voz alta, assustando ainda mais o rapaz.

— Alay! O meu nome é Alay! — gritou, enfim ficando de pé e firme. Vendo dessa forma, ele era apenas um pouco maior que Emma.

— Certo, Alay — a jovem cruzou os braços e olhou bem no fundo dos olhos do rapaz, lançando-lhe um olhar calmo — Você está certo, eu não sou daqui. Contudo, não vim causar problema algum para você ou para os seus chefes. Sou apenas uma garota disposta a cumprir algumas missões.

— Bom, é verdade que os meus patrões estão precisando de ajuda… até reclamaram comigo esses dias, dizendo que logo eu iria começar a trabalhar de noite por conta disso. — reclamou, deixando sua postura fragilmente estabelecida cair novamente.

Bingo! Agora, se eu oferecer ajuda, tenho certeza que esse medroso não vai recusar! Vitória total.

— Eu posso ajudar, se quiser. Não importa que tipo de missão, eu irei fazer! — finalizou, usando sua cartada final no jogo do convencimento.

— O-Ok! Se você veio ajudar, então eu posso tentar abrir uma exceção pra você.

Sentindo-se vitoriosa, Emma sorriu e ergueu o punho em sinal de vitória. Logo após isso, Alay gesticulou para que ela a seguisse para o interior da fazenda.

O lugar era ainda maior por dentro, com plantações dos mais variados tipos de plantas, algumas que ela conhecia, já outras não. Um pouco mais distante do portão principal, encontrava-se a grande casa dos proprietários, bem perto do celeiro que parecia bem antigo.

Na varanda da casa, um homem adulto, junto de uma mulher e três crianças, olhava para a garota com uma certa curiosidade e desconfiança, o que ela já esperava. O homem aproximou-se deles, parando em sua frente. Seu cabelo era muito tinha a mesma cor que o de Alay, mas era mais raso acompanhado de uma barba não muito grande.. Era robusto e bem alto, típico de alguém que trabalha diariamente no campo. Ele parece bem bravo pelo fato de eu estar aqui…

— Alay! O que eu disse sobre não permitir a entrada de estranhos aqui?!

— Me desculpe, pai, é que…

— Sem justificativa! — Esbravejou, logo fazendo o rapaz se calar. Então, dirigiu seu olhar para Emma — E você? O que diabos lhe faz pensar que podia entrar na minha fazenda assim?!

Diferente de Alay, que estava ao seu lado, subjugado e derrotado, a garota não ia se deixar vencer por aquele homem.

— Escuta aqui, senhor. Eu vim aqui com o único e exclusivo propósito de te ajudar seja qual for o seu problema com esse local, que não aparenta ter nada de errado. Alay me trouxe aqui porque eu disse que podia ajudar, então a culpa é minha, só minha. Tudo o que ele quis fazer era te ajudar, então pode parar com essa raiva sem sentido.

O homem iria ter mais uma explosão de raiva, mas foi impedido por si próprio ao perceber que sua mulher e filhos estavam olhando.

— Ah… pois bem. — disse, rendendo-se — Desculpe, Alay, não gostaria que tivesse esse exemplo de seu pai. — Se aproximou e abraçou o filho, soltando-o alguns segundos depois.

— Tá tudo bem, eu não ligo…

— Voltando ao assunto, senhorita…?

— Emma, Emma Adams.

— Senhorita Emma Adams, você disse que veio aqui para nos ajudar com um problema, mas imagino que nem saiba do que se trata, certo? — indagou, surpreendendo Emma por parecer tão diferente do homem que havia acabado de ter um surto de raiva.

— Realmente, Alay me falou que vocês precisavam de ajuda com algo. Poderiam me dizer o que é?

— Claro. Siga-me, por favor.

Alay e Emma seguiram o homem até um local não muito grande, tendo um espaço para a criação das aves. O local tinha o típico cheiro forte e ruim de um local onde se cria animais, além de ter vários grãos e feno espalhado pelo chão. A princípio, nada aparentava estar diferente do normal, entretanto, Emma sentia que algo estava errado.

Mais uma vez, o tempo pareceu ficar lento diante de sua percepção. Com os olhos, ela sondou todo o local, checando detalhe por detalhe enquanto se aproximava deles para verificar. Então, viu algo anômalo no cercado, algo que não chamava muita atenção, mas poderia significar alguma coisa. Ela tinha a pista, bastava ser a chave para aquil

— Ultimamente, eu tenho notado que há cada vez menos aves aí dentro, mas não é todo dia que elas somem. Estou com medo de que possa ser algum ladrão. — disse, curioso ao ver a garota vasculhando minuciosamente a área ao redor.

— Antes de eu assumir que eu estou certa, tenho que fazer algumas perguntas. — Com um gesto, o homem concordou, dando permissão para ela prosseguir. — Com que frequência você coloca palha nos cercados?

— Quando está muito sujo, o que não demora tanto pra acontecer, geralmente troco toda semana.

— Você mesmo faz os ninhos delas ou permite que elas os façam?

— Deixou que façam, eles sabem como fazer melhor que qualquer um aqui.

— Qual a temperatura desse mundo à noite?

— Costuma ser frio, mas pode variar.

Com todas as dúvidas que ela tinha sanadas, Emma tinha praticamente certeza de que sua suposição estava correta. Desse modo, ela sorriu para os dois e levantou o dedo indicador, apontando para cima.

— Agora quero que me ouçam, não quero interrupções — Quando disse isso, pai e filho se entreolharam e concordaram, lançando olhares concentrados para a garota, que começou — Como você disse, sabemos que o que está fazendo isso age de noite, rápido e silenciosamente. E é nesse mesmo horário que as galinhas se aconchegam em seus ninhos para dormir, se apossando de qualquer montinho de palha e fazendo um ninho ali se for preciso. É aí que aquele monte de palha entra! — afirmou, apontando para um conjunto disforme e desordenado de palha no local mais afastado do galinheiro. — Uma galinha não destrói seu ninho nem quando está usando e nem quando termina de usar, ou seja, não faz sentido algum ter um ninho todo estranho alí. 

 — Então você está dizendo que… — Alay iria falar, mas Emma completou. 

 — Sim, seja o que for que está fazendo isso, está deixando uma isca para que as galinhas vejam, vão até o local, montem o ninho de noite e serem pegas por ele, fazendo o mesmo dia sim dia não, para que elas não fiquem com medo dalí.

— Ele as adaptou e criou uma estratégia para que nem mesmo suas vítimas percebessem sua presença… — o rapaz falou, intrigado com tamanho planejamento daquilo.

— M-Mas como ele faria aquilo? Só estando do lado de dentro pra fazer uma coisa dessas! E a porta está intacta!

— Não mesmo. Ele não precisa estar completamente lá dentro. Uma simples entrada para ele é o bastante para ele montar o ninho do lado de fora, esperar e dar o bote sem que ninguém perceba. Estamos lidando com uma coisa que não age de dentro, mas sim pelo lado de fora!

Andando até atrás da construção, Emma encontrou o que esperava achar, diferente de Alay e seu pai, que estavam ainda mais intrigados com tudo aquilo. Atravessando a cerca de madeira, encontrava-se um buraco coberto de palha, com lascas de madeira no chão e o mais notório: um rastro de patas que era acompanhado de um líquido transparente e viscoso.

Emma os chamou com um gesto para seguir a trilha deixada pelo raptor das galinhas, que a seguiram sem hesitar. Logo, o caminho acabou em um conjunto de arbustos, de onde vinha um forte cheiro de podre. Chegando mais perto, Emma se afastou rapidamente por conta do odor, causando dúvidas para os dois homens, que estavam um pouco mais atrás.

— E então? O que tem aí?

— De uma coisa eu tenho certeza, não é o seu ladrão, mas o jantar dele. — disse, referindo-se ao par de cadáveres de galinhas que foram parcialmente devoradas já em estágio de decomposição. Também haviam pegadas que lembraram Emma das pegadas de uma lagartixa, só que em uma proporção ainda maior. Era um predador, e Emma teria que matá-lo se quisesse cumprir a missão.

Merda… se fosse do tamanho de um gato até estaria tudo bem, mas olhando pra essas marcas de mordidas e pegadas, essa coisa deve ter no mínimo o tamanho de um doberman!

Sem pistas sobre o que estava enfrentando, Emma viu-se encurralada pelo medo e tensão de ter de enfrentar algo possivelmente perigoso. Contudo, ela já não podia recuar naquele ponto. Sorrindo de tensão e tremendo, ela soltou uma risada baixa e olhou para o novo rastro de pegadas que levava para a floresta além do cercado da vila.

Comentários